sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Liberdade… tô longe de casa!

Imagem de Destaque“Longe de casa

Há mais de uma semana

Milhas e milhas distante...”

Caramba, sempre quis ficar fora de casa, curtir uns dias sem ninguém me olhando e dizendo que eu tinha de acordar e arrumar minha cama, cuidar dos cachorros, lavar meu tênis “surrado”, sair e comprar os pães do café da manhã!

Como é bom sentir que a vida está em suas mãos para ser vivida e não há ninguém por perto para ser juiz de seus atos.

Mas será que ser livre é só isso?

Porque, as vezes, mesmo longe das pessoas e de tudo, ainda não me sinto livre? Onde está minha liberdade? Mas todo mundo quer ser livre; disso, tenho certeza!

Fiz a seguinte pergunta: Por que ser livre? Algumas pessoas responderam: “Huummm… Acho que eu queria ser livre para não ter que dar satisfações para ninguém ou explicar o que eu estou fazendo. É bastante interessante querer e realmente poder.”

“… eu quero me libertar das coisas ruins que acontecem no mundo dizendo, simplesmente: eu quero fugir para ser livre!”

“Quero ser livre para poder sorrir quando eu quiser, chorar quando eu quiser sem ter alguém ao meu lado que insista para eu fingir meus sentimentos para que os outros não se sintam magoados.”

“… para fazer tudo que tiver ao meu alcance sem restrições; muito menos culpa”.

“Eu queria ser livre da MATEMÁTICA. Não é justo eu ser dependente dela, porque se eu tento entendê-la, ela me menospreza; se eu a ignoro, ela me derrota. ISSO NÃO VALE!!!!!!!!!!”

Pôxa, com estas respostas chego a uma conclusão:

Não nos sentimos livres, porque queremos uma liberdade baseada em pessoas, situações e fatos. A liberdade está na Pessoa. Na Pessoa de Jesus que diz: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

Tenho que me conhecer… Quem sou eu?… Assim me torno livre.

A maior prisão é a cela interior que me prende a mim mesmo. Medo de errar já é erro em si, pois não nos resumimos a um saco de moléculas que funciona direitinho.

Longe de casa… Mas dentro de si mesmo! Livre em si e bem perto de Deus!

Encerro com uma frase de Gandhi: “A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar.”

 

Adriano Gonçalves
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Catecismo e a Nova Evangelização

Em 25/06/1992 o Papa João Paulo II, pela Constituição Apostólica "Fidei Depositum", aprovou o novo Catecismo da Igreja Católica, que ele chamou de " texto de referência" e de " exposição da fé da igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja".

O Papa disse que o Catecismo tem muito a ver com a " Nova Evangelização" que ele propôs à igreja para o século XXI, com " novo ardor", novos métodos e nova expressão", e que o Papa Bento XVI tem levado à frente com muita força. Falando do Catecismo, João Paulo II disse: "Sirva ele para a renovação,  à qual o Espírito Santo chama incessantemente a igreja de Deus, Corpo de Cristo". Este é o objetivo da Nova Evangelização, levar os católicos a um amor renovado a Cristo, à igreja , à doutrina católica, etc., e tudo isso pode acontecer se o catecismo for ensinado e vivido com ardor.

Aos bispos reunidos em Santo Domingo, em 12/10/92, durante o IV CELAM, o Papa disse:"... recentemente aprovei o Catecismo da Igreja Católica, o melhor dom que a Igreja pode fazer aos seus bispos e ao povo de Deus. Trata-se de um valioso instrumento para a Nova Evangelização onde se compendia toda a doutrina que a igreja deve ensinar" (DSD, 9).

Aos Bispos do Brasil, que estiveram com ele, em visita " ad limina apostolorum" em 29/01/1996, o Papa pediu aos bispos: " Deixai-me insistir sobre a conveniência de valerem-se todos do Catecismo da Igreja Católica para uma correta interpretação das verdades de nossa fé".

