sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quero chutar o pau da barraca!

Imagem de DestaqueEstou com vontade de chutar o pau da barraca!

Por que Deus não age nessa situação que eu vivo?

Por que parece que nunca se cumpre aquilo que Ele mesmo prometeu?

Por que às vezes vejo a ausência ao meu redor?

Quero pendurar minhas chuteiras… Jogar tudo para o alto!

Alguma vez você usou alguma dessas expressões? Eu já… Deus poderia tentar, com sinais, prodígios e demonstrações de poder, conquistar nosso coração e nossa fidelidade, contudo, esse não é Seu método hoje. No Antigo Testamento Ele realizou tantos sinais, mas o povo continuava sendo murmurador e incrédulo. Em nossos dias, os milagres são uma conseqüência de nossa fé e não a isca de Deus para nos atrair.

Muitas vezes queremos um sinal de Deus. Geralmente esse desejo vem quando estamos em crise de fé. É importante saber que João Batista viu a Trindade no rio Jordão ao batizar Jesus, mas teve sua crise de fé na prisão, quando enviou na surdina seus discípulos para perguntarem a Jesus se Ele era o Messias.

Você já se viu em dúvidas quando lia a Bíblia? Já se perguntou por que Jesus não fez nada com Herodes quando este O ameaçou e lançou João na prisão? Por que curou só um homem paralítico no tanque de Betesda e desapareceu, deixando ali cegos, surdos, coxos e doentes? E por que Deus não destruiu Nínive, preferindo “duelar” com um profeta d'Ele?

Quero que me diga: Seria a omissão e o silêncio de Deus fraqueza ou misericórdia? Para responder, imagine se Ele tivesse tirado sua vida quando você pediu! Se tivesse sido rigoroso quando voce errou! Se realizasse a sentença de condenação logo que alguém blasfemasse ou se desviasse!

Leia Romanos 2.4-11 para ver o que Deus fala sobre a “demora” d'Ele em agir. Seus amigos da Bíblia também tiveram vontade de “chutar o balde” e “pendurar a chuteira”: Abraão duvidou (24 anos e a promessa não se cumpria); Jó perdeu a paciência (cf. Jó 38-40); Davi adulterou e matou; Noé embebedou-se; Salomão teve mil mulheres; Pedro negou conhecer o Cristo; Elias pediu para morrer..., mas, no final, todos eles se renderam ao amor de Deus!

Você já parou para pensar por que José não se decepcionou com Deus e com o ser humano quando foi traído por seus irmãos, quase apodreceu na prisão egípcia (sem merecer) e foi esquecido pelo colega de cela? Já refletiu na razão que levou Zaqueu a abandonar a vida política, de corrupção, luxo e luxúria? Algo mais forte os motivava.

Deus nos quer. Veja a parábola de ovelha perdida, do filho pródigo… E Ele nos quer com intimidade, num relacionamento de amor e fidelidade… Por isso o véu se rasgou e o Senhor é chamado de "Abba" - "Pai".

Se bater a vontade de chutar tudo para o alto… Calma! Você é gente… é humano…. como muitos homens da Bíblia…. Calma nessa hora e deixe Deus fazer o melhor!

Adriano Gonçalves
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Rumo ao Jubileu de Ouro da RCC

Em 2017, a Renovação Carismática Católica comemora o seu Jubileu de Ouro. Nesta ocasião, serão celebrados os 50 anos do chamado retiro de Duquesne, fato que desencadeou o Movimento no mundo.

De forma a marcar esta importante marca, os Serviços para a Renovação Carismática Católica Internacional (ICCRS) prepararam um projeto que inclui uma série de iniciativas em torno desse momento. Conheça a visão do ICCRS sobre o Jubileu e os passos que integrarão a celebração dos 50 anos da RCC.

As etapas são bienais, ou seja, a cada dois anos, e tem atividades e objetivos específicos. Veja abaixo.

