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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Quaresma de São Miguel Arcanjo

A Quaresma de São Miguel Arcanjo deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro, dia da Festa de São Miguel. Podendo ser rezada também em outras épocas do ano por um período de 40 dias.

Para se preparar para esta Quaresma é necessário:

* Acender uma vela abençoada diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo
* Oferecer uma penitência durante os 40 dias;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:

Quaresma de São Miguel


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus, tende piedade de nós! (3x)

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso advogado, rogai por nós.


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.

Ao final, reza-se:

Um Pai-Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai-Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai-Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo

Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

Canção Nova 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mãos à obra!

 altO Livro de Jó é uma preciosa meditação a respeito da condição humana nesta terra, permeada pela pergunta provocante a respeito do mistério do sofrimento. Uma das constatações feitas pelo personagem, em cujo lugar poderíamos estar todos nós, é a rapidez com que corre o tempo e a fragilidade do dia a dia. “Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até o anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança” (Jó 7, 4-6). O tempo nos escapa velozmente pelos dedos, pelo que deve ser valorizado e aproveitado adequadamente. Que remédio temos para a correria interna e externa na qual fomos mergulhados? Como dar valor permanente aos frágeis gestos e atitudes que preenchem nosso dia a dia? Como dar sentido novo às agendas de todo tipo que se multiplicam, com os alertas cotidianos para o compromisso que se segue?
Nosso Salvador, Jesus Cristo, entrou nas estruturas humanas e no ritmo de vida da Palestina de seu tempo. Percorreu estradas, lagos e montanhas, encontrou pessoas e se deparou com uma imensa diversidade de situações. Todos foram tocados pela sua presença e ninguém passou em vão ao seu lado. Seu amor redentor consola, reanima, impulsiona. Morto e Ressuscitado, continua presente na Igreja! Basta experimentar o silêncio eloquente do Sacrário. Quantas lágrimas, exclamações, sorrisos e gratidão são desfiados diante de nossos Tabernáculos! Mas vale abrir o Evangelho e verificar como, de forma muito prática, Jesus conseguia trabalhar tanto e estar sempre “inteiro” diante das pessoas, fossem estas as mais pecadoras ou as mais simples, como fez com as crianças.
O Evangelista São Marcos descreve a jornada de Jesus (Cf. Mc 1, 29-39). Deixemos que seja nosso guia, ao acompanharmos o percurso feito pelo Senhor. Pela manhã, vai à Sinagoga, onde liberta um homem do demônio. Traz um “ensinamento novo, e com autoridade”. Em seguida, junto com Tiago e João, é hóspede na casa de Simão e André, onde se achava de cama, com febre, a sogra de Simão. Jesus não perde tempo! Aproxima-se, tomando-a pela mão, levantou-a, a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los. Certamente a convivência em torno da mesa terá sido recheada de alegria e gratidão, tempo gasto com os outros! Ao anoitecer, depois do pôr do sol, levavam a Jesus todos os doentes e os que tinham demônios e a cidade inteira se ajuntou à porta da casa. Curava as pessoas e expulsava os demônios. De madrugada, ainda estava bem escuro, Jesus vai a um lugar deserto para rezar. Quando os discípulos o encontram, abre-lhes novos horizontes de missão, noutros lugares, pelas aldeias da redondeza, para proclamar a Boa Nova. Qualquer pessoa pode confrontar o programa de atividades de Jesus com a própria rotina de trabalho. Para reencontrar o equilíbrio necessário, superando a tentação de superficialidade oferecida pela correria, saibamos acolher as propostas do Senhor.
Faz bem estar radicalmente rompido com a maldade e com o pecado. Nenhuma concessão à corrupção à mentira e a iniquidade. Tal objetivo limpa a nossa vista ao começar cada dia, desintoxicando o relacionamento com o próximo. Mesmo quando não temos a missão de expulsar demônios formalmente, exorcizar é enfrentar corajosamente nossas conversões adiadas. Mas também prodigalizar ânimo e consolação, perdão, denúncia do mal. Nasce a alegria em quem se libertou do demônio! E o melhor exorcismo está na boca de quem sabe bendizer!
Na companhia de Jesus e sustentados pela sua graça, o dia não passe sem alguma iniciativa gratuita do bem, de forma especial pelos mais sofredores e marginalizados, como o Senhor fez com a Sogra de Simão. Viver para si envenena nosso coração e nosso tempo! Além disso, nossa conversão a Cristo exige disposição para gastar tempo com os outros. Talvez nossas refeições venham a demorar mais e ser mais humanas, para a elas acrescentar um pouco de conversa e convivência! Basta verificar o quanto nos sentimos bem nos encontros familiares mais longos, ou a refeição com amigos queridos. Não é desperdício de tempo!
O cair da tarde de Jesus foi magnífico, com uma fila de gente machucada pela vida e pelas enfermidades. Todos eram levados a ele e em todos ficava a marca de seu amor. Nossa vida tem também grandes chances de maior equilíbrio e sentido, se crescer nossa sensibilidade pelas necessidades alheias. Ampliar o horizonte para a sociedade e para as possibilidades que nos foram concedidas para fazer o bem! Aqui entram em cena os dons e carismas concedidos a cada cristão. Viver apenas para se enriquecer, ou a busca desenfreada do prazer e dos destaques na sociedade esvazia a alma. O Evangelho suscite em todos nós uma revisão do projeto de vida que orienta nossas opções!
De madrugada, podemos encontrar Jesus em oração! Sem o tempo para Deus, a escuta da Palavra do Senhor, o fecundo silencia, a abertura da alma para as alturas, não é possível ter uma vida equilibrada. Quem vive apenas da herança da formação cristã recebida em tenra idade, ou das orações feitas no passado, gasta depressa os presentes recebidos e se esvazia logo.
Enfim, Jesus nos faz olhar para as aldeias, cidades, metrópoles ou multidões que aguardam nosso zelo missionário. Cristão que se faz discípulo verdadeiro se transforma imediatamente em missionário!Abram-se os horizontes e cada pessoa descubra seu modo de servir no anúncio corajoso do Evangelho. Há muitos tesouros escondidos no coração das pessoas e que podem transformar-se em serviço ao Reino de Deus. Que ninguém se exclua do apelo que vem de Deus!
As respostas para os dilemas da correria ou do sofrimento humano não estão escritas num código de conduta, mas se encontram em alguém, Jesus Cristo! Quem se dispuser a segui-lo, encontrará o sadio equilíbrio para a vida e arregaçará as mangas para servir a Deus e ao próximo. Esta é a chave da realização. Mãos à obra!
 Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Amanhã tem Missa com Oração por Cura e Libertação na Igreja Matriz De Nossa Senhora Da Guia.

Queremos convidar você para participar nessa sexta feira (07/11) às 19h da Missa com Oração por Cura e Libertação que será celebrada pelo Padre Dalmário Barbalho. Convide sua família, amigos, vizinhos, forme sua caravana e viva conosco este momento profundo de oração. O Grupo de Oração Filhos do Céu prepara essa Missa para toda a comunidade. Logo após a Celebração, os jovens estarão com uma quermesse visando arrecadar dinheiro para o Encontro Nacional de Jovens que acontecerá no mês de Novembro em Caruaru. Que o Espírito de Deus sopre sobre seu coração e o impulsione a estar unido a nós em mais uma batalha espiritual.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

É preciso ser carismático vinte quatro horas por dia


Hoje, para nós Igreja Católica, esta precisa ser uma de nossas maiores solenidades. Estamos oficialmente celebrando o nascimento da Igreja una, santa e católica. O Papa Leão Magno afirma que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. 
Para os judeus esta festa tinha o nome de Festa da Colheita, Festa das Tendas, Festa de Pentecostes e, hoje, precisamos continuar celebrando Pentecostes. Como o Papa Francisco tem nos indicado, precisamos sair, ir ao encontro dos irmãos e anunciar o Senhor. 
Se acompanharmos os textos bíblicos, veremos hoje que, na Festa de Pentecostes, Pedro, tomado pela efusão, pela graça do Espírito Santo, faz o primeiro anúncio querigmático. Todos os anos se celebrava a Festa de Pentecostes. A Bíblia nos diz que, reunidos, eles celebrariam Pentecostes como tradicionalmente o faziam, mas, de repente, veio do céu um barulho, um vento impetuoso com línguas de fogo, que encheram aquele lugar e todos ficaram cheios do Espírito Santo. 
Que o Espírito de Deus sopre sobre nós e que fiquemos cheios do Espírito Santo! Deus sempre respeita a nossa liberdade, escolhemos se queremos ou não ficar cheios do Espírito, só depende de mim e de você. 
Não fomos chamados a um encontro com Deus de modo intimista, somos chamados a partilhar sempre este encontro com as pessoas. O Espírito continua sendo dado à Igreja, hoje poderia se chamar, segundo o Papa Francisco, "Festa da efusão dos Apóstolos", pois, a partir deste dia, eles começaram a anunciar com coragem o Espírito Santo. Depois de Pentecostes o primeiro fruto foi o amor; o segundo a alegria, e depois a paz. Faça isso: leve aos seus uma saudação cheia do Espírito Santo, como a de Jesus: "A paz esteja convosco". 
O Espírito Santo vai nos capacitando a dar a Deus uma resposta cotidiana. Como o padre Jonas ensina para a Comunidade Cancão Nova (e isso serve para todo carismático): não podemos ser carismáticos apenas nos momentos de oração, precisamos ser carismáticos 24 horas por dia, viver sob a acão do Espírito Santo! Você precisa ser carismático no ônibus, no metrô, no morro, na escola, no trabalho, em casa, precisa viver carismaticamente. 
Viver carismaticamente é sair do natural e dar uma resposta de oracão em meios às situações. Muitas vezes, ficamos incomodados com nossos impulsos, cuidado! O Papa nos diz que a Igreja de Pentecostes é uma Igreja que não hesita em ir ao encontro das pessoas para anunciar uma mensagem que lhe é confiada. É uma Igreja que não se acomoda, não se retrai. E você, como tem reagido nessa Igreja? O que você tem feito por essas pessoas? 
Nossa experiência de Pentecostes ainda tem sido muito intimista. Se verdadeiramente vivêssemos a experiência de Pentecostes muitos hospitais até iriam à falência! Paulo era carismático 24 horas por dia e até a sombra dele curava as pessoas. A graça do batismo no Espírito pode nos levar a experiências extraordinárias. Conformamo-nos em atender as pessoas uma hora e, ao final, rezamos dois minutos e achamos que é o suficiente porque pensamos que as ouvir é mais importante do que orar por elas. 
Como padre Jonas afirmou no acampamento anterior: o Brasil não vai mudar se não for batizado no Espírito Santo! Sem o Espírito Santo é impossível mudar algumas realidades. Jovens afundados nas drogas, no vício da sexualidade desregrada, entre outros, só podem ser libertos pela eficácia do Espírito de Deus. Anunciemos o Espírito Santo ou continuaremos pagando as consequências do nosso comodismo! Sem o Espírito Santo, Cristo permanece no passado, a Palavra não é atualizada para nós. Na eficácia do Espírito tudo se torna atual. 
Rezemos: Senhor, Tu que és o batizador, realiza em mim a efusão de Seu Santo Espírito como uma torrente de água viva. Batiza minha inteligência, minha razão, meus sentidos. Só o Seu Espírito pode tirar minha vida da situacão em que ela se encontra. Senhor, mergulha-me no Espírito Santo.
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 7 de março de 2014

Jejum, esmola e oração

O tempo é um presente de Deus, quando visto a partir da experiência humana, pois não significa apenas uma categoria física, mas oportunidade para o crescimento das pessoas. Pra nós cristãos, é ocasião privilegiada para a graça de Deus atuar em nossas vidas, iluminando nossas escolhas e orientando o dia a dia.
A Quaresma, apenas iniciada, é uma forma de viver o tempo nas próximas semanas, oferecida pela Igreja aos fiéis. É ainda ocasião para uma Campanha de Opinião Pública, que chamamos "Campanha da Fraternidade", nossa contribuição para que a sociedade se torne mais fraterna, justa e igualitária. Neste ano de 2014, trataremos de um tema desafiante, o tráfico humano, realidade dolorosa, presente de diversas formas em todas as regiões de nosso país. Para nós, na Amazônia, brote um grito em prol da fraternidade e da superação do mal do tráfico de pessoas, que nos toca bem de perto. Estamos, pois, num "tempo forte" da vida cristã, que faz os dias, em si iguais em seu amanhecer, sol ou chuva, por do sol ou noite, chuva, vento, frio ou calor, se transformarem e adquirirem um colorido diferente. Vem de dentro a possibilidade de aproveitar este período.
Quaresma não é tempo de fatos ou fenômenos extraordinários, como muita gente ainda tem receio. Pode até acontecer que algumas pessoas "peguem carona" na Quaresma da Igreja para espalhar o medo ou anúncio de dificuldades ou catástrofes. É bom saber que os dias e as estações continuam do mesmo jeito, que as pessoas ao nosso lado podem não estar nem aí para nossos atos de piedade ou práticas quaresmais. Sentir-se-ão atraídas à vida da Igreja quando virem nosso testemunho coerente de vida cristã. Aí muitas outras pessoas desejarão fazer mortificações e jejuns, dedicarão mais tempo à oração e se converterão ao amor de caridade.
Como a Quaresma depende de escolha, nosso convite chegue a todos os cristãos, assim como tantos homens e mulheres de boa vontade, para que abram os corações e as mentes a Jesus Cristo, Senhor e Salvador da humanidade, Caminho, Verdade e Vida. Nele está a fonte de vida e de felicidade. Seu amor misericordioso quer alcançar a todos, sem exceção. Ele não se cansa de perdoar e acolher as pessoas. A Igreja quer ser a Casa da Misericórdia para todas as pessoas, especialmente para quem se sente estropiado e cansado pelas labutas da vida.
Jesus convida todos os homens e mulheres a segui-lo, tornando-se discípulos seus. Quem aceita o seu chamado inicia um processo de conversão, que quer dizer mudança de mentalidade, com a consequente mudança de rota na vida. São Paulo descreveu com maestria esta vida nova: "Tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Podeis irar-vos, contanto que não pequeis. Não se ponha o sol sobre vossa ira, e não deis nenhuma chance ao diabo. O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados. De vossa boca não saia nenhuma palavra maliciosa, mas somente palavras boas, capazes de edificar e de fazer bem aos ouvintes. Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes marcados, como por um sinal, para o dia da redenção. Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade. Pelo contrário, sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo. Sede, pois imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor. A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça nem sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças" (Ef 4,25 - 5,4). Para chegar lá, é necessário exercitar-se, e muito! Na Quaresma, os cristãos se dedicam, de forma especial, a três práticas formativas de sua vontade no seguimento de Jesus Cristo, que nos ajudam a assumir a vida nova assim descrita. Relacionamento consigo, com o próximo e com Deus.
A primeira delas é chamada de mortificação, abstinência, ou jejum. As três expressões servem para indicar o processo de educação da vontade. Moderar o uso do alimento, escolher práticas que orientem nossos impulsos instintivos. Muitos o fazem por motivos de saúde ou por razões estéticas, enquanto nós desejamos fazê-lo para a educação da vontade e para partilhar o fruto do jejum com as pessoas necessitadas.
A segunda tem o nome de esmola, palavra, quem sabe, desgastada, que é o exercício das obras de misericórdia, ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). "Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo" (Lc 3, 11). "Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo" (Lc 11, 41).
Enfim, intensificar a prática da oração, em todas as suas formas, é o terceiro exercício com o qual os cristãos se comprometem na Quaresma, abrindo-se para Deus e dedicando tempo e qualidade de relacionamento com o Senhor. Rezar mais e rezar melhor!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL
Fonte: RCCBRASIL

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval com Cristo promovido pela Renovação Carismática Católica terá início hoje


 Terá início logo mais a noite com a santa missa celebrada por Pe.Costa pároco de Nossa Senhora da Guia no Centro Pastoral Cônego Deoclides de Brito Diniz, o Carnaval com Cristo promovido pela Renovação Carismática Católica, serão cinco de muitas bênçãos e manifestações do amor de Deus.
Logo após a santa missa a juventude sairá em um grande arrastão que percorrerá as principais ruas da cidade.

Fonte: Blog Clébio Medeiros

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Oração dos namorados

A “Oração dos Namorados” foi distribuída na Praça de São Pedro durante o encontro com o Papa Francisco, em 14 de fevereiro.

Oração dos namorados

Deus Pai, fonte de Amor,
Abre nossos corações e nossas mentes
para reconhecer em Ti a origem e a meta do nosso caminho de namorados.

Jesus Cristo, esposo amado,
ensina-nos a vida da fidelidade e do respeito,
mostra-nos a verdade de nossos sentimentos,
faz-nos disponíveis ao dom da vida.

Espírito Santo, fogo do amor,
acende em nós a paixão pelo Reino,
a valentia de assumir decisões grandes e responsáveis,
a sabedoria da ternura e do perdão.

Deus, Trindade do Amor,
guia os nossos passos.

Amém!
 
FONTE: Aleteia

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso

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Como bem sabemos queridos irmãos, neste ano de 2014, viveremos em nossos Grupos de Oração que são a expressão máxima da Renovação Carismática Católica, a inspiração dada pelo Espírito Santo de Deus ao Conselho Nacional de nosso Movimento, a seguinte passagem bíblica: “Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros no amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,1-3).
Quero com estas linhas não esgotar o assunto desta belíssima inspiração para os nossos trabalhos, mas relacioná-la de forma simples, porém como uma meta de vida a ser atingida, com uma parte do canto conhecido como a Oração de São Francisco: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais, consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido; amar que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna”.
Tanto a passagem bíblica quanto a oração, nos indicam um caminho a ser experimentado; caminho este, baseado numa vivência da vocação para a qual, Deus mesmo nos escolheu.
Eu não conheço a tua história, não sei por onde você tem andado nos últimos tempos, qual tem sido a sua experiência com Deus, mas acredito com toda força do meu coração que o modo mais digno de se viver para Deus é debruçado na humildade, na mansidão e na paciência.
E porque afirmo isso?
Muito simples: exatamente, pelo fato de que estes atributos da humildade, mansidão e paciência, nos tornam capazes de suportar por caridade as precariedades de nossa vida, sendo sempre solícitos, conservando, cuidando, defendendo e zelando pela unidade que nos garante o vínculo da paz.
Ora, queridos, somente assim, vinculados à Paz que possui um Nome acima de todos os nomes, Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador, conseguiremos em nossa peleja diária buscar o consolo aos que sofrem, compreender as incompreensões desta vida que batem à porta dos nossos Grupos de Oração diariamente, amar mesmo aqueles que achamos que não merecem nosso amor, doar-se para receber de Deus e não dos homens, aquilo que nos custa mais caro na experiência com o Espírito Santificador: perdoar com sinceridade todas as situações que teimam em constranger o nosso ser católico e morrer a cada dia para as coisas que nos impedem de realizar tudo aquilo que o Filho de Deus, conquistou na Cruz do Calvário, por amor a nós e assim alcançarmos a Vida Eterna.
Em grandes linhas, a relação que podemos fazer do texto inspirado para este ano e a Oração atribuída ao grande São Francisco, é de que precisamos tomar uma decisão urgente e necessária em nosso seguimento a Jesus Cristo, ou seja, necessário se faz, tomarmos consciência de que o Espírito de Cristo é a nossa vida, e sem este Espírito, nós não podemos viver, aliás, me atrevo a dizer: nós não existimos sem Ele.
É urgente. É necessário.
Peçamos ao Mestre Jesus, que nos vincule à sua Paz: “Jesus Manso e Humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”, e assim, convido a você pisar o chão desta vida sem medo, mas com ousadia, pois Deus pela força do seu Espírito que é Santo providenciará caminhos.

Com carinho e benção,

Pe. Rodrigo Silva Pereira

Diocese de Osasco/SP

FONTE: RCCBRASIL

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

1ª Missa com oração por Cura e Libertação lotou Igreja de N. S. da Guia

Ontem, dia 13/02/14, na Matriz de Nossa Senhora da Guia aconteceu a 1ª Missa com Oração por Cura e Libertação do ano. Com a Igreja praticamente lotada, a Renovação Carismática Católica de Acari, animou e conduziu momentos de oração. Após a leitura do evangelho, o pároco, Pe. Costa preferiu uma belíssima homilia que levou todos os fiéis presentes a um encontro pessoal com a pessoa de Jesus que cura, salva e liberta.



Pe. Costa

Após a Comunhão, aconteceu o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento com Jesus eucarístico passando no meio da assembleia tocando e sendo tocado pelos católicos que não perderam àquele momento de graças.
Momento de Adoração

COMO TRATAR UMA PAIXÃO PROIBIDA?

Recebo alguns e-mails de pessoas vivendo uma “paixão proibida”; isto é, se encantaram, apaixonaram, por uma pessoa com quem não podem um dia se casar. Há muito, os filósofos já diziam que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Como explicar para a razão que o coração de uma mulher casada se apaixonou pelo colega de trabalho ou vice-versa? Certamente há razões para isso, mas a razão fica perdida, ela não entende essa “lógica”.

Uma moça escreveu- me dizendo que há anos é apaixonada por um padre. Ela sabe que não pode namorar com ele, e muito menos se casar com ele; é até catequista na igreja dele; mas a paixão persiste teimosa, fazendo doer a alma. Está “doente de amor”. Um rapaz me escreveu que ama a esposa, tem dois belos filhos, mas agora ficou apaixonado pela colega de trabalho, e agora? O que fazer? Ele me diz que a moça não sai da cabeça dele, mesmo quando está abraçado à esposa. É o amor proibido! O que fazer? Certamente muitos “chutam o pau da barraca” da razão e se jogam no abismo do coração… E o prejuízo é grande. Qual a saída? Não há outra. Incontinente, “cortar o mal pela raiz”; sem dó nem piedade dos gemidos do coração; se a paixão é proibida tem de ser cortada na raiz, por mais que doa na alma. A erva daninha não pode crescer porque senão mata a boa árvore. 
É claro que não é fácil “cortar” uma paixão proibida, pois é uma decisão da razão que o coração não acompanha; ele continua a gemer como o gato no telhado abandonado pela gata. Jesus deu o remédio: “vigiar e orar”, o espírito é forte, mas a carne é fraca. Então o jeito é “fugir”. Se a paixão é proibida, é veneno; e de veneno se foge. Muitos chegam à extremidade do abismo para depois tentar voltar; é um risco muito grande. É verdade que a melhor paisagem é aquela que a gente vê “no limite do abismo”; mas, um passo em falso… tudo destrói. 
Então, a solução é, mesmo em lágrimas, “fugir”; rezar, implorar a graça de Deus para “cortar na raiz o relacionamento”. Nada de conversas, cartas, e-mails proibidos e “afagos lights”… O que os olhos não veem, os ouvidos não ouvem, e as mãos não tocam, o coração não sente. De um amor proibido só temos uma saída, fugir, como se foge de qualquer perigo. Mesmo que se tenha de fazer como o filósofo grego Ulisses, que precisou ser amarrado na barca para não se entregar aos braços tentadores e mortais da sereia encantada da Odisseia. 
Certamente você está dizendo: “mas isso é muito difícil!”. Sim, eu diria, é quase impossível sem a graça de Deus, sem a oração e a “fuga heroica”; mas é um belo presente que você dá a Deus; porque quanto mais difícil é para você fazer a vontade Dele, mais Ele se alegra; mais mérito você tem. 
Quanto mais for difícil dizer “NÃO!” a uma paixão proibida, mais se agrada a Deus e se livra do perigo. Mesmo que os espinhos das rosas firam sua alma, ofereça a Deus flores puras e perfumadas de um coração que lhe pertence. 

Professor Felipe Aquino.

FONTE: Blog Canção Nova

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Renovação Carismática Católica unida em Adoração


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Durante o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, no Encontro Nacional de Formação 2014, a presidente do Conselho Nacional, Katia Zavaris, foi inspirada por Deus a uma moção: toda a RCC deveria se unir em adoração. “O Senhor me mostrou o seguinte direcionamento: RCCBRASIL unida em Adoração. Sendo assim, cada Grupo de Oração do Brasil deverá fazer uma hora de Adoração por semana. Como temos cerca de 20 mil Grupos, teremos 20 mil horas de Adoração por semana e 80 mil horas por mês”, declarou Katia no ENF. Dentro das cinco práticas espirituais sugeridas como exercício constante para aumentar a intimidade com Deus, como o jejum, o rosário, a confissão, está a adoração. O direcionamento para a Adoração, prioritariamente deve ser feito pelos núcleos dos Grupos de Oração. Caso os membros do núcleo não possam se reunir mais uma vez na semana para isso, a sugestão é que cada um faça sua hora de adoração, de acordo com sua disponibilidade. O momento pode ser realizado na própria paróquia ou capela, onde cada um participa e não é necessário que o Santíssimo esteja exposto. Se o núcleo decidir fazer a adoração com a exposição do Santíssimo, é importante que se tenha a permissão do pároco local. Essa uma hora de adoração que cada núcleo é convidado a fazer, não precisa, necessariamente, de intenções específicas. “Vamos adorar, pois Ele é digno de toda adoração. Com essa prática, o Senhor deseja que cada um de nós diminua, para que Ele cresça”, finaliza Katia.
Fonte: RCCBRASIL

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

É na família que nos conhecemos

Todos nós precisamos do amor puro uns dos outros; precisamos do amor de nosso pai. Como é importante a presença, o carinho, a segurança, a firmeza, as correções, as ordens e, até mesmo, as broncas do pai! Tudo isso é essencial para nosso crescimento, nosso equilíbrio, nossa maturidade e formação.
Como é bom ser família! Como é bom ter a presença de homens e mulheres, de adultos, jovens e crianças! Como é bom ter diferenças de temperamentos, de opiniões, de pontos de vista! Que bom conviver com o diferente! É na família que nos conhecemos, nos descobrimos, nos aproximamos. É nela que nos corrigimos, nos desentendemos e nos perdoamos.
Na família, nem tudo é 100%, mas nela nós nos amamos, nos perdoamos e nos reconciliamos. Aí está o essencial: a família é um “oásis de amor!”

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

“O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração”

Santa Teresinha do Menino Jesus diz: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim”. Refletindo sobre essa frase, vi que isso é uma grande verdade. Realmente aquilo que sou não é nem mesmo o que vejo, quando olho no espelho, e muito menos aquilo que as pessoas dizem de mim. Imagine a confusão em nossa vida seria se fôssemos somente aquilo que as pessoas dizem de nós: um dia a pessoa diz que eu sou lindo, no outro dia que sou feio, um dia que sou legal, virtuoso, disponível, caridoso; no outro dia basta uma palavra ou discussão que sou tudo ao contrário e o pior: até eu mesmo acho isso, cada dia acho uma coisa diferente.
Mas voltando para a frase da nossa jovem santa, pensemos na Eleição de Deus por nós. Como poderia Deus nos escolher para si, se não nos conhecesse como realmente somos, ou sem saber o que foi que Ele realmente criou? Deus olha para nós como obra prima da sua criação, vê nossos defeitos e qualidades, mas com seu olhar misericordioso conhece nossa mais profunda verdade e o desejo, lá no fundo, de sermos bons…
Analisemos na Palavra de Deus a Sua eleição em I Sm 16, 1b.6-7. Samuel é enviado pelo Senhor para ungir aquele que seria o rei. Quando chega à casa de Jessé, logo vê Eliab e acredita que é ele o escolhido pelo Senhor, pois era forte, mas logo o Senhor lhe diz: “Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas Deus vê o coração”. Jessé mostra os seus filhos, mas a nenhum o Senhor escolhe. Davi, o filho mais novo, nem estava entre eles. Provavelmente ninguém, nem o próprio Jessé achasse que seria ele o escolhido por Deus, mas era ele mesmo, “Levanta-te e unge-o: é este!”. Davi estava apascentando as ovelhas. Deus escolhe um pastor de ovelhas para cuidar do seu povo desta mesma forma: como um pastor (Interessante coincidência, Davi – o pastor de ovelhas será pastor do seu povo; Pedro – o pescador de peixes será pescador de homens; coincidência?)
Outro fato importante desta passagem é que, segundo a palavra de Deus, a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi. Aos eleitos o Senhor dá a sua graça para que possam responder ao seu chamado. É aí que se manifesta o poder de Deus. Quanto mais fracos e incapazes somos, maior é a gloria de Deus. O mesmo Davi desta passagem é o Davi que derrota o gigante Golias. Davi de “belos olhos e formosa aparecia”. Saul diz que ele não passa de uma criança (I Sm 17,33). Davi é aquele que pela graça de Deus e somente por ela mesmo, pois nem a armadura conseguia carregar (cf. I Sm 17, 39), consegue derrotar Golias.
A escolha de Deus, não é a partir de critérios humanos, por isso é tão importante a docilidade de coração. Sendo dóceis, colocamo-nos em nosso lugar, e deixamos que Deus seja Deus. E quando Deus é Deus em nossa vida, Ele pode fazer de nós o que quiser, seja em nossas capacidades e seja em nossas deficiências e fraquezas. Então, se manifesta a Sua glória para todos os homens.
Eis-me aqui, Senhor! É esta a resposta que o Senhor deseja quando somos chamados por Ele, como a Virgem Maria, que diante da grande missão, põe-se como serva e nela o Senhor realiza maravilhas, como canta no Magnificat.
Que o Senhor nos ajude a aderir com alegria à sua Vontade, nos dê docilidade para acolher a sua eleição e que a nossa vida seja um constante e eterno louvor a Deus, pelas palavras e pela vida.

Franco Michel Silva Galdino
Seminarista* da Comunidade de Vida Shalom

Felicidade versus Facilidade



“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mateus 5,3-12).

A vida nos ensina que não há uma receita mágica para a felicidade. No mundo e no contexto em que vivemos, primeiro precisamos ser curados do conceito de ser feliz. Conversão é mudança de pensamento.
Felicidade para muitas pessoas é ser rico, ter um iate, ir a festas importantes. Há pessoas que falam: "Se eu tivesse cabelo mais liso, seria mais feliz". Às vezes, pedimos a Deus o dom de ser feliz em realidades pagãs, por isso não nos sentimos felizes na maioria das vezes.
Você ouviu Jesus dizer: “Felizes são os humildes, porque eles herdarão a terra”. Então, se você quer ser feliz, desça do salto da arrogância, porque se você a alimenta, não pode experimentar a felicidade cristã. Precisamos aprender, urgentemente, a não sermos arrogantes, pois isto é um dedo do diabo na nossa vida.
O Cristianismo é uma proposta de superarmos nossos limites, mas, antes, é preciso reconhecer nossas fraquezas. É um caminho constante, que não nos permite dizer que estamos prontos ou que somos melhores; a humildade é o primeiro passo para sermos felizes.
A felicidade que esse olhar arrogante pode nos dar é temporária. São como os grande impérios, que crescem, crescem, mas, depois, decaem, porque não têm mais para onde crescer. A Palavra de Deus nos ensina que o nosso alimento é muito mais do que uma maquiagem no rosto, uma reunião de amigos. 
"Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo."
O maior tribunal que podemos ter é olhar no espelho e perguntar: "Valeu a pena eu construir felicidades pagãs e passageiras?".
Não existe nada melhor do que olhar para as pessoas que passaram na nossa história e perceber que elas se tornaram melhores. A nossa humildade vai atrair pessoas para Deus. Nós queremos a felicidade, mas não queremos nos esforçar para consegui-la.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Parece loucura, mas é um fruto demoníaco achar que não podemos ser fracos, que não podemos ter fragilidades, que temos de ser fortes e ricos. De nada vale uma casa bonita se não está habitada por pessoas que se amam. O amor não é construído só nos sorrisos, mas também na hora da dor.
Preocupo-me com esta geração que está sendo educada a partir de pílulas, uma geração que não pode ter incômodos, não pode ficar triste e já toma remédios. Não tenham medo das tristezas que fazem parte do processo humano; antes de procurar as pílulas, olhe para você. Chore e interprete as lágrimas que estão caindo, porque elas vão lhe dar o caminho para o seu crescimento.
Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo.
Em Pentecostes do ano passado, vivi um grande encontro com Deus. Eu escutei do próprio Senhor me dizer: “Fábio de Melo, vou te dizer 'não', porque, quando eu digo 'não', estou dizendo sim, protegendo-o”. Assim, vivo nesse caminho de fé, acreditando que, quando ouço 'não', é um 'sim'. 
O Evangelho é simples: não matar, não fofocar, cuidar de si. Se você quer ser feliz, prepare-se para as durezas da bem-aventurança. Converta-se!
Você não é obrigado a ser cristão, você não é obrigado a ser justo, humilde e manso, mas se você quiser permanecer cristão, as bem-aventuranças são o código da felicidade. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” Felizes os corações que têm espaço para acolher outros corações bem-aventurados, porque eles verão Deus. O Senhor nos ama, e a vida cristã é uma resposta ao Seu amor. Investigue bem o seu coração, perceba qual é o conceito que você tem de felicidade. O que realmente o faz feliz?
O Cristianismo bem vivido nos ensina a doar a vida a quem amamos. É a melhor religião! Digo, porque e o experimentei. Se mil vezes eu tivesse de ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo. Bem-aventurado são aqueles que têm alguém para pegá-lo pela mão e dizer lhe que: "Deus o ama e Ele pode reconstruir a sua vida".

Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Procura-se um deserto: o deserto nos ajuda a compreender nossa missão!

É preciso que se estude, um dia, o papel do deserto na vida do ser humano ou, ao menos, na vida de certas pessoas. Para uma legião de monges, ele se tornou um ideal, quase uma obsessão. Achavam impossível viver longe dele e, por isso, deixaram tudo e partiram para um mosteiro. Ali, na oração e no trabalho, não tinham em mente fugir do mundo, mas compreendê-lo melhor e colocá-lo em sua oração. Charles de Foucauld († 1916), nascido numa família aristocrática francesa, fez do deserto, no norte da África, o seu lar. Saint-Exupéry compreendeu melhor a terra dos homens depois que seu avião teve uma pane, vendo-se obrigado a passar dias e dias no deserto do Saara, completamente isolado de tudo. 
A lembrança desse silêncio o fez, um dia, escrever: “Eu sempre amei o deserto. A gente se senta numa duna de areia. Não se vê nada. Não se escuta nada. E, no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia”. Claro que ninguém ama o deserto por ele mesmo, pois “o que o torna belo é que ele esconde um poço em algum lugar”. Quem nunca teve um avião não sabe o que é se sentir, de repente, num deserto, como Saint-Exupéry. Mas isso não nos impede de fazer essa experiência tão importante e renovadora, que foi escolhida pelo Senhor para preparar o coração de Seu povo antes da entrada na Terra Prometida: “Guiou o seu povo no deserto: pois eterno é seu amor” (Sl 136,16).
Cada pessoa tem condições de criar um deserto em torno de si mesma e, principalmente, em seu coração. Ali, na rica solidão de seu interior, saberá dar à sua vida, às pessoas que a cercam e a ela própria o devido valor. Aliás, nunca uma pessoa poderá compreender tais realidades se não se encerrar em si mesma.
O deserto é feito de silêncio. Não de um silêncio estéril, marcado apenas pela falta de barulho, mas de um silêncio que nasce dentro da própria pessoa, feito de reflexão e paz. Um silêncio feito de amor.
É necessário, de quando em vez, fazermos uma parada na vida. Parada semelhante à daqueles que, andando pelo deserto, ficam algum tempo no oásis que encontram. Saem dali refeitos, enriquecidos e animados. Também nós sairemos enriquecidos dos momentos de deserto que criarmos. Depois disso, teremos melhores condições de enfrentar a vida de cada dia, com seus problemas, desafios e solicitações. Sairemos de nossos desertos convictos de que, nesses tempos que periodicamente nos concedemos, longe de nos isolarmos num egoísmo estéril, criaremos melhores condições para estabelecer um encontro leal, profundo e sincero com nós mesmos, com os outros e com Deus.
Na vida de Cristo há vários momentos que testemunham o quanto Ele amava o deserto: “Logo em seguida, Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, subiu à montanha, a sós, para orar. Anoiteceu, e Jesus continuava lá, sozinho” (Mt 14,22-23). Sua vida não era tranquila: as multidões O procuravam a toda a hora e em todos os lugares; pediam curas, exigiam Sua presença e Sua palavra. Ele atendia a todos com uma paciência que a outros conquistava. À noite, cansado, deixava os apóstolos descansando e retirava-se para longe. Suas noites de oração eram o Seu “deserto”.
Numa época e num mundo marcados pela agitação (ou pela dispersão), é urgente seguirmos o exemplo de nosso Mestre, procurando criar espaços de deserto. Justamente, porque as atividades nos absorvem, porque todos solicitam nossa presença e nossas responsabilidades se multiplicam; por isso precisamos de “desertos” em nossa vida, o qual nos dará maior unidade, nos tornará mais amigos de nós mesmos, e fará com que cumpramos melhor nosso papel no plano que o Pai tem para nós. Tempos de deserto não são de fugas, mas multiplicadores de nossas forças, tornando-nos mais eficazes.
Só quem já fez a experiência de deserto é capaz de valorizá-lo devidamente e de lhe dedicar um tempo que a eternidade recompensará.

Dom Murilo Krieger, scj 
Arcebispo de Salvador (BA)
FONTE: CANÇÃO NOVA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Senhor está colocando Sua Igreja numa nova marcha, Ele a está levando a ser plenamente carismática, evangelizadora e profética, e por isso derrama sobre ela o Seu Espírito. É preciso acolhê-Lo! 
Por causa das situações que vivemos, tanto em termos religiosos como sociais e políticos, o Senhor derrama o Seu Espírito de maneira nova. Quando tantos querem decretar a falência de Deus e de Sua Igreja, diante da situação de racionalismo e de descrença, o Senhor vem dar Sua resposta por intermédio do Espírito Santo. É assim que Ele reage diante de toda situação. Peçamos a graça de nova e extraordinária efusão do Espírito Santo.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A cura das carências afetivas

A realidade enunciada neste título é uma circunstância que tem – verdadeiramente – escravizado muitíssimas pessoas em nosso tempo, roubando a alegria e o sentido de suas vidas. São inúmeros os corações, principalmente dos mais jovens, que se têm deixado dominar por inúmeras formas de carências afetivas, as quais não lhes permitem compreender o próprio valor e os tornam verdadeiros “mendigos” de pobres migalhas de afeto.
“As carências são o vazio que ficou no coração, por não ter recebido o necessário amor afetivo no decurso da vida. São um vazio, uma falta de amor: uma verdadeira fome, uma fome de amor” (PEDRINI, 2006, p. 20). Tal definição (de carência) é clara e com precisão nos revela a dinâmica de tal realidade, a qual tem o poder de nos trancafiar em um verdadeiro cárcere emocional.

Por Padre Adriano Zandoná
Sacerdote da Comunidade Canção Nova
FONTE: Canção Nova

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

5ª Feira, dia de Adoração ao SS. Sacramento

A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de Tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. “Adorarás o senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13).
 “Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o nada da criatura, que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu nome é Santo. Adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.” ( Catecismo da Igreja Católica n. 2096 e 2097).
Toda vez que estivermos perante o Santíssimo esteja Ele exposto ou no sacrário devemos nos colocar numa atitude de despojamento e professarmos a fé na sua presença no pão e no vinho que para nós são Corpo e Sangue de Cristo. E podemos fazê-lo com estas palavras ou de forma espontânea:
“Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”
Jesus Sacramentado
 "A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso."
"Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto"
(Lc4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13)."
 Na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari, no Rio Grande do Norte, o Santíssimo é exposto para a adoração dos fieis desde às 5 horas da manhã e é guardado às 16h30min. com a celebração da Santa Missa. Toda a comunidade católica é convidada a Adorar Jesus Sacramentado, nosso Deus amado.

FONTE: Do site Adoração ao Santíssimo 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Na adoração, a tentação é obrigada a ceder


Nos momentos em que não conseguimos rezar, é provável que estejamos envolvidos numa grande tentação, num redemoinho que envolve nossos sentimentos.
A vontade da nossa carne, certamente, é fazer outras coisas, mas quando estamos em oração, a nossa adoração ao Senhor nos tira das garras do inimigo. Mesmo sem palavras, adoramos ao Senhor em espírito, pois, diante do Trono da Graça, a divindade d'Aquele que nos amou, nos escolheu e nos salvou age em nós e, assim, somos vitoriosos. Na adoração, a tentação é obrigada a ceder. 
Peça ao Espírito Santo a graça de viver essa adoração.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jejum, penitência, oração

Em nossos relacionamentos com as pessoas, existe um ritual que nós realizamos naturalmente, sem perceber. Por exemplo, quando queremos agradar uma pessoa a quem amamos, fazemos-lhe carinho, dizemos-lhe palavras boas, damos a ela alguma coisa, um objeto, um presente, que é nosso, de que nós gostamos, mas que queremos dar a ela como gesto de amizade.

De outras vezes, quando magoamos alguém, queremos fazer de tudo para apagar aquele gesto impensado: pedimos desculpas, lastimamos o nosso procedimento, até que sentimos que aquilo ficou esquecido. Nós nos penitenciamos diante das pessoas que amamos. Penitência é um ato de amor.

No nosso relacionamento com Deus, a penitência torna-se premente para nós. Temos necessidade de mostrar a Ele nosso amor porque tudo o que temos vem d’Ele e é d’Ele. Devemos mostrar-nos humildes diante d’Ele porque, sem a sua providência, nada somos. A recepção das cinzas na fronte, durante a missa da quarta-feira de cinzas, se feita com convicção, é um gesto de humildade muito agradável a Deus. Precisamos também nos penitenciar ainda mais porque erramos muito, pecamos e não correspondemos à magnitude do amor divino.

Mas Ele é misericordioso e basta um pequeno gesto nosso em sua direção que Ele se consome de piedade por nós.

A penitência implica em arrependimento, dor por causa de nossas falhas e propósito de evitá-las e confiança na ajuda de Deus. Nutre-se da esperança na sua misericórdia. Ela se exprime de formas muito variadas, em particular, com o jejum, a oração e a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da quaresma e no dia penitencial da sexta-feira.

A penitência interior é o dinamismo do “coração contrito”, movido pela graça divina a responder ao amor misericordioso de Deus.

A prática do jejum é uma forma de penitência. A Igreja nos pede o jejum durante a quaresma, mas podemos praticá-lo em várias situações. A propósito diz a legislação complementar do Código de Direito Canônico que: “Quanto aos cânn. 1251: 1. Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade.”

Conhecemos pessoas que se privam de guloseimas agradáveis ao paladar, colocando esse sacrifício como uma alavanca por intenção de um ente querido.

Há também o jejum da palavra ferina. Muitas vezes temos ímpetos de dar uma resposta ofensiva a alguém. Mas, se nos abstemos disto, estamos praticando jejum. Somos convidados, por fim, a jejuar de todos os sentidos como maus pensamentos, maus olhares, maus desejos, más palavras, uso indevido de nossas mãos e de nossos pés na busca desenfreada das paixões desordenadas.

O repartir os nossos bens com outras pessoas é também uma maneira de jejuar. Neste mundo consumista, queremos sempre ter e nos esquecemos de dar. É um jejum admirável quando a pessoa se desprende do que gosta em detrimento do outro que necessita daquilo.
Enfim, uma penitência maravilhosa, prodigiosa é a oração. Assim como, no nosso dia-a-dia é necessário conviver com as pessoas, falar-lhes e escutá-las, mais ainda é preciso praticar a oração com Deus, falar com Ele e escutar o que Ele nos diz. Não podemos limitar nossas orações a pedidos. Só queremos falar com Deus pedindo, pedindo, pedindo...
Primeiro, nós O louvamos pela sua grandeza e majestade infinita. Em seguida, nós devemos agradecer a Ele tudo o que temos e somos. Depois disto, então, pedimos uma graça, uma bênção, uma providência, um socorro. Alguém já disse que "a oração é à força do homem e a fraqueza de Deus", porque Ele é que nos amou primeiro e quer que sejamos felizes. Importante, muito mais importante ainda, é que nós saibamos escutar o que Deus tem a nos dizer. Nós, na maioria das vezes, queremos só falar, mas, como num diálogo, precisamos aprender a escutar a Palavra de Deus.

E Deus, na sua insondável misericórdia, nos fala de várias maneiras: através da Bíblia, através dos acontecimentos, através da palavra de um amigo e até de um estranho. A nossa vida é uma constante palavra de Deus. A nossa própria consciência é a presença de Deus nos alertando sobre alguma coisa, tanto quando praticamos um gesto nobre como quando erramos.

Até em pensamentos podemos conversar com Deus. Ele nos deu vários caminhos para chegar a Ele, que está de mãos estendidas para nós. Só falta abrirmos o coração.
Padre Wagner Augusto Portugal.

FONTE: Rádio Vaticano