O Papa João Paulo, paladino da Nova Evangelização, pediu à igreja que lance as redes em águas mais profundas (" dunc in altum"-LC 5,4), para ter pesca melhor. E para isso ele pediu que toda a igreja usasse continuamente o Catecismo: " Peço, portanto, aos pastores da Igreja e aos fiéis, que acolham este Catecismo em espírito de comunhão, e que usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica.”

O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. IPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a igreja Católica crê. Sabemos que muitos católicos não conhecem a rica e bela doutrina católica, por isso, se deixam enganar pelas seitas e falsas igrejas. Não conhecem os dogmas da fé, o Credo, não conhecem os Sacramentos, os Mandamentos, a moral Católica e a espiritualidade. E o Catecismo nos ensina todas essas verdades. Portanto, o primeiro passo da Nova Evangelização, e que já começou, é levar o Catecismo ao povo, como o Papa João Paulo II desejou.

por Professor Felipe Aquino
Escritor e apresentador na TV Canção Nova
FONTE: Revista Canção Nova – Janeiro 2012

Importância do divertimento

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Por Gilberto Cunha

No mundo de hoje, que possui ritmo acelerado, mudanças constantes que fazem uma enorme pressão sobre a gente, precisamos de momentos de renovação. Estando renovados poderemos encarar os desafios de uma forma lúdica e com muita esperança. Uma das formas de renovar-nos é o divertimento.

O aumento do stress, da ansiedade e de tantos outros problemas do mundo de hoje, deve-se em boa parte a que as pessoas não sabem (ou de repente se esqueceram) encontrar momentos apropriados de divertimento.

Muitas empresas já estão dando especial atenção a essa realidade e estão investindo para que os funcionários tenham momentos de divertimento, trabalhem em um ambiente lúdico e agradável. Várias escolas também estão promovendo cada vez mais atividades fora do horário normal de aula. O divertimento está sendo cada vez mais relacionado a uma vida saudável e produtiva.

O divertimento já havia sido apontado ao longo da história por vários pensadores, entre eles Aristóteles e Santo Tomás, como necessário para a nossa vida. “Conta-se de S. João Evangelista que, quando alguns se escandalizaram ao vê-lo brincando com os seus discípulos, mandou um deles que tinha um arco que esticasse uma flecha. Após ter feito muitas vezes, perguntou-lhe se podia fazê-lo continuamente. O outro respondeu-lhe que se fizesse assim quebraria o arco. São João, fez perceberem, então, que se quebraria também a alma humana se se mantivesse sempre na mesma tensão” .(Conferir a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, II-II, q. 168, a. 2)

Portanto, se nós ficarmos somente estudando, trabalhando, arrumando um monte de coisas “importantes” para ocupar o tempo, o nosso “arco” em algum momento vai quebrar e nos tornaremos pessoas chatas e estressadas, que ninguém quer chegar perto.

Por outro lado não é correto ir pelo outro extremo e só querer diversão,sem se comprometer com nada nem com ninguém, vivendo alienado e só querendo saber de “oba-oba”.Não podemos ser felizes sendo pessoas superficiais, que só se preocupam com o próprio bem estar, muitas vezes prejudicando o outro. O duro é que várias dessas pessoas hoje são “modelos” para os jovens.  Mas será que uma vida sem compromisso realmente nos faz felizes?

Nós não devemos estar em nenhum dos extremos e sim encontrarmos o equilíbrio, o “meio-termo entre as atividades realizadas e o lúdico”, segundo Aristóteles. Esse meio-termo foi chamado por Aristóteles e Santo Tomás de Aquino de virtude da eutrapelia ou são divertimento. Eutrapelia vem do grego e quer dizer literalmente “girar bem”. Aeutrapelia é, pois, segundo Aristóteles, “um movimento espiritual que consiste em girar com elegância, voltar-se ao belo e ao bom para recrear-se. Seu fim essencial é permitir retornar a uma atividade importante com maior eficácia”. Agora que já entendemos um pouco mais sobre o que é o divertimento e a sua importância, vejamos algumas formas práticas de fazermos esse giro para renovar-nos.

