quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Importância do divertimento

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Por Gilberto Cunha

No mundo de hoje, que possui ritmo acelerado, mudanças constantes que fazem uma enorme pressão sobre a gente, precisamos de momentos de renovação. Estando renovados poderemos encarar os desafios de uma forma lúdica e com muita esperança. Uma das formas de renovar-nos é o divertimento.

O aumento do stress, da ansiedade e de tantos outros problemas do mundo de hoje, deve-se em boa parte a que as pessoas não sabem (ou de repente se esqueceram) encontrar momentos apropriados de divertimento.

Muitas empresas já estão dando especial atenção a essa realidade e estão investindo para que os funcionários tenham momentos de divertimento, trabalhem em um ambiente lúdico e agradável. Várias escolas também estão promovendo cada vez mais atividades fora do horário normal de aula. O divertimento está sendo cada vez mais relacionado a uma vida saudável e produtiva.

O divertimento já havia sido apontado ao longo da história por vários pensadores, entre eles Aristóteles e Santo Tomás, como necessário para a nossa vida. “Conta-se de S. João Evangelista que, quando alguns se escandalizaram ao vê-lo brincando com os seus discípulos, mandou um deles que tinha um arco que esticasse uma flecha. Após ter feito muitas vezes, perguntou-lhe se podia fazê-lo continuamente. O outro respondeu-lhe que se fizesse assim quebraria o arco. São João, fez perceberem, então, que se quebraria também a alma humana se se mantivesse sempre na mesma tensão” .(Conferir a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, II-II, q. 168, a. 2)

Portanto, se nós ficarmos somente estudando, trabalhando, arrumando um monte de coisas “importantes” para ocupar o tempo, o nosso “arco” em algum momento vai quebrar e nos tornaremos pessoas chatas e estressadas, que ninguém quer chegar perto.

Por outro lado não é correto ir pelo outro extremo e só querer diversão,sem se comprometer com nada nem com ninguém, vivendo alienado e só querendo saber de “oba-oba”.Não podemos ser felizes sendo pessoas superficiais, que só se preocupam com o próprio bem estar, muitas vezes prejudicando o outro. O duro é que várias dessas pessoas hoje são “modelos” para os jovens.  Mas será que uma vida sem compromisso realmente nos faz felizes?

Nós não devemos estar em nenhum dos extremos e sim encontrarmos o equilíbrio, o “meio-termo entre as atividades realizadas e o lúdico”, segundo Aristóteles. Esse meio-termo foi chamado por Aristóteles e Santo Tomás de Aquino de virtude da eutrapelia ou são divertimento. Eutrapelia vem do grego e quer dizer literalmente “girar bem”. Aeutrapelia é, pois, segundo Aristóteles, “um movimento espiritual que consiste em girar com elegância, voltar-se ao belo e ao bom para recrear-se. Seu fim essencial é permitir retornar a uma atividade importante com maior eficácia”. Agora que já entendemos um pouco mais sobre o que é o divertimento e a sua importância, vejamos algumas formas práticas de fazermos esse giro para renovar-nos.

Reservar alguns espaços durante o dia para divertir-se é muito importante. Passear e brincar com o cachorro, escutar uma boa música (se você sabe tocar um instrumento melhor ainda), ir ao cinema, encontrar-se e sair com os amigos, ver na Internet algumas coisas engraçadas, praticar esporte e atividades físicas (jogar bola, correr, nadar, caminhar, etc), viajar e conhecer lugares novos, jogar no computador ou no videogame, podem ser algumas formas de diversão. Também é altamente necessário termos a cada ano um período de férias.

Mesmo quando estamos ocupados estudando ou trabalhando podemos nos divertir. Será que eu estou maluco? Como isso pode ser divertido? Em questão de segundos você pode se divertir e sair do tédio ou da pressão. Uma piada bem feita no momento adequado, lembrar de algo engraçado, fazer uma pausa para fazer algo que eu gosto e que me diverte, podem seralgumas formas de me renovar rapidamente. Aquele cafezinho com os colegas ou o intervalo entre as aulas devem ser bem aproveitados (nada de falar de trabalho ou da prova que tem que fazer) para nos distrairmos.  Cada um deve ir encontrando o espaço e a melhor forma de divertir-se.

Tudo isso que falamos sobre o divertimento poderíamos sintetizar em uma pequena expressão que se vivemos assim poderemos alcançar a felicidade: ter uma atitude lúdica diante da vida.

Uma das características do católico é a alegria. A alegria sempre esteve presente, desde os inícios do cristianismo. E de onde brota essa alegria? Da certeza de que Cristo nos ama intensamente. Sejamos portanto pessoas lúdicas e que todos que se encontrem com a gente percebam essa alegria que brota do encontro com o Senhor: “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos” (Fl, 4,4)

FONTE: JOVENS DE MARIA

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