Rumo ao Jubileu de Ouro da RCC
Um Novo Pentecostes para uma Nova Evangelização

2012-2013
Martyria
Acendendo a Chama
“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12, 1-2)

Prioridade: Foco na Identidade da RCC
Palavras-chave: Acendendo a chama + Martyria + Renovação + Batismo no Espírito Santo + Evangelização
Eventos do ICCRS: Encontro Mundial de Jovens – Brasil 2012 + Consulta Profética – Jerusalém 2013
Tarefas: Apresentar mais pessoas à experiência do Batismo no Espírito Santo + Passar o fogo para a juventude

2014-2015
Koinonia
Inflamando a Chama
“Por esse motivo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria.” (2Tm 1, 6-7)

Prioridade: Foco na Maturidade da RCC
Palavras-chave: Mantendo e espalhando a Chama + Koinonia + Carismática + Formação
Eventos do ICCRS: Evento internacional – Uganda 2014 + Retiro internacional para sacerdotes – Roma 2015
Tarefas: Encorajar pessoas + Liberação dos carismas + Promover a maturidade eclesial + Proteger a Renovação e corrigir erros

2016-2017
Diakonia
Espalhando a Chama
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.” (Lc 4, 18-19)

Prioridade: Foco na Influência da RCC
Palavras-chave: Inflamar a chama + Diakonia + Católica + Cultura de Pentecostes + Missão e Evangelização
Eventos do ICCRS: Jubileu de Ouro da RCC – Roma 2017
Tarefas: Mover-se em missão e evangelização + Servir à Igreja + Promover a Cultura de Pentecostes + Transformar a sociedade

Saiba mais sobre o processo celebrativo do Jubileu no site do ICCRS.

#01 - Para que estamos no mundo?

PRIMEIRA PARTE – EM QUE CREMOS

01 – Para que estamos no mundo?

Estamos no mundo para conhecer e amar Deus, para fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o Céu. [1-3, 358]

Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus. Nós vimos de mais longe que dos nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda a felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez em quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho para casa, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo mal e nos conduz infalivelmente a verdadeira Vida. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. (Jo 14, 6).

 

“A fonte da alegria cristã é esta consciência de ser amado por Deus, de ser pessoalmente
amado pelo nosso Criador, [...] com amor apaixonado e fiel, um amor que é maior que
a nossa infidelidade e os nossos pecados,um amor que perdoa.” Bento XVI, 01.06.2006

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Em vídeo, Dom Delson realiza pronunciamento sobre sua transferência

Em entrevista ao site Kurtição, Dom Delson pronuncia-se oficialmente sobre sua transferência de Caicó/RN para a diocese de Campina Grande/PB.

“Nesse momento paira sobre mim certa perplexidade. Olho para a diocese de Caicó e o coração se aperta de saudades, deixar padres, diáconos, religiosos, religiosas, pessoas próximas, colaboradores fiéis e amigos. Deixar esse clima bom que a Igreja do Seridó vive, deixar trabalhos iniciados, e partir para outras searas depois de quase 6 anos”, comenta emocionado o bispo.

Sobre o futuro da diocese, o bispo declara: “é o Senhor que vai providenciar os meios e pessoas para continuar Sua obra. Acredito profundamente nisso, e isso me faz aceitar com paz e esperança a mudança que a Igreja me pede”.

A transferência de Dom Delson para Campina Grande/PB não é imediata. O bispo permanece na diocese de Caicó até a data de sua posse na diocese paraibana, ocupando o cargo de administrador diocesano.

A nomeação de um novo bispo pelo Papa Bento XVI pode demorar de alguns meses a pouco mais de um ano. Após a partida definitiva de Dom Delson, um padre da diocese, a ser eleito pelo Colégio de Consultores, deverá assumir a função de administrador diocesano até que ocorra a nomeação.