Reservar alguns espaços durante o dia para divertir-se é muito importante. Passear e brincar com o cachorro, escutar uma boa música (se você sabe tocar um instrumento melhor ainda), ir ao cinema, encontrar-se e sair com os amigos, ver na Internet algumas coisas engraçadas, praticar esporte e atividades físicas (jogar bola, correr, nadar, caminhar, etc), viajar e conhecer lugares novos, jogar no computador ou no videogame, podem ser algumas formas de diversão. Também é altamente necessário termos a cada ano um período de férias.

Mesmo quando estamos ocupados estudando ou trabalhando podemos nos divertir. Será que eu estou maluco? Como isso pode ser divertido? Em questão de segundos você pode se divertir e sair do tédio ou da pressão. Uma piada bem feita no momento adequado, lembrar de algo engraçado, fazer uma pausa para fazer algo que eu gosto e que me diverte, podem seralgumas formas de me renovar rapidamente. Aquele cafezinho com os colegas ou o intervalo entre as aulas devem ser bem aproveitados (nada de falar de trabalho ou da prova que tem que fazer) para nos distrairmos.  Cada um deve ir encontrando o espaço e a melhor forma de divertir-se.

Tudo isso que falamos sobre o divertimento poderíamos sintetizar em uma pequena expressão que se vivemos assim poderemos alcançar a felicidade: ter uma atitude lúdica diante da vida.

Uma das características do católico é a alegria. A alegria sempre esteve presente, desde os inícios do cristianismo. E de onde brota essa alegria? Da certeza de que Cristo nos ama intensamente. Sejamos portanto pessoas lúdicas e que todos que se encontrem com a gente percebam essa alegria que brota do encontro com o Senhor: “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos” (Fl, 4,4)

FONTE: JOVENS DE MARIA

Lançado o segundo livro da coleção "Sentinelas da manhã"

Sentinelas da manhã: um caminho de discipulado

Já está na mão da juventude carismática o segundo livro do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica do Brasil. "Sentinelas da manhã: um caminho de discipulado" é o título da obra lançada pela Editora RCCBRASIL. Esta é a segunda publicação da série preparada pela comissão de formação do MJBRASIL. O livro foi lançado durante o Encontro Mundial de Jovens da RCC em Foz do Iguaçu, realizado de 10 a 15 de julho.

O objetivo da obra é levar um grito profético para toda a juventude do Brasil a fim de conscientizá-la a respeito do tempo de graça e reconstrução que a RCC vive. O livro segue os cinco aspectos sobre o discipulado apontados no Documento de Aparecida: o encontro pessoal com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão.

"A temática proposta quer apontar um caminho com foco nos discípulos de Jesus. Ao encontrarmos com Jesus nos tornamos discípulos e formamos outros. Queremos fazer um eco à temática que também é tema da Jornada Mundial da Juventude de 2013 ('Ide e fazei discípulos entre todas as nações')", contou o autor Fernando Gomes.

Com conteúdo mais extenso que o primeiro livro ("Sentinelas da manhã: um novo tempo para a juventude"), este novo traz 160 páginas divididas em três partes: o encontro fascinante, a escolha decisiva e o caminho necessário.

Segundo explica o autor, os temas do livro surgiram com base nos textos do Documento 85 da CNBB: evangelização da juventude, e ainda do Documento de Aparecida, com atenção à formação integral do jovem.

O livro faz parte do "Projeto de Formação Sentinelas da Manhã", uma preparação da juventude para o jubileu de ouro da Renovação Carismática Católica que celebrará seu cinquentenário em 2017.

Vendida no Encontro Mundial de Jovens, em breve a publicação estará disponível no RCC Shop.

Sobre o autor

Fernando dos Santos Gomes faz parte dessa nova geração de Sentinelas da Manhã que o Espírito Santo tem levantado em nossos dias. Nascido em Ibiporã/PR, tem 29 anos de idade e é membro da RCC desde 1997. Foi coordenador de um grupo de oração para jovens, do Ministério Jovem da diocese de São João da Boa Vista/SP e atualmente é coordenador estadual do MJ no Estado de São Paulo.

No ano de 2004 ingressou na Comunidade Católica Javé Chammá, com sede na cidade de São José do Rio Pardo/SP, onde vive. É formado em filosofia e graduando em teologia pelo Intenfisa-Mococa/SP.

Desde 2008 é membro do núcleo nacional do MJ e idealizador do "Projeto de Formação Sentinelas da Manhã". É também autor da primeira obra da coleção, traduzido também para o espanhol e gravado em audiolivro. Fernando Gomes é leigo e se prepara para o matrimônio.

FONTE: Minsitério Jovem Brasil

Em agosto, intenção geral de oração do Papa é para os presos

Neste mês de agosto, a intenção geral de oração do Papa Bento XVI ao Apostolado de Oração é “para que os presos sejam tratados com justiça e seja respeitada a sua dignidade.”

Já a juventude está no centro da Intenção Missionária, que é “Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, se disponham a proclamar e testemunhar o Evangelho até aos confins da terra”.

Todos os meses, o Pontífice confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 28 de julho de 2012

Lectio Divina: 17º Domingo do Tempo Comum – Ano B

jesusmultiplicaospaesTEXTO BÍBLICO: João 6,1-15

Jesus alimenta uma multidão

1 Depois disso, Jesus atravessou o lago da Galiléia, que também é chamado de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia porque eles tinham visto os milagres que Jesus tinha feito, curando os doentes. 3 Ele subiu um monte e sentou-se ali com os seus discípulos. 4 A Páscoa, a festa principal dos judeus, estava perto. 5 Jesus olhou em volta de si e viu que uma grande multidão estava chegando perto dele. Então disse a Filipe: – Onde vamos comprar comida para toda esta gente? 6 Ele sabia muito bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe.7 Filipe respondeu assim: – Para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata. 8 Então um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: 9 – Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente? 10 Jesus disse: – Digam a todos que se sentem no chão. Então todos se sentaram. (Havia muita grama naquele lugar). Estavam ali quase cinco mil homens. 11 Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes.  E todos comeram à vontade.12 Quando já estavam satisfeitos, ele disse aos discípulos: – Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada. 13 Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães. 14 Os que viram esse milagre de Jesus disseram: – De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo! 15 Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte. (Nova Tradução na Linguagem de hoje - NTLH)

1. LEITURA

Que diz o texto?

Pistas para leitura

Queridos servidores da Palavra:

Neste Domingo, deixamos o Evangelho segundo São Marcos e passamos a ler, por um período de cinco semanas, o Evangelho segundo São João.

Dado que Marcos, dentro dos sinóticos, é o mais curto dos três, a Liturgia da Igreja intercala estes textos de João que compartilharemos. Assim, logra-se completar o tempo comum do ciclo B, que tem fundamentalmente Marcos como Evangelho protagonista.

O relato que hoje partilhamos é aquele a que normalmente chamamos de “a multiplicação dos pães e dos peixes”. O que chama a atenção neste episódio é que aparece narrado 6 vezes no Novo Testamento: duas vezes em Mateus, duas vezes em Marcos, uma vez em Lucas e uma vez em João (o texto que compartilhamos hoje). É óbvio que este episódio foi muito significativo para os primeiros discípulos de Jesus, que quiseram conservá-lo em seis lugares do Novo Testamento.

Jesus passa para o outro lado do Lago da Galileia e muita gente o acompanha por causa dos sinais portentosos que realizou essencialmente curando e sarando os enfermos. Aproximando-se a festa da Páscoa, Jesus dirige-se, com seus discípulos, a um monte, e ao perceber a quantidade de pessoas que se acercam, pergunta retoricamente a Filipe onde se poderia comprar comida para tantas pessoas. Filipe, com senso calculador, responde que obviamente não há dinheiro suficiente para alimentá-las. Neste momento, entra em cena André, que apresenta um menino que tem cinco pães e dois peixes, mas sabe claramente que isto é absolutamente insuficiente para poder dar-lhes de comer.

Jesus ordena que se sentem na relva, e tomando os pães e os peixes em suas mãos, ora em atitude de ação de graças e reparte com toda as pessoas: cinco mil homens! O interessante não é que todos tenham comido mas que, além disso, nos é dito que ficaram satisfeitos e que sobraram doze cestos cheios.

Ao perceber este sinal, todos os que participaram dão-se conta de que Jesus é realmente o “profeta que devia vir ao mundo”. No entanto, as pessoas querem apoderar-se de Jesus para fazê-lo rei. Jesus, então, afasta-se delas, refugiando-se no alto de um monte.

O relato tem fortes ressonâncias eucarísticas, que iremos desenvolver nos próximos domingos.

Para levar em conta: o Evangelho de João descreve, como os outros evangelistas, vários sinais portentosos de Jesus. Contudo, enquanto os sinóticos chamam de “milagres”, João prefere chamá-los de “signos” ou “sinais”. Em resumo, dá no mesmo: em ambos os casos, há algo portentoso, mas a palavra “signo” ou “sinal” convida automaticamente a não fixar-se apenas no acontecimento narrado em si, mas a descobrir neste acontecimento o signo ou o sinal de algo mais profundo que Deus quer revelar e dar a conhecer.

Outros textos bíblicos a serem comparados: Mt 14,13-21; Mc 6,30-44; Lc 9,10-17.

Para continuar o aprofundamento destes temas, pode-se consultar A Bíblia de Estudos. Deus fala hoje, a introdução ao Evangelho segundo São João.

Perguntas para a leitura

  • Que faz Jesus? Para onde se dirige?
  • Que fazem as pessoas?
  • Por que seguem o Senhor?
  • Onde se acha Jesus com seus discípulos?
  • O que Jesus pergunta a Filipe?
  • Por que lhe pergunta isto?
  • O que Filipe lhe responde?
  • O que André mostra a Jesus?
  • André tem uma visão otimista dos cinco pães e dos dois peixes para tanta gente?
  • Quem traz consigo estes cinco pães e os dois peixes?
  • Pelos cálculos, quantas pessoas havia?
  • O que Jesus lhes diz depois que lhe apresentaram o menino com os cinco pães e os dois peixes?
  • Que faz Jesus com os pães e os peixes?
  • Ficam com fome os que participaram deste sinal?
  • Quantos cestos se encheram com o que sobrou depois que todos comeram até saciar-se?
  • Que dizem todos os que participam do sinal de Jesus?
  • Que faz Jesus no final do relato? Por que se afasta para um monte?

2 – MEDITAÇÃO

O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

  • Sigo Jesus em seus caminhos?
  • Aproximo-me para que cure e sare meu coração do mal do pecado?
  • Deixo que Jesus me interrogue?
  • Que lhe respondo? Tenho uma visão muito “calculista”, como a de Filipe, ou sou capaz de ter um olhar mais teologal, sabendo que Jesus está ali?
  • O que implica para mim, hoje, a atitude de André, que apresenta o menino com os cinco pães e os dois peixes, mas que não confia no que Jesus pode chegar a fazer?
  • Sou como este menino que apresenta a Jesus o pouco que tem para que o Senhor realize o sinal?
  • Quais são, hoje, meus cinco pães e meus dois peixes?
  • Estou disposto a oferecer a Jesus meus “cinco pães e meus dois peixes”?
  • Deixo-me alimentar da presença de Jesus até saciar-me?
  • De que maneira Jesus, hoje, me “alimenta”?
  • Impressiona-me a superabundância de Deus, que alimenta e sacia na totalidade?
  • Descubro que Jesus é realmente “o profeta que devia vir ao mundo”, ou seja, o Messias de Deus?
  • Caio na tentação de fazer de Deus um “messias rei à minha medida”, na perspectiva somente humana, social e política?

3 – ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Visto que hoje meditamos sobre o sinal dos cinco pães e dos dois peixes, proponho-lhes, para a oração, algumas linhas sobre a simbologia do peixe como sinal de identificação do cristianismo.

São muitos os símbolos que desde os começos do cristianismo foram utilizados para distinguir seus membros e que, ao longo do tempo, foram adquirindo maior ou menor aceitação. Hoje em dia, o símbolo por excelência, para o cristão, é a cruz, mas nem sempre foi o mais difundido.

Entre as primeiras comunidades, o símbolo do peixe era muito aceito, e seu significado era entendido por todos. Visto que sua grafia é simples, servia inclusive para identificar e reavivar a fé de seus membros nos ambientes de perseguição que existiam, usando-se não mais do que alguns simples traços.

O significado mais difuso do peixe como símbolo é a palavra grega: “IChThUS”, cujas letras representam as iniciais da frase: “Iesous Christos Theou Uios Soter”, que significa: Iesous: Jesus: Christos: Cristo; Theou: (de) Deus; Uios: Filho;Soter: Salvador. Toda a frase significa: “Jesus, Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

Era, portanto, uma autêntica profissão de fé, com uma grande concentração na divindade e na messianidade de Jesus, razão pela qual adoravam-no e estavam dispostos a dar a vida por ele. Por isso, tanto o símbolo como o críptico aparecem com assiduidade nas catacumbas. Não se tratava somente de um sinal de identidade; era algo que ultrapassava a própria grafia.

Levemos em consideração estes elementos que enriquecem nossa reflexão e nosso momento da oração com este texto de João, onde se fala dos pães e dos peixes.

4 – CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para contemplar o relato, proponho-lhes retomar o oferecimento dos cinco pães e dos dois peixes:

  • Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de minha pequenez.
  • Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de minha vida humilde.
  • Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de meus medos e debilidades
  • Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de…
  • Jesus, ofereço-te os cinco pães e os dois peixes de…

5 – AÇÃO

A que me comprometo? A que nos comprometemos?

Proposta pessoal

  • Acrescentar a atitude de oferecimento nas diferentes circunstâncias de minha vida. Oferecer a Deus o pouco ou o muito, o bem e inclusive o mal, para que ele o receba e transforme. Que o Senhor possa realizar um sinal em minha vida, hoje.

Proposta comunitária

  • Dialogar em seu grupo a respeito dos tipos de “fome” que os jovens têm hoje: pão espiritual, pão material, pão de afeto, pão de cultura, pão de sentido em suas vidas… Que podemos fazer de maneira simples e precisa para “saciar” estes tipos de fome?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quebrei a cara!

Imagem de DestaqueDecepcionei-me feio. Confiei para valer! Agora sofro por ter me decepcionado!

O que fazer? Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar com elas, mas também decepcionei alguém.

Só tenho a ausência de forças para recomeçar!

Mas como trabalhar com este sentimento que está aqui dentro de mim?

“Quebrei a cara” muitas vezes e em todas elas não tive medo de crescer e aprender!

Hoje tento mudar o foco. Olhar para mim e ver que também decepciono outras pessoas! Quantas vezes fiz propósitos eternos e cai na primeira oportunidade?

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, é viver o Evangelho do recomeçar!

Valeu a pena ter vivido o Evangelho… Jesus foi decepcionado e mesmo assim recomeçou! Machucado, foi além.

Hoje quero também perdoar, pois perdoado eu fui… Condenar é o que não posso!

Perder com classe e com nobreza e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.

Preciso somente de tempo para reconstruir! Pegar a planta da casa e ver os cômodos que foram destruídos. Pois não cheguei ainda ao fim… há uma estrada ainda para percorrer.

Vamos à reconstrução?

Eu quero! E você?

Adriano Gonçalves
Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Não quero ser 'santo'!

Imagem de DestaqueNão quero ser um “santo” de rosto triste ou “santo” que se coloca como um “extraterrestre”, ou “santo” que deixou de ser gente. Santidade muitas vezes era compreendida como algo longe. E, muitas vezes, pensamos que nosso jeito de viver não nos levará à santidade, porque estamos ancorados nos santos antigos, assim, tentamos moldar uma santidade segundo nossos esquemas e não segundo a ação do Espírito Santo.

Santificar-se é você descobrir que o projeto de santidade ocorre com a ajuda do Espírito Santo, que move as diferentes pessoas nos diferentes tempos e faz uma obra maravilhosa.

Os santos de calça jeans – os santos da modernidade – estão para nascer. Isso depende de nós, depende do nosso coração, precisamos ser santos com computador, com bateria, santos atuais, santos que saibam conversar com todos e sobre tudo. Jesus não perdia oportunidade nenhuma… Conversava com pecadores, fariseus, samaritanos, leprosos…

A santidade é feita de momentos, é feita do agora, de oportunidades. O Espírito Santo plasma em nós, a todo momento, uma atitude santa. Uma atitude beata (“beato”= feliz). Não negligencie a felicidade que Deus lhe concede, e felicidade é santidade; não estou falando desta felicidade passageira.

A nossa visão está projetada para fora, muitas vezes, para o outro e para o que ele pensa de nós, e não lembramos o que Deus pensa de nós.

O que você vive hoje é santidade? São Paulo fala a Timóteo para que este tenha cuidado com o jeito dele de viver, de agir, de sentir. Digo a você: Vigie-se a si mesmo! Cuide-se! Quantas vezes, você não é feliz por causa do outro? E quantas vezes somos empecilhos para a felicidade do outro porque faltou vigilância. Precisamos nos cuidar para não nos tornarmos pessoas insuportáveis.

Uma das coisas mais bonitas é a gentileza; às vezes, um sorriso; outras vezes, oferecer algo a uma pessoa; são atos de santidade. Santidade é feita de sorriso, de estender a mão. Santidade é atitude de quem sabe que recebeu mais que merecia e só tem como retribuir dando-se.

Quero ser santo, sem aspas “”! Quero ser santo de jeans, indo à lanchonete ou partilhando meu sagrado…

E você?

“Tamu junto”

Adriano Gonçalves
Comunidade Canção Nova

terça-feira, 17 de julho de 2012

“Quem compra voto está se preparando pra roubar”, diz Dom Delson

A Igreja Católica, através de suas dioceses e paróquias vem empunhando uma campanha contra a corrupção eleitoral e, principalmente a compra e venda de votos nestas eleições. Em Caicó não poderia ser diferente. Em entrevista à Rádio Caicó AM, o bispo Dom Manuel Delson Pedreira da Cruz externou sua preocupação e repúdio aos políticos que usam da prática de comprar, não apenas o voto, mas a consciência e a dignidade dos seus eleitores.

Para o bispo, a sociedade só estará contribuindo para o desenvolvimento de seu município, se votar de forma consciente, sem ser vítimas dos que abusam do poder econômico, da máquina pública para vencer as eleições. “As pessoas devem estar conscientes de que o voto é um instrumento democrático, para que o cidadão colabore na mudança da sociedade, na melhoria dos aspectos que a comunidade está esperando que mude. Se alguém vende o voto, está perdendo a oportunidade de fazer essa mudança”, explicou. Na entrevista, dom Delson condenou a prática da compra de votos, chegando a dizer que dentre os interesses escondidos na ação, está o de desviar recursos públicos.

“Quem compra o voto não vai respeitar os direitos do cidadão. Quem compra o voto vai administrar as coisas em favor do seu interesse pessoal, vai desviar recursos públicos. Porque quem compra voto está se preparando pra roubar. É crime, isso é evidente e não tem pra que esconder. Se o cidadão está comprando voto, qual é a intenção dele? Ele vai ter que recuperar esse dinheiro que está gastando. E é contra a lei, é crime. Nós esperamos que a população se consciente disso, não venda o voto e não se deixe vender, e eleja de acordo com a sua consciência, vendo os candidatos que realmente tem condições de fazer uma boa administração, em prol do nosso município”, finalizou.

Por Marcos Dantas

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Convertidos à missão

A partir da tarde de sábado, a programação do XXX Congresso Nacional e do Encontro Mundial de Jovens passou a ser unificada.  A pregação tratou sobre a temática missionária. Dom Jose Azcona, bispo prelaz da Ilha do Marajó, deu sequência ao tema, após o testemunho de Salomão Ronaldo. O bispo iniciou o momento louvando a Deus pelo espírito missionário da RCC o qual tem sido concretizado através do Marajó pela misericórdia de Deus.
A carta Redemptorius Missio, citada por Dom Azcona, descreve a experiência de Pentecostes e, ao mesmo tempo, o que é a vida missionária da Igreja e a condição para ela acontecer. A missão da Igreja é como a de Jesus: é obra do Espírito Santo. A experiência de Pentecostes é intensa e transforma as pessoas em novas criaturas. Ele lembrou que todos somos chamados e enviados como testemunhas e profetas e que somente o Espírito Santo dá testemunho de Jesus e nos capacita assim como fez com os apóstolos.

Não existe missão na Igreja se a RCC não assumir verdadeiramente este chamado, esta identidade. Não seríamos cristãos. “A RCC pode ter carismas, mas se não der testemunho, ela não é absolutamente nada”, falou Dom Azcona. Ele ainda destacou que o arrependimento é imprescindível para a conversão e que devemos fazer uma pregação que convide às pessoas à contrição pelas ofensas antes feitas a Jesus. Não podemos desviar nossa pregação. O Espírito Santo quer pessoas com vida de testemunho e de salvação.

“Ide!”. Segundo Dom Azcona, este mandado missionário de Jesus tem que tocar o mais íntimo de nosso coração. “Precisamos nos converter ä missão em obediência ao Cristo crucificado. O nome de Jesus não pode ficar esquecido. Temos que pregar com testemunho. Na RCC, não nos envergonhemos do Evangelho. Porque este nos sustenta e defende aquele que prega e o que ouve”, destacou.

Dom Azcona testemunhou ainda suas críticas pessoais e tentações quando, no início, se sentiu chamado a ir ao Marajó. “O missionário deve se romper”, falou. “Quer me seguir, pegue sua cruz e siga-me”, lembrou bem as palavras de Jesus, como também, das perseguições inclusive de morte por ter abraçado a missão. “Digo que se tiver que dar meu sangue por Jesus, se Ele me chamar a morrer por estas ovelhas, será o dia mais feliz da minha vida; o cume; o fecho mais perfeito da minha vida pelas ovelhas que Ele me encomendou”, falou em alta voz, o bispo.

Falando sobre o tema do Congresso, Dom Azcona ressaltou que para apascentarmos as ovelhas é preciso morrer por elas. “Amo o Marajó. Quero Morrer no Marajó. Quero entregar a minha vida a todo esse momento que Deus me deu. Jovens, não tenham medo. É o Espírito Santo que vos faz dar esse tipo de testemunho por Jesus. Vão até o fim do mundo por Jesus, além da família e de sua pátria”, concluiu.

Com os corações instigados e inflamados pelas palavras do bispo, os jovens responderam, de braços erguidos, em sinal de entrega ao chamado missionário.