Na carta aos
Hebreus 10: 1-10, se aponta a missão de Cristo: fazer a vontade de Deus,
ou seja, por amor Ele deu de si mesmo e se entregou como um sacrifício
eterno para restaurar a nossa identidade de filhos. Por isso, após o seu
sacrifício rituais como oferendas de touros e bodes não possuem mais
valia, porque o próprio Deus se fez homem para restaurar e dignificar a
beleza de ser filho.
Há beleza na filiação e
que infelizmente muitos perderam esta visão devido à péssima relação
paterna ou até mesmo a não relação paterna, mas Cristo nos ensina
novamente a ser Filho.
O primeiro ensinamento da filiação é ouvir ao Pai, é deixar-se conduzir pela voz do Pai que quer o melhor para o filho.
Para isso é preciso restaurar o ato da confiança, porém, por causa de
relacionamentos frustrados estava confiança foi abalada e transferida
para Deus.
Por consequência não confiamos na vontade de Deus para nossa vida e
trilhamos em nosso querer que muitas vezes nos machuca e nos fere. E
pior, perdemos o sentido do nosso existir quando neste trilhar não
encontramos nada que faça dá a consciência do existir. Logo, muitos
adentram na depressão ou em outras doenças.
O segundo ponto do ensinamento de ser filho é o da vontade.
Cristo nos ensina o verdadeiro sentido da vontade que é o ato LIVRE de
fazer algo ou deixar de fazê-lo. A vontade hoje é muito mal interpretada, bem como, a liberdade. Elas estão associadas a fazer o que queremos.
No entanto, a consequência é dura e cruel, pois muitos que fazem este
caminho no meio dele se deparam com as paixões e impulsos que os levam a
se entregar aos seus desejos sem medir a consequência.
O fruto disso de fato não é bom: famílias destruídas pelo adultério,
relações duradouras finalizadas na dor pela traição, sentimento de
vazio, perda do sentido e, sobretudo, a morte da própria dignidade de
filho como o filho pródigo que trocou a sua filiação por comida de
porcos. Quando entregamos a nossa vontade sem a ressonância com a
direção do Pai perdemos o sentido da vida e, o mais desumano, alguns não
conseguem retornar para a casa do Pai e terminam com sua própria vida.
Por fim, para ouvir a voz do Pai e conhecer a sua vontade é preciso da
intimidade, pois sem ela o homem continuará surdo e cego em sua vontade
reduzido à satisfação eterna do próprio prazer.
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Atenciosamente,
Rui Junio dos Santos
Comunidade Canção Nova