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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A grandeza de ser católico

Não tenha medo de ser de Deus! Ele não vai tirar a sua identidade
O Brasil é o maior país católico do mundo. Mas por que você é católico? Quando eu tinha 16 anos, entrei na catequese da Crisma e os catequistas disseram: “Se você quer fazer a crisma, precisa fazer um trabalho missionário. Fica aqui ou vai para o Brasil fazer missão. E havia uma menina por quem eu estava super apaixonado. Então, eles perguntaram: “Quem de vocês quer ir para o México?”. Vi que ela levantou a mão. Claro que eu também levantei a mão. Eu a levei para dançar e ela acabou se casando com meu amigo. O que percebo é que Deus usava de algumas meninas para eu me aproximar d’Ele, pois somos atraídos por aquilo que é belo.
Certa vez, encontrei-me com um pregador na praia e disse a ele que eu era católico. Ele disse: “A sua Igreja é a ‘prostituta’ da babilônia e o Papa a ‘prostituta’ da Igreja”. Ele me perguntou: “Você acredita na Bíblia?”. Eu disse: “Sim, acredito”. E ele disse: “Você acha que Maria foi sempre virgem?”. “Sim”, disse eu. E ele me disse: “Veja Mateus, aqui diz que Jesus teve irmãos. Naquele tempo, eu não sabia que, em grego, irmão quer dizer “primo”. Ele continuou me fazendo várias perguntas que eu não sabia responder. Daí, percebi que eu era católico porque minha mãe e meu pai eram católicos. Aquilo me fez parar e pensar para decidir sobre a minha vida, se, de fato, eu continuaria sendo católico.
No México, no século passado, havia um garoto, de 14 anos, chamado José Sánchez Río. E ele não negavam a Igreja Católica. Os soldados o prenderam, cortaram a sola do seu pé, perfuravam seu corpo com facas, mas ele continuava dizendo: “Viva o Senhor! Viva a Nossa Senhora de Guadalupe”. Depois, levaram-no para o cemitério, colocaram uma arma na cabeça dele e lhe disseram: “Você vai renegar a sua fé?”. E ele disse: “Viva Cristo Rei!”. Atiraram nele. Eu fico pensando: o que fez esse menino se entregar a Deus em um martírio? Foi a fé daquele menino. Como está a sua fé?
Há pessoas, como os homens-bombas, que dão a sua vida por uma causa. Mas os santos têm algo que os terroristas não tem, eles são santos. Pense em Madre Teresa. Um dia, ela foi para Beirute, no Líbano, onde estava acontecendo uma guerra. Havia 37 crianças presas por lá, e ela queria libertá-los.
As pessoas diziam a ela: “Não vá! Porque você pode morrer”, mas madre Teresa respondia: “Tudo por Jesus”. Ela continuou: “Amanhã é o dia que antecede a festa de Maria na Igreja. Vamos fazer uma fogueira para ela. E as pessoas insistiam: “Acreditamos que a senhora tem fé, mas não acha que está testando Deus no meio de uma guerra?”. E a Madre respondeu: “Eu falei com Nossa Senhora e ela disse que haverá uma festa para ela”. Eles acordaram às quatro horas da manhã para rezar e, depois, foram tomar café. Então, ligaram a TV, às 10 da manhã, e viram Madre Teresa entrando em Master Beirute para resgatar as crianças.
Padre Pio é outro exemplo. Ele podia ver a alma das pessoas e dizer os pecados de cada uma. Você tem santos como São Clemente Cover, um padre pobre que cuidava de um orfanato para rapazes. Certa vez, ele foi a um bar e viu alguns homens jogando. Em cima da mesa viu dinheiro; então disse: “Será que posso pegar o dinheiro para os meus garotos?”. Um deles tomou um gole de cerveja e cuspiu na cara de Clemente. Então, o santo lhe disse: “Esse foi para mim. Agora, posso ter alguma coisa para os meus garotos?”. E eles deram todo aquele dinheiro para ele.
Em outra situação, um casal veio até o Papa João Paulo II e contaram que não podiam ter filhos. O Papa fez o sinal da cruz sobre a cabeça dele e lhes disse: “Você vai ter um filho”. Ela fez o teste de gravidez e este deu resultado positivo.
No México, um menino de 5 anos tinha leucemia, mas seus pais não acreditavam em Deus. A mãe, no entanto, disse ao pai: “Virá ao México o Papa João Paulo II. Podemos levar o nosso filho até o aeroporto e pedir um milagre. Ele se convenceu e foi. Chegando o Papa, ele foi ao encontro da criança e deu a bênção. Depois disso, a criança que não se alimentava há duas semanas, disse que estava com fome e queria frango. Dias depois, foram ao médico e constataram que o menino havia sido curado da leucemia; consequentemente, o pai do garoto, curado do ateísmo. Alguém tirou uma foto desse garoto com o Papa; depois, uma outra foto dele com o cabelo grande. Mostraram ao Pontífice as imagens e lhe perguntaram: “O senhor se lembra dessa criança?”. “Sim”, respondeu o Papa: “Deus faz milagres”.
Imagine se São João Paulo II fosse seu vizinho? Quantas vezes você pediria que ele rezasse por você? Hoje, mais do que nunca, ele está perto de você, porque está no céu.
São Francisco de Sales dizia: “Você tem paciência com todo mundo? Tenha paciência com você e vá à confissão!”. O grande milagre é a Eucaristia, quando vemos apenas um pedaço de pão.
Há 1200 anos, um padre,  quando dizia as palavras da consagração, duvidava, em seu coração, que o Corpo e o Sangue de Cristo estivesse naquela hóstia. Ele pedia ao Senhor que lhe desse a graça de acreditar; então, a hóstia começou a pingar sangue. Os cientistas estudaram aquela amostra de sangue e disseram que ela tinha mais mil anos, ainda estava viva e era do tipo AB, o mesmo sangue encontrado no santo sudário, de um homem do Oriente Médio. Jesus disse: “A Palavra se tornou carne e habitou entre nós”.
A forma mais bonita de evangelizar não é com aquilo que falamos, mas com aquilo que vivemos. 
Não tenha medo de ser de Deus; Ele não vai tirar aquilo que é a sua identidade, não vai colocar você numa forma. Para ser santo, basta ser você mesmo, com o seu jeito de ser, mas buscando Deus. Assim você será Cristo para o mundo. Se pegarmos os dons que temos como homens e mulheres, poderemos ser santos.
Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O pecado traz a morte

O pecado trás a morteDeus se alegra quando lutamos contra o pecado
“Sendo seus colaboradores, exortamo-vos a não receberdes em vão a graça de Deus” (2Cor 6,1). A graça de Deus é o Seu auxílio a nossa alma. O que nossa alma seria incapaz de fazer sozinha, a graça faz. Ela potencializa a nossa natureza dando a capacidade de fazer o sobrenatural.
A graça de Deus vem em socorro de nossas fraquezas. Não podemos receber a graça de Deus no vazio, deixar-se perder. Na vida espiritual o Senhor dá a graça a todos, mas nem todos a aproveitam e cooperam com ela. Se você colocar a semente numa terra fofa, e cuidar dela, vai dar um pé maravilhoso, mas Deus não irá capinar aquela horta, Deus fará o que você não pode fazer, que é fazer germinar, mas se você guardar a semente e não colocá-la na terra, Ele não poderá fazê-la crescer. Deus não ajuda o preguiçoso, não ajuda aquele que não quer trabalhar, pois Ele sabe que não estamos nos valorizando.
Não podemos deixar a graça passar em vão, pois pode ser que não tenhamos outra chance. “Quem deixa para fazer depois o que precisa fazer hoje, é porque não quer fazer nunca”. Não deixe para depois, não deixe a graça de Deus em vão.
Nós não podemos carregar o pecado na alma, sabendo que estamos em pecado. A conversão é algo para a vida inteira, teremos que trabalhar nossa conversão até o dia de nossa morte, pois Deus nos quer santos, Ele não quer menos do que isso de nós, pois Ele nos fez para a santidade. O pecado destruiu nossa santidade original, mas Deus nos quer santos, temos que entender isso com muita naturalidade, Deus nos criou para sermos santos.
“Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12,14). Sem a santidade ninguém pode ver a Deus, esse ver a Deus é viver na comunhão com o Senhor. Ninguém pode entrar na comunhão com Ele sem ser santo. A maioria de nós seremos santos depois de passarmos para o purgatório. Deus, na sua bondade, na sua misericórdia, dá uma chance para que sejamos purificados na eternidade. A alma no purgatório é como se estivesse numa cadeia, ela não consegue fazer nada para sua santificação, então quem faz é a Igreja na Santa Missa.
Nós temos essa vida inteira para buscar nossa santificação, nossa conversão, nossa salvação, e a Igreja nos oferece os meios para isso. A Igreja existe para que cheguemos à santidade. Tem pecado que não é fácil de deixarmos, na verdade vamos deixando o pecado na luta (cai, confessa e levanta), e o pecado vai enfraquecendo e Deus vai vencendo.
Duas coisas não podem acontecer na nossa vida espiritual: o desespero e o desânimo. Não podemos nos desesperar nem desanimar de lutar contra o pecado. O Catecismo da Igreja Católica chama o sacramento da confissão de sacramento de cura, cura de depressão, autopiedade, … A Palavra de Deus é intransigente com o pecado, a Palavra de Deus nos exorta, se for preciso vamos até o sangue na luta contra o pecado.
Outro auxilio é a Eucaristia, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”(Jo 6,56). Precisamos desse remédio todos os dias na luta contra o pecado, se não podemos ir à Missa todos os dias, pelo menos uma vez por semana precisamos ir.
Não vamos desanimar nunca, Deus se alegra quando lutamos contra o pecado.
Blog do Prof. Felipe Aquino