Dom Manoel Delson será transferido para Campina Grande

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou nesta manhã a transferência do bispo diocesano de Caicó, Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz para a diocese de Campina Grande/PB, que está vacante desde a saída de Dom Jaime Vieira Rocha para a Arquidiocese de Natal, que ocorreu há um ano.

Confira a publicação do Vaticano traduzida do italiano para o português:

“O Santo Padre nomeou Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFM Cap. como Bispo de Campina Grande (Brasil), transferindo-o da Diocese de Caicó.

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFM Cap.

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFM Cap., nasceu 10 de julho de 1954 em Biritinga, diocese de Serrinha (então na Arquidiocese de Feira de Santana), no estado da Bahia.

Fez sua profissão religiosa como um Frade menor capuchinho em 17 de janeiro de 1978 e foi ordenado sacerdote 05 de julho de 1980.

Estudou filosofia em Nova Veneza (São Paulo) e teologia no Instituto de Teologia da Universidade de São Salvador da Bahia . Em seguida, formou-se em literatura clássica na Universidade Católica de São Salvador da Bahia e Licenciatura Ciências de Comunicação na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma.

Como parte da Ordem dos Capuchinhos cobriu as funções de Formador, Ministro Provincial e Conselheiro Geral para a América Latina.

Em 5 de Julho 2006, foi nomeado bispo de Caicó, recebendo ordenação episcopal em 24 de setembro próximo.”

Dom Delson assumiu a Diocese de Caicó em 08 de outubro de 2006. O lema episcopal escolhido por ele foi: “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17).

domingo, 5 de agosto de 2012

O que acontece na JMJ?

Atos Centrais, Atos Especiais, Catequeses, Vigília e Missa de Envio. Alguns desses termos podem não ser tão conhecidos, mas eles compõem o vocabulário básico da programação que tem sido feita nas Jornadas Mundiais da Juventude.

A programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 também deverá seguir o mesmo padrão. Ela estará dividida em uma sequência de atos centrais, culturais e especiais. A agenda oficial, com horários, ainda não foi divulgada.

"Os atos centrais são a coluna dorsal da Jornada", explicou o coordenador geral do Comitê Organizador Local (COL), monsenhor Joel Portella Amado. "Acontecem, em geral, com a participação do Papa".

A primeira grande cerimônia da JMJ Rio2013 é a acolhida com o arcebispo local, Dom Orani João Tempesta, no primeiro dia do evento (23 de julho). O peregrino estará chegando e esse é o seu primeiro contato com a Jornada.

Para o arcebispo, a Jornada é um encontro dos jovens com Cristo aqui no Brasil. "Eles vêm como romeiros, como peregrinos", disse o arcebispo. "São pessoas que já caminham nas suas paróquias, nos seus países, nas suas capelas, nos seus movimentos, que são chamados a esse encontro com o Senhor e que se dispuseram a dar esse passo. Eles devem se firmar na fé para voltarem às suas comunidades testemunhando Jesus Cristo, Nosso Senhor e tornando-se aqueles que ajudam a transformar esse mundo para melhor, criando a civilização do amor neste mundo em mudança, neste mundo plural. Portanto, uma grande oportunidade de investir na juventude”.

E completa: “A Jornada tem esse aspecto, que está no espírito de cada jovem, de romeiro - de peregrinação, de ter tempo de oração, tempo de confissão, tempo de caminhada".

Abrindo a Jornada, ocorre a acolhida dos jovens pela Arquidiocese, na Praia de Copacabana. "É um lugar que tem um paradigma da cidade e todo mundo sabe o que significa Copacabana para o Rio de Janeiro enquanto identidade e também tem o nome de Nossa Senhora", afirma o arcebispo. "Então, nós começamos com Maria que nos acolhe, Nossa Senhora de Copacabana, para depois dar o passo seguinte lá em Santa Cruz, que é justamente a Cruz de Cristo, da JMJ, que acompanha também a juventude, lembrando que esses dois ícones também serão representados nos dois locais”.

Para ele, poder receber os jovens no Rio de Janeiro é dizer da alegria de acolher os que vêm como peregrinos, como missionários. "É realmente um momento em que toda a Arquidiocese deve estar empenhada para que além do bom acolhimento a todos nas suas casas, nos seus locais públicos, nas suas residências, nos salões paroquiais, nas igrejas, possam ter o calor humano de todos os cariocas, de todos brasileiros", disse.

Nos dias 24, 25 e 26 de julho, acontecem as catequeses. "É a parte que aprofunda o tema divulgado pelo Papa", explica monsenhor Joel. "As catequeses são ministradas pelos bispos de vários países para atender todos os idiomas". Os nomes desses bispos são indicados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (que é o Comitê Organizador Central das Jornadas) e deverão ser divulgados 30 dias antes da JMJ.

Atos centrais

Ainda no dia 25, quinta-feira, é celebrada a cerimônia de acolhida do Sumo Pontífice. "Não é uma missa. É uma liturgia da palavra, um rito de acolhida em que a palavra de Deus é proclamada. O arcebispo dá uma saudação ao Papa, que falará para todos os jovens".

No dia 26, sexta-feira, é realizada a Via-Sacra. "Trata-se de uma antiga tradição da igreja. A Via-Sacra ocorre porque a Jornada é um encontro com Cristo. Então, nos voltamos para o mistério máximo de Jesus que é a sua morte e ressureição", explica o monsenhor.

O atos centrais do final de semana acontecerão na Base Aérea de Santa Cruz. No dia 27, sábado, é a vigília com o Papa, reunindo todos os peregrinos. No dia 28, domingo, será celebrada a Missa de Envio. "Atendendo o lema 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações', a missa envia os jovens. A Jornada não acabou. É um ponto de partida. O peregrino volta para casa, anuncia o Evangelho e até a próxima Jornada", concluiu.

Atos especiais

Os atos especiais são aqueles que não fazem parte da Jornada, mas são característicos de cada uma. "Em Madri, o Papa visitou um hospital, a família real", relembra o coordenador. "Aqui no Brasil, a agenda depende ainda de definição da Santa Sé, o que deve sair no final do ano".

FONTE: Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013

sábado, 4 de agosto de 2012

Domingo, 05 de agosto de 2012, 18º Domingo do Tempo Comum – Ano B

jesusalimentamultidaoTEXTO BÍBLICO: João 6,24-35

Jesus alimenta uma multidão

24 Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo. 25 A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele: – Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui? 26 Jesus respondeu: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos, e não porque entenderam os meus milagres. 27Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade. 28 – O que é que Deus quer que a gente faça? – perguntaram eles. 29 – Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! – respondeu Jesus. 30 Eles disseram: – Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? 31 Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: “Do céu ele deu pão para eles comerem”. 32 Jesus disse: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. 33 Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 – Queremos que o senhor nos dê sempre desse pão! – pediram eles. 35 Jesus respondeu: – Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.

1. LEITURA

Que diz o texto?

Pistas para leitura

Queridos amigos:

Neste Domingo, continuamos a ler o capítulo 6 do Evangelho segundo São João. Recordamos esquematicamente a estrutura do referido capítulo para poder ir situando bem os diversos textos que o compõem:

  • Versículos de 1 a 15: Sinal da multiplicação dos pães e dos peixes.
  • Versículos de 16 a 21: Jesus caminha sobre as águas.
  • Versículos de 22 a 59: Discurso do Pão da Vida em si.
  • Versículos de 60 a 71: Reflexões sobre a atitude dos discípulos diante do seguimento do Senhor.

Hoje tomamos uma primeira parte do chamado Discurso do Pão da Vida, do versículo 24 a 35. As pessoas, que ficaram surpresas com a multiplicação dos pães e dos peixes operada pelo Senhor, buscam febrilmente encontrar-se com o Senhor e conseguem localizá-lo do outro lado do lago. No momento em que se encontram, as palavras do Mestre revelam com clareza a atitude superficial dos que o buscam. O Senhor repreende-os por buscá-lo pelo fato de estarem satisfeitos com o que comeram, e não porque tenham compreendido o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes. Aconselha-os, pois, a não se preocuparam tanto com a comida que perece, mas com a que é duradoura e dá a vida eterna. Esta “comida” é Jesus quem a dá. Ao que parece, as pessoas estariam interessadas no que o Senhor lhes diz, e por isso lhe perguntam o que devem fazer. Jesus lhes responde decididamente que o que Deus quer é que creiam nele, o Filho que o Pai enviou dos céus.

O povo, porém, pede-lhe um sinal para acreditar que as coisas sejam assim… Mais uma vez fica evidente que não compreendeu o sentido da multiplicação dos pães e dos peixes. Continuam dialogando e, depois de algumas idas e voltas, o Senhor findará por revelar-se como o pão que dá vida. Aquele que confia em Jesus, nunca mais terá nem fome nem sede.

A pedagogia do Senhor levou as pessoas da necessidade do pão material de cada dia à capacidade de levantar os olhos e poder descobrir um “pão espiritual”, que sacia os anelos mais profundos do coração.

Ainda que já se possam esboçar aspectos eucarísticos nesta parte do discurso do Pão da Vida, ainda não se enfrenta o tema de cheio como se fará nos próximos versículos. Aqui, a ênfase recai sobre Jesus como o Pão para todos os que creem, os que têm fé em seu poder como Filho de Deus entre os homens.

Para levar em conta: no Antigo Testamento se narra que quando o povo de Deus saiu do Egito e estava no deserto, sentiu fome, e Deus alimentou-o com o maná. O Evangelho de João retoma todos estes relatos e apresenta-os como uma antecipação do que acontece com o Senhor, que dá a seu povo um alimento para que sacie sua fome eternamente.

Outros textos bíblicos a serem comparados: Sl 78,34; Mt 16,1-4; Lc 11,29-32; Mc 10,17.

Para continuar o aprofundamento destes temas, pode-se consultar o Índice Temático de A Bíblia de Estudos. Deus fala hoje, o verbete: “Pão”.

Perguntas para a leitura

  • Como começa o relato?
  • Que fazem as pessoas?
  • Que faz Jesus?
  • O que as pessoas perguntam a Jesus quando o encontram?
  • O que repreende Jesus nas pessoas que andavam à sua procura?
  • Com que pergunta as pessoas respondem à repreensão de Jesus?
  • O que Jesus lhes propõe?
  • O que as pessoas exigem de Jesus?
  • Como Jesus se revela? Como se define?
  • O que as pessoas pedem, finalmente, a Jesus?
  • Que certeza última dá o Mestre àquele que realmente confia nele?

2 – MEDITAÇÃO

O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

  • Saio em busca do Senhor?
  • Onde encontro Jesus hoje?
  • Com que atitude busco o Senhor? Serenidade, confiança, segurança… ou busco-o desesperadamente, febrilmente?
  • Que coisas Jesus pode “repreender” em mim hoje? Em que estou “em falha” com ele, hoje?
  • Tenho a tentação de buscar o Senhor somente quando “me encheu o estômago”, ou seja, quando me concedeu algo fixo e preciso que lhe pedi?
  • Preocupo-me somente com as coisas desta terra, ou sou realmente capaz de levantar o olhar para as coisas de Deus e de seu Reino?
  • Que coisas ocupam mais meu tempo e minha vida hoje?
  • Descubro a “autoridade” de Jesus? Em que coisas? Em minha vida, acredito em seu poder messiânico?
  • Aceito o convite de Jesus para crer nele?
  • “Exijo provas” do Senhor para acreditar e confiar, entregando-lhe minha vida?
  • Animo-me a dizer com as pessoas: “Senhor, dá-nos sempre deste pão”?
  • Creio e confio em Jesus que hoje se me revela como Pão da Vida, para que nunca mais tenha fome ou sede?

3 – ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Para a oração, utilizamos a primeira leitura deste Domingo.

Êx 16,1-4.12-15

16

O maná e as codornas

1 O povo de Israel saiu de Elim e foi para o deserto de Sim, que fica entre Elim e o monte Sinal. Chegaram ali no dia quinze do segundo mês depois da sua saída do Egito. 2 Ali, no deserto, todos eles começaram a reclamar contra Moisés e Aarão, 3Dizendo assim: – Teria sido melhor que o Senhor tivesse nos matado no Egito! Lá, nós podíamos pelo menos nos sentar e comer carne e outras comidas à vontade.  Vocês nos trouxeram para este deserto a fim de matar de fome toda esta multidão. 4 O Senhor Deus disse a Moisés: – Agora eu vou fazer chover do céu pão para vocês. E o povo deverá sair, e cada um deverá juntar uma porção que dê para um dia. Assim eu os porei à prova para saber se eles vão obedecer às minhas ordens. 12 – Eu tenho ouvido as reclamações dos israelitas. Diga-lhes que hoje à tarde, antes de escurecer, eles comerão carne.  E amanhã de manhã comerão pão à vontade. Aí ficarão sabendo que eu, o Senhor, sou o Deus deles. 13 À tarde apareceu um grande bando de codornas; eram tantas, que cobriram o acampamento. E no dia seguinte, de manhã, havia orvalho em volta de todo o acampamento. 14Quando o orvalho secou, por cima da areia do deserto ficou uma coisa parecida com escamas, fina como a geado no chão. 15 Os israelitas viram aquilo e não sabiam o que era. Então perguntaram uns aos outros: – O que é isso? Móises lhes disse: – Isso é o alimento que o Senhor está mandando para vocês comerem. Levemos em conta como o Senhor alimenta seu povo no Antigo Testamento. Este episódio é sinal daquilo que Jesus agora está apresentando em Jo 6.

4 – CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação, utilizaremos a frase dos interlocutores de Jesus:

  • Senhor, dá-nos sempre deste pão.
  • Senhor, dá-nos sempre deste pão.

Vamos repeti-la rítmica e serenamente.

5 – AÇÃO

A que me comprometo? A que nos comprometemos?

Proposta pessoal

  • Redescobrir Jesus, cada dia, como Deus e Senhor que alimenta minha alma e meu espírito.

Proposta comunitária

  • Entabular um diálogo com os demais jovens em relação à “identidade” de Jesus: Quem é Jesus para cada um?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os 5 primeiros sábados em honra ao Imaculado Coração de Maria

Nossa Senhora no dia 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, aparecendo à Irmã Lúcia com o Seu Imaculado Coração cercado de espinhos, disse-lhe:

"Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante cinco meses, no Primeiro Sábado
– se confessarem
– receberem a Sagrada Comunhão
– rezarem o Terço
– e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravarem,
Eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas".

Numa revelação, na noite de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor dignou-Se explicar por que escolheu 5 Sábados: "São 5 as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

  • as blasfêmias contra a Sua Imaculada Conceição
  • as blasfêmias contra a Sua Virgindade
  • as blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens
  • as blasfêmias dos que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe
  • as blasfêmias dos que A ultrajam diretamente nas Suas Imagens".

Esta devoção deve ser feita durante 5 meses seguidos.

Havendo motivo justo, qualquer sacerdote poderá transferir todas, ou algumas das condições para o domingo seguinte.

A 15 de fevereiro de 1926, Nosso Senhor explicou que a Confissão não tem necessariamente de ser no primeiro sábado, mas pode ser 8 dias antes ou depois, ou muitos mais ainda, contando que a Comunhão seja feita na Graça de Deus e com desejo de reparação.

A meditação pode ser feita sobre um ou vários Mistérios do Rosário, e juntar-se com o Terço, meditando 3 minutos antes de cada dezena.

O Terço é sempre meditado, pois sem meditação dos Mistérios não há Terço do Rosário; conclui-se portanto que para além do Terço há uma meditação de 15 minutos.

Durante essa meditação há a promessa duma Presença especial de Maria no nosso coração. Diretamente, Ela exprimiu-a assim: "Quem Me fizer companhia durante 15 minutos". Por tal motivo, estes 15 minutos são dos mais ricos de todo o mês.

A recompensa prometida é a Presença de Maria à hora da morte com todas as graças que cada um precisa. Isto significa a graça da boa morte, perseverança final, ou, por outras palavras, a Salvação Eterna.

À luz do Dogma do Corpo Místico e da Comunhão dos Santos, esta devoção é aplicável primeiramente a quem a faz, e pode repetir-se, oferecendo-a por outros.

Oração para antes da Meditação

Imaculada Virgem Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, cheio de pena pelos espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam em vosso Coração com blasfêmias e ingratidões, aqui estou a vossos pés para Vos fazer quinze minutos de companhia na meditação dos mistérios do Rosário como amorosamente nos pedistes, a fim de Vos consolar.

Vós que guardáveis e meditáveis em vosso Coração o que ouvíeis do vosso Divino Filho e o que víeis nas suas ações, dignai-vos pela vossa maternal bondade e misericórdia obter-me a graça de compreender o que esses mistérios nos ensinam e de praticar as suas lições.

Aceitai, Coração Imaculado de Maria, este meu pobre tributo de filial devoção e desagravo. Perdoai-me e fazei-me merecedor das graças que prometestes a este piedoso exercício, principalmente o da perseverança final. Amém.


Ato de Consagração e Desagravo

Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos.

Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.

De modo especial vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes vossos filhos ingratos.

Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para o povo da Rússia, que outrora vos amou tanto, e que está confiado e consagrado ao vosso Coração Imaculado. Reconduzi-o ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima.

Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém. 

Catequese: O que é Liturgia?

O termo “liturgia”, originalmente, significa serviço ao povo pelo poder público. Atualmente, significa uma ação religiosa ordenada. É, sem dúvida, o momento culminante da vida da Igreja, da atuação do Espírito Santo e da presença do Cristo Glorioso. É a salvação celebrada e vivida. É um fazer, um agir comunitário, através de símbolos, gestos, sinais. Liturgia é ação; Não é um dizer, explicar, refletir, comentar do jeito de uma aula. Liturgia é vivência do Mistério de Deus, participação de uma realidade que nos envolve e que não podemos compreender totalmente.

COMPOSIÇÃO DO PRESBITÉRIO E DA MESA EUCARÍSTICA

Presbitério – Espaço reservado sobretudo aos sacerdotes que celebram ou concelebram a Santa Missa, bem como aos diáconos, acólitos e leitores que ali dão assistência. Tem como centros principais o altar (mesa da Eucaristia), o ambão (mesa da Palavra) e a cadeira do presidente. Dispõe-se neles as demais cadeiras e a credência.

Altar ou Mesa da Eucaristia – A nossa atenção deve estar voltada unicamente para o Altar, pois é nele que se realiza o Sacrifício de Cristo, onde é transformado o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Por isso devemos ter muito respeito e amor.

Cadeira do Presidente – Cadeira do Sacerdote que fica de frente para o povo na parte posterior do presbitério. Ao lado ficam as cadeiras dos sacerdotes concelebrantes, diáconos e demais ministros. Na catedral, onde celebra o bispo, este lugar se chama cátedra.

Credência – Mesa que fica no canto, com os objetos litúrgicos usados durante a celebração.

Capela do Santíssimo – Local especialmente onde há o Tabernáculo, chamado também Sacrário, reservado para adoração, oração pessoal, meditação, silencia e recolhimento, para encontrar-se com Jesus.

Assembleia – Significa reunião do povo de Deus, reunidos para celebrar.

Gestos e Atitudes – Nós, ao nos comunicarmos, utilizamos palavras e gestos (faciais, corporais) de modo facilitar a nossa comunicação. Durante as celebrações, eles têm significado específico, expressando a nossa fé e mantendo nossa unidade. Para que estes gestos e posições do corpo não se tornem mecânicos, devemos conhecer e lembrar o seu significado.

GESTOS COM AS MÃOS

Sinal da Cruz – É o sinal que o Cristão usa para iniciar suas reuniões litúrgicas. Significando que estamos mergulhados no mistério da Santíssima Trindade através da Cruz Redentora de Cristo.

Persignação – Constitui uma forma mais solene, ligada à proclamação do Santo Evangelho. Fazendo a cruz em nossa testa, estamos pedindo a Deus que a força da mensagem de Cristo penetre em nossa mente. Na boca, para que possamos proclamar essa mesma Palavra. No peito, para que possamos viver esta Palavra. Contudo, é feito em silêncio.

Mãos unidas – Expressão de recolhimento, devoção, oração e súplica. Gesto comum de quem participa da Santa Missa: diáconos, ministros leigos e demais fiéis. Os sacerdotes, em alguns momentos também unem as mãos, por exemplo, quando escutam ou convidam às preces, sempre em posição de pé.

Mãos elevadas ou estendidas – Expressão de louvor. É um gesto típico do celebrante nas orações presidenciais, como a Oração da Coleta, Prefacio e Oração Eucarística. No Brasil, os fiéis costumam estender as mãos quando rezam o Pai-Nosso.

Imposição das mãos – Sinal de bênção, reconciliação e de transmissão do Dom do Espírito Santo (Crisma). O celebrante impõe as mãos sobre as oferendas, invocando o Espírito Santo, para que sejam consagradas e se tornem Corpo e Sangue de Cristo.

Dar as mãos – Sinal de saudação, sobretudo, no rito da Paz. Significa comunhão fraterna e unidade do Povo de Deus.

POSIÇÕES DO CORPO

Estar em pé – Expressa respeito, prontidão, disposição de ação, resposta, fé na Ressureição. Posição própria para os ritos iniciais, Evangelho com sua aclamação, oração dos fiéis, profissão de fé, oração sobre as oferendas até a recepção da Comunhão, bênção final e envio.

Estar sentado – Significa o acolhimento e meditação para ouvir a Palavra de Deus, cantar Salmos, ouvir homilia e no silêncio sagrado após a Comunhão.

Ajoelhar-se – Exprime respeito, humildade, arrependimento e adoração. Posição correta durante a Consagração, pois é neste santo momento que o Pão e o Vinho se transformam no Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Inclinação do corpo e da cabeça – indicam reverência, respeito, humildade, devoção e saudação. A inclinação do corpo é feita ao altar quando sobre ele não estiver o Santíssimo. A inclinação da cabeça se faz quando se fala o nome de Jesus Cristo, da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora ou Santo do Dia.

Elevação dos olhos – Contemplação de Deus. É feita no momento da elevação do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, olhando para a Hóstia e para o Cálice. O Sacerdote ergue os olhos ao céu em algumas orações eucarísticas.

Beijo – O sacerdote beija o altar e o livro dos Evangelhos em sinal de reverência aos mesmos.

Genuflexão – Com o joelho direito tocando o chão. É um ato feito diante do Santíssimo Sacramento na adoração da Cruz.

Andar – Deve ser humilde e respeitoso: nas procissões, ao levar o Evangelho, na procissão do ofertório, na procissão da Comunhão, na procissão final.

Prostração – Havia antigamente um gesto bastante expressivo, muito a gosto dos orientais: prostrar-se com o rosto em terra para orar, como Cristo no Jardim das Oliveiras. Hoje esse gesto é próprio da pessoa que se consagra a Deus, na ordenação de Diáconos ou Sacerdotes. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus.