quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Jovens da Renovação Carismática Católica de Acari participaram do ENJ na cidade de Caruaru/PE

39 jovens da Renovação Carismática Católica de Acari participaram no último final de semana, na cidade de Caruaru, no Pernambuco, do encontro nacional de jovens carismáticos.

O encontro proporcionou momentos de pregações, work shop, missas, shows e muito mais.

Voltamos do ENJ renovados e com a certeza que somos canais de graça para muito jovens que assim como nós buscarão  viver segundo a vontade de Deus.
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Amanhã tem Missa com Oração por Cura e Libertação na Igreja Matriz De Nossa Senhora Da Guia.

Atenção, a MISSA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO SERÁ essa SEXTA (14/11) às 19H na Igreja MATRIZ de Nossa Senhora da Guia. Convide sua família e com a graça de Deus estaremos juntos vivendo esse momento de intimidade. Após, teremos uma venda de lanches para ajudar a obra! Contamos com sua presença.

A alegria é fruto da intimidade com Deus

A Palavra meditada hoje está em Provérbios 17,22.18,14:
"Ânimo alegre faz florescer a saúde; espírito abatido seca os ossos. O espírito é que sustenta a pessoa na enfermidade; se o espírito se abate, quem o sustentará?"
Alegria não traz apenas bem-estar, mas faz florescer saúde em nós. Hoje, a ciência comprova o que a Palavra de Deus diz: “A alegria floresce a saúde”. Quando trazemos um espírito abatido, isso faz mal para nós mesmos. Se estivermos fracos, é no espírito que encontraremos forças para levantarmos de todo abatimento e vencer as dificuldades. Mas como se alegrar diante de tantas coisas que abatem o nosso coração? A alegria é dom do Espírito Santo, ela brota da nossa intimidade com Deus. Ser alegre não é um estilo de vida, mas é assumir que foi para isso que o Pai nos criou. A tristeza é a ausência do bem.
A felicidade evidencia a presença do Espírito Santo em nós. Mesmo nas dificuldades, o Senhor nos quer alegres, por isso nos presenteia com o dom da fé. Tendo a certeza de que algo bom virá, enfrentamos as provas de forma mais tranquila. 
O júbilo jorra de um coração curado por Deus. Mas, abatidos espiritualmente, nos afastamos do Senhor. Longe d’Ele, quem nos sustentará? Se nosso relacionamento com o Pai se tornar fraco, não teremos o sustento de Jesus. 
O remédio para a cura do nosso espírito abatido é nos aproximarmos de Cristo por meio da oração. As tristezas e as dores do nosso interior podem ser saradas mediante nossa proximidade com Jesus. Não nos afastemos do Senhor, e se a mágoa nos deixar enfermos, permitamos que Ele cure o nosso coração.
Abrir o coração é querer que Deus entre em nossa vida. Desejar ardentemente encontrar-se com Ele é desejar que Sua vontade aconteça em nós. Aproximar-se d'Ele é entrar em comunhão com Ele por meio da oração. A confissão e a Eucaristia nos curam. 
A bondade que nos leva a dar a nossa vida, nos colocar à disposição do outro nos traz alegria. Quer sair da tristeza? Faça o bem ao outro de coração. Viver na oração, nos sacramentos, fazer o bem... Tudo isso nos aproxima de Deus. E quando nos aproximamos d'Ele, recebemos tudo de bom que Ele pode nos dar: bondade, felicidade e alegria. Aos pés de Jesus, esparramando nossa vida diante da Sua presença, Ele nos dá o equilíbrio e nos ilumina em Seu caminho, para que nada nos falte. Pode ser que comecemos nossa semana abatidos e desanimados; então, é preciso parar e descansar no Senhor.
Devemos aprender a nos apresentar a Deus em adoração e confiar que Ele agirá em nosso favor. Um coração angustiado e desequilibrado só encontra repouso em Cristo Jesus. 
O Senhor nos diz: “A minha alegria será a sua salvação”. O nosso espiritual precisa ser fortalecido. É Seus pés de Jesus que Ele renova as nossas forças e nos dá alegria. Mesmo que atravessemos o vale da sombra da morte, Deus estará conosco. Em alguns momentos, deparamo-nos com situações que não sabemos por onde ir, qual decisão tomar, e Ele nos guiará. Não há o que temer quando o Senhor está conosco. À medida que aprendemos a ouvir a voz de Deus no nosso coração, ficará mais fácil compreender a Sua vontade.
Quem escuta a Deus no íntimo de sua alma deixa de ser inseguro. Experimente clamar pelo Espírito Santo, pois Ele abre seu coração para ouvir o Senhor. Jesus Cristo preparou para nós, nessa Quinta de Adoração, a Eucaristia, alimento para a nossa alma.
A alegria do Senhor é a nossa força e somente Deus é a nossa felicidade. Andar na presença do Senhor é acolhê-Lo em nosso coração. Que possamos dobrar nossos joelhos diante d’Ele e dizer: “Senhor, sozinho eu não posso. Dai-me do Teu Espírito Santo”.

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Amanhã tem Missa com Oração por Cura e Libertação na Igreja Matriz De Nossa Senhora Da Guia.

Queremos convidar você para participar nessa sexta feira (07/11) às 19h da Missa com Oração por Cura e Libertação que será celebrada pelo Padre Dalmário Barbalho. Convide sua família, amigos, vizinhos, forme sua caravana e viva conosco este momento profundo de oração. O Grupo de Oração Filhos do Céu prepara essa Missa para toda a comunidade. Logo após a Celebração, os jovens estarão com uma quermesse visando arrecadar dinheiro para o Encontro Nacional de Jovens que acontecerá no mês de Novembro em Caruaru. Que o Espírito de Deus sopre sobre seu coração e o impulsione a estar unido a nós em mais uma batalha espiritual.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

É verdade que Deus castiga?

Deus, sendo todo amor, pode castigar Seus filhos?

Muitas vezes, diante de tragédias, mortes, catástrofes e acontecimentos desagradáveis, deparamo-nos com a declaração: “Foi a vontade do Senhor”. Entretanto, também é sabido que Ele é amor e incapaz de atos maus. Então, o que pensar? Deus castiga ou não?


Para esclarecermos essa questão, encontramos, no livro de Hebreus, uma característica de Deus-Pai: “O Senhor corrige quem Ele ama e castiga quem aceita como filho” (cf. Hb 12, 6). Então, poderíamos dar por encerrado o assunto e aceitar que Deus castiga e que a Bíblia confirma isso. Porém, na “Constituição Dogmática Dei Verbum, art. 12”, a Igreja nos exorta que “para aprender com exatidão o sentido dos textos sagrados deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, levadas em conta a tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé”.

Para entendermos o que nos diz a Carta aos Hebreus, precisamos observar o que Jesus nos disse a respeito do Pai. Em Jo 18,12, Jesus fala do pastor que deixa todas as ovelhas para buscar aquela única que se perdeu. Ainda em Jo 6,26-28, Cristo faz referência ao cuidado do Pai em relação aos pássaros e nos afirma: “Vocês são muito mais valiosos para o ‘seu Pai’ do que eles!”. Quando lemos essas passagens, pensamos em um pai carrasco que castiga?

No livro do Eclesiástico, podemos encontrar resposta para essa questão: “Não digas: ‘De Deus vem o meu pecado!’”, pois o Senhor não faz o que Ele próprio detesta. (…) Desde o princípio, o Senhor criou o ser humano, entregou-o às mãos do Seu arbítrio e o deixou em poder da sua concupiscência. (…) Diante do ser humano estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir” (cf. Eclo 15,11-21). Vale a pena dar uma lida nesse trecho todo.

Acontece que, muitas vezes, se torna mais fácil lançar a culpa em Deus, pois assim não assumimos a responsabilidade e as consequências de nossas próprias escolhas.

O Senhor nos dotou de consciência e inteligência para entendermos os resultados de nossos atos. Muitas vezes, não levamos em conta que nossas opções atingem também as pessoas que estão ao nosso redor, e tudo isso gera um resultado: “o que alguém tiver semeado é isso que vai colher” (Galatas 5, 7).

Deus não ‘castiga’ quem erra, mas por amor pode não interferir nas consequências de nossas escolhas, permitindo assim que colhamos a experiência do erro e aproveitemos disso para nosso crescimento.

E de modo nenhum isso faz de Deus um carrasco ou vingador. A intenção do Senhor é uma só: levar-nos a uma conversão verdadeira, e Ele sabe que, em algumas situações, a dor é o início de uma vida nova. Também o sofrimento, quando bem vivido, torna-se fonte de purificação dos nossos pecados e dos pecados do mundo.

Algumas pessoas têm medo de Deus, e por isso buscam não errar, o que não os permite agir como filhos, mas sim escravos. Outros pensam na recompensa que o Senhor lhe dará por não errarem e medem suas ações como mercenários interesseiros. Porém, toda a Bíblia tem como intenção nos levar a assumir o lugar de filhos, somente desse modo poderemos viver realmente e entender que “Deus nos trata como filhos. E qual é o filho que não é corrigido pelo Pai?”.

Quando temos em nosso coração a certeza de que somos filhos amados de Deus, e que Ele quer nos salvar, começamos a olhar o que vivemos não mais como castigo, mas como oportunidades que o Pai usa para nos corrigir e nos aproximar d’Ele.

“Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Conf. Rm 8,28). Essa é a certeza que precisa habitar sempre em nós. Não só as coisas boas, mas também as ruins concorrem para o nosso bem.

Peçamos a Deus a graça de assumirmos o lugar de filhos amados, e então, não mais como escravos, veremos o agir do Pai em nossa vida como providência para nossa conversão pessoal.

 Canção Nova 

Ciúme e incompreensão desmembram a Igreja, diz Papa

catequese papa_ciúme e inveja

“Igreja, Corpo de Cristo” foi o tema da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 22. O Santo Padre falou da comunhão e do amor que marcam uma comunidade de fé, ressaltando, porém, como o ciúme e a incompreensão causam divisões na Igreja.

O Papa definiu a Igreja como a “obra-prima do Espírito”, que infunde em cada um a vida nova do Ressuscitado e faz de todos um só corpo. Mas Igreja não é só um corpo edificado no Espírito Santo, mas sim o Corpo de Cristo; trata-se de um dom recebido no batismo, que tem como consequência uma profunda comunhão de amor.

Cristo ama a Igreja. É preciso corresponder a este amor e compartilhá-lo, disse o Papa. Ele explicou que as divisões, as invejas, as incompreensões e a marginalização não edificam a Igreja como Corpo de Cristo; pelo contrário, desmembram-na.

“Não ser ciumento, mas apreciar nas nossas comunidades os dons e as qualidades dos nossos irmãos. Pois sentir ciúme se alguém comprou um carro ou ganhou na loteria faz desmembrar o Corpo de Cristo. O ciúme cresce e enche o coração, e um coração ciumento é ácido, e em vez de sangue parece ter vinagre”.

Outro conselho do Pontífice é demonstrar proximidade com os que sofrem, expressar a própria gratidão a todos e, de modo especial, aos que desempenham os serviços mais humildes. E, por último, não se sentir superior aos outros.

“Quantas pessoas se sentem superiores aos outros. Também nós dizemos como aquele fariseu da parábola: ‘Agradeço-lhe, Senhor, porque não sou como aquela pessoa, sou superior’. Jamais faça isso. Quando acontecer, lembre-se dos seus pecados, daqueles que ninguém conhece e se envergonhe diante de Deus e feche a boca”.

Francisco concluiu a catequese pedindo ao Espírito Santo que ajude os fiéis a viverem como Corpo de Cristo, unidos como família e como sinal visível e belo do amor de Cristo.

Rádio Vaticano

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Quatro formas de perdoar!

sorry
Quando paramos para pensar em perdão podemos pensar logo em “ desculpas” “não ter rancor” e “esquecer” mas nooriginal do hebraico temos quatro nomes para “PERDÃO”que nos faz ir além do óbvio! O 1º é: NASA = Termo que significa “LEVANTAR”. 2º KAPHAR = Hebraico com sentido de “COBRIR”. ‎3º APHÍEMI = Termo Grego com sentido de “DEIXAR IR”. 4º CHARIZOMAI- Palavra Grega que significa “SER GRACIOSO COM” . Entender perdão por estas 4 possibilidades pode nos fazer ter uma vida mais suave e leve! Afinal de contas não perdoar alguém que nos ofendeu é o mesmo que você tomar um copo de veneno e olhar para o outro querendo que ele morra! Então que tal pensar em quem você precisa perdoar e assim escolher a melhor maneira de fazê-lo?

1) Levantar: As vezes uma atitude concreta que expressa nosso perdão é levantando nosso “agressor” da situação em que ele se encontra. No fundo ele pode estar tão no fundo do poço que a única maneira que encontrou de agir foi nos agredindo. Descer onde ele está e se propor a levantá-lo é uma grande resposta de perdão, pois o levanta do chão. Nesta hora a atitude vale muito mais que palavras!!! OU se tiver de usar palavras que elas sejam alavancas para erguer e não martelos para bater e esmagar!
2) Cobrir: Somos um misto de forças e fraquezas. E muitas vezes somos feridos não por pessas fortes mas sim por pessoas que estão agindo com suas fraquezas, seus limites. Entender isso é um caminho fantástico e exige de nós um passo de “cobrir” proteger este outro pois sua aparente “força” é o sintoma de sua maior fraqueza! Que tal ao invés de “fortalecer esta fraqueza” cobri-la? Não digo ser falso, colocá-la debaixo do tapete, não mesmo! Mas cobrir no sentido de proteger. Cobrir com palavras de afirmação, suscitar nele suas verdadeiras “forças de caracter”. Cobrir com o positivo.
3) Deixar ir: Este parece um dos mais difíceis pois exige de nós o “amar a distância”. De fato há pessoas que iremos perdoá-las deixando-as ir. Amar a distância também é amor. Por outras vezes precisamos deixar o outro ir dentro de nós mesmos! Por exemplo quantas pessoas não perdoam namorados (as) que tiveram e ficam com eles ali presos no coração. Cativos! Não dá! Perdoar também é deixar ir! Quem você precisa deixar ir? (quem você precisa perdoar?)
4) Ser gracioso com: Perdoar as vezes será uma firme decisão de fazer o bem, ser gracioso! As vezes o perdoar será manifesto por aquilo de gratuito que você irá fazer a seus agressores!!!!! Uma mensagem desinteressada no whatsapp, no messenger pode fazer um recomeço na vida de alguém. Mas precisa ser gratuito, não querer nada em troca. O grande mal de muitas pessoas é que quando fazem algo do tipo ( mandar mensagem etc) ficam esperando algo em troca, e quando não recebem se frustram e a mágoa se torna maior! Perdoar ( ser gracioso com) precisa ser um ato que nada deseja em troca!
Depois de aprofundar um pouco na realidade do perdão eu te desafio com uma pergunta:
“Quem e com qual forma de perdão você precisa perdoar?”

Fonte: Revolução Jesus

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Não se anuncia o Evangelho para convencer. A força da Palavra é Jesus" falou Francisco nesta segunda

Na manhã desta segunda-feira regressaram as missas em Santa Marta com o Papa Francisco, após a pausa de verão. O Santo Padre na sua homilia deixou claro que não se anuncia o Evangelho para convencer, pois a força da Palavra é Jesus. Comentando as leituras do dia o Papa explicou o que é a Palavra de Deus e como acolhê-la. S. Paulo recorda aos Coríntios não ter anunciado o Evangelho baseando-se em discursos persuasivos de sabedoria:
“Paulo diz: ‘Mas eu não fui ter convosco para convencer-vos com argumentos, com palavras ou mesmo com belas figuras ... Não. Eu fui noutro modo, com outro estilo. Fui com a manifestação do Espírito Santo e da sua potência. Para que a vossa fé não fosse fundada na sabedoria humana, mas sob a força de Deus.’ Assim, a Palavra de Deus é uma coisa diferente, uma coisa que não é igual a uma palavra humana, a uma palavra sapiente, a uma palavra científica, a uma palavra filosófica... não: é uma outra coisa. Vem de outro modo.”
É o que acontece com Jesus quando comenta as escrituras na Sinagoga de Nazaré. Os seus conterrâneos admiram-no inicialmente mas depois enfurecem-se com Ele. Isto aconteceu – continua o Santo Padre – porque a Palavra de Deus é uma coisa diferente da palavra humana. A Palavra de Deus é o próprio Jesus e por isso é tão importante ler todos os dias uma PASSAGEM do Evangelho, para encontramos Jesus – afirmou o Papa Francisco:
“Para encontrar Jesus, porque Jesus está mesmo na sua Palavra, no seu Evangelho. Cada vez que eu leio o Evangelho, encontro Jesus. Mas como recebo esta Palavra? Deve-se receber como se recebe Jesus, ou seja com o coração aberto, com o coração humilde, com o Espírito das Bem-Aventuranças. Porque Jesus veio assim, em humildade. Veio em pobreza. Veio com a unção do Espírito Santo.”
Para recebermos a Palavra de Deus devemos revestir-nos do Espírito Santo através da unção das Bem-Aventuranças – declarou o Santo Padre, que no final da sua homilia voltou a reafirmar a necessidade de termos um pequeno Evangelho sempre connosco porque, desta forma, é Jesus Vivo que estará sempre junto de nós:
“Vai-nos fazer bem hoje, durante o dia, perguntarmo-nos: ‘Mas como é que eu recebo a Palavra de Deus? Como uma coisa interessante? Ah, o padre hoje pregou isto... que interessante! Que sábio este padre! ... Ou recebo-a simplesmente porque é Jesus Vivo, a sua Palavra? E sou capaz – atenção à pergunta! – sou capaz de comprar um pequeno Evangelho – custa pouco, eh?– comprar um pequeno Evangelho e levá-lo no bolso ou na carteira e quando posso, durante o dia, ler um pequeno passo, para encontrar Jesus ali? Estas duas perguntas vão fazer-nos bem. O Senhor nos ajude.

Do Site da Rádio Vaticano

Nossa felicidade está no cumprimento da vontade de Deus


A Palavra meditada, hoje, está em São Mateus 8,1-4:
"Quando Jesus desceu da montanha, grandes multidões o seguiram. Nisso, um leproso se aproximou e caiu de joelhos diante dele, dizendo: 'Senhor, se queres, tens o poder de purificar- me'. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: 'Eu quero, fica purificado'. No mesmo instante, o homem ficou purificado da lepra. Então Jesus lhe disse: 'Olha, não contes nada a ninguém! Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferenda prescrita por Moisés; isso lhes servirá de testemunho'."
A lepra era uma doença que atingia não somente o corpo, como também a dignidade da pessoa. As pessoas leprosas, na época de Jesus, eram retiradas da cidade, vestiam-se com roupas próprias para leprosos, usavam um sino para sinalizar quando se aproximassem de outras pessoas, as quais começavam a gritar: “leproso”. Por essa razão essa doença atingia tanto o corpo como o coração desses enfermos. 
Devemos aprender a levar, à presença de Jesus, tudo o que ultrapassa as nossas forças. Trazemos em nosso coração muitas doenças emocionais, que nos fazem viver uma vida amargurada. Também há, em nós, muitas doenças espirituais, que se alojam em nosso coração por intermédio de nossos pecados. A indisposição interior nos deixa fracos e permite que a doença entre em nossa vida. 
A fé é depender unicamente de Deus. A busca por nossa cura em falsas religiões e superstições traz o mal para nossa vida. O único que tem poder de curar nosso físico e espírito é Jesus Cristo. O Senhor devolveu a dignidade para aquele leproso. 
Na Palavra de Deus vemos que Jesus havia descido da montanha. Todas as vezes em que o Senhor subia a montanha o fazia para rezar. Subir a montanha é levar nosso coração para perto de Deus. Jesus buscava, na oração, viver a vontade de Seu Pai. 
Por que nós rezamos? O sentido de rezar é o de irmos ao encontro da vontade de Deus, porque nela está a nossa felicidade. Deus Pai nos colocou neste mundo para os outros e para vivermos em comunhão com Ele. Ao rompermos essa comunhão transformamos nossa vida numa grande pobreza. 
Todas as vezes em que Jesus subia a montanha, ao retornar Ele voltava cheio do poder de Deus. O que Cristo oferecia às pessoas não era apenas por ser Filho de Deus, mas por estar em comunhão com o Pai por meio da oração. Quando rezamos ficamos cheios da graça de Deus. Só quem é íntimo do Todo-poderoso consegue transmiti-Lo a quem precisa d'Ele. O que o leproso viu em Jesus? Ele encontrou no Senhor um homem cheio da graça de Deus! Ao cair de joelhos aos pés do Senhor Jesus, o leproso se rende a Ele. Tenhamos a coragem e a inteligência de depositar diante de Jesus as nossas lepras e tudo o que tem nos machucado e paralisado. A fé do leproso era tão grande que ele não escondeu suas misérias; ao contrário, ele as expôs diante do Senhor e de todos os que estavam com Ele. 
Cansado de se esconder, o leproso expõe sua vida diante de Deus e dos homens e suplica: “Senhor, se queres tu podes purificar-me”. Ao dizer “Senhor”, ele reconhece que Jesus é o enviado de Deus e ali coloca sua vida sob o senhorio de Jesus, porque neste ato é como se ele afirmasse: “És dono da minha vida, tudo aquilo que me disser eu assim o farei”. O leproso estava disposto a fazer aquilo que Jesus mandasse. E nós, estamos dispostos a viver esse caminho de reparação e cura que o Senhor tem para nós? Aquele que quer a cura tem de estar disposto a obedecer ao Senhor e a viver Seus mandamentos. 
Após reconhecer que Jesus era seu Senhor, o leproso passa a responsabilidade a Ele ao dizer: "se tu queres". A maior "fraqueza" de Deus é o grande amor que Ele tem por nós, e o leproso mexeu no coração de Jesus e em Sua compaixão por nós, e nisso foi curado. 
A fé é o elemento indispensável para a cura de qualquer pessoa. Muitos médicos têm afirmado que a fé tem sido a ferramenta para a cura. Jesus sempre se comove com nossas orações. Após a cura o Senhor pediu que o leproso curado se apresentasse aos sacerdotes, para que as pessoas vissem o que Deus havia feito e, assim, também O procurassem. Da mesma forma, ao nos encontrarmos com o sacerdote no sacramento da confissão, ao apresentarmos nossos pecados a ele, pelo poder que Deus conferiu a ele, somos curados de nossos pecados. 
Que a Palavra de hoje nos conceda a graça da libertação. Levemos diante da presença do Senhor nossas enfermidades e aprendamos a deixar tudo aos pés do Senhor, pois Ele deseja nos ouvir e nos curar.

Márcio Mendes

Missionário da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Só quem persevera colhe os frutos




A Palavra meditada, hoje, está em Lamentações 3,21-27:
Gravei tudo isso em minha mente, aí está minha esperança. Há bondade no Senhor, sem fim, misericórdia que não acaba! Hoje e sempre está se renovando, sua grande fidelidade. “Herança minha é o Senhor – eu digo – por isso, nele espero”. Imensa é a bondade do Senhor, com quem o espera e procura. Importante é aguardar em silêncio o socorro do Senhor! Iniciar a vida sob o jugo é coisa muito boa.a
Há coisas que precisam ser gravadas em nosso coração, mas existem outras que precisam ser expulsas de nós. O que cultiva pensamentos bons direciona o seu caminho para o bem. Ressentir é sentir novamente; e uma pessoa ressentida remói sentimentos dentro de si, aquecendo em seu coração o ódio, rancor e a raiva. Por isso viver no ressentimento nos afunda no sofrimento. 
As marcas que temos em nós precisam ser curadas por Deus. Nossa vida precisa seguir adiante com Deus; n’Ele coloquemos nosso coração e não deixemos os ressentimentos passados nos paralisar. 
No entanto, ser curado por Deus não significa que serão apagadas de nós todas as lembranças que vivemos, mas sim que o Espírito Santo vai retirar todo o veneno do que vivenciamos. Ter esperança é avançar em Deus, e é essa graça que nos faz seguir em frente. Quem espera em Deus acredita, e por acreditar continua sua caminhada, apesar de não enxergar o que virá, sabe que a recompensa chegará. Quem espera sempre alcança. 
Tudo o que fazemos é lançar sementes; plantar uma árvore que dará frutos no futuro. Quem planta sementes malignas colherá aquilo que é mau. A Palavra de Deus é um caminho de amor para nós, um mapa da felicidade, mas somos nós quem escolhemos se queremos usar este mapa ou não. Rasgar a Palavra de Deus não é um ato somente físico, por meio do qual pegamos a Bíblia e a rasgamos; também podemos rasgá-la em nosso coração quando decidimos não seguir os ensinamentos contidos nela. 
O que plantamos de bom colheremos de imediato. Quem acredita não desiste de fazer o que é certo. Para colher os frutos é preciso insistência e perseverança. Não desista de fazer o bem, muito menos de esperar em Deus! 
A bondade de Deus Pai não tem fim; e quem vive em Sua bondade não tem espaço para viver na maldade e no rancor. O Senhor nos conhece e, por nos conhecer, sabe aquilo que vamos fazer, mas acredita em nós, mesmo em meio aos nossos erros. Temos certeza de que Ele nos ama e por nos amar não desiste de nós e nos quer bem. Somos imagem e semelhança de Deus, por isso há bondade em nosso coração. 
Peçamos ao Espírito Santo que faça brotar em nosso coração toda a bondade existente em nosso interior. Ao acordarmos façamos o exercício de rezar pedindo a Deus que melhore nosso humor, nossa fisionomia, que coloque em nossos lábios palavras de consolo e alegria, que façamos nosso melhor a quem está ao nosso redor. 
Nossos pecados nos jogam na miséria, e a misericórdia de Deus vem em nosso socorro e em nosso resgate. O Senhor desce até nós para nos trazer de volta. A mesma misericórdia que o Pai tem conosco, devemos ter para com nossos irmãos. 
O Espírito Santo é Deus que sai de Si para se derramar sobre nós por amor. Para experimentarmos Sua misericórdia e bondade, precisamos dar dois passos: buscá-Lo e esperar n’Ele. Esperar em Deus é ter a certeza de que seremos atendidos e, nessa espera, nos colocarmos a viver a Sua vontade em nossa vida. Em tudo na nossa vida devemos perguntar: “Onde está Deus na minha vida?”
Aquele que ocupa sua vida com Deus não tem tempo para murmurações. Aquele que acredita no Senhor se compromete com Ele. Quando nós nos aproximarmos de Deus temos a certeza de que alcançaremos o que temos esperado, pois Ele recompensa quem O procura. Pode ser que Ele nos guie por caminhos desconhecidos, mas confiemos na vontade do Senhor porque quem nos leva é o próprio Deus.
Peçamos a graça ao Senhor de confiarmos em Suas mãos. Deus assume a responsabilidade de conduzir nossos passos. Ele é fiel e Sua fidelidade não tem fim. Rezemos: Guia-nos à Tua vontade, Senhor!

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova