segunda-feira, 7 de julho de 2014

Lançada oficialmente programação religiosa da festa de Nossa Senhora da Guia

A paróquia de Nossa Senhora da Guia lançou na noite deste domingo (06) no final da santa missa, a programação oficial da festa de Nossa Senhora da Guia 2014, padroeira de Acari. A grande novidade deste ano é os artigos religiosos personalizados com a imagem de Nossa Senhora da Guia. Estão sendo vendidas camisetas, lenços, chaveiros canecas e canetas. Os artigos religiosos podem ser adquiridos no centro pastoral e na loja Coisa e Tal.
Na oportunidade também foram apresentadas a os presentes as rainhas da festa, e foi realizada uma quermesse pelas escolas estaduais em prol da noite do estudante.
Foto: Festa De Nossa Senhora da Guia 2014
Fonte: Blog do Clébio Medeiros

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Jesus quer ressuscitar a nossa fé


Meus irmãos, a falta de fé nos dias de hoje me impressiona. O próprio Jesus disse que, infelizmente, quando se aproximassem os tempos da vinda d'Ele a fé iria diminuir progressivamente. Claro que a fé não acabará sobre a face da Terra, mas diminuirá tanto que não se conseguirá mais experimentar e sentir a presença, o valor, e o poder dela sobre a terra. 
Com muita dor no coração, digo que tudo que a humanidade enfrenta, hoje, é devido à crise de fé. Mas não culpo apenas os governantes, as grandes potências e os líderes que têm decisões sobre as situações do mundo, porque, dentro do nosso pequeno mundo, dentro da nossa casa, da nossa família, onde quem manda somos nós, muitas vezes não temos agido com fé. 
E a consequência disso gera essa crise no mundo. Nós precisamos retomar a grande graça e dom que é a fé. Todos nós a temos, porque nos foi dado por Deus. O que nos falta é usá-la. Por não usarmos nossa fé, ela vai diminuindo em nós, a ponto de acabar ou não percebemos mais os seus efeitos. Hoje, é preciso que o Senhor ressuscite a nossa fé, que passa pela nossa decisão de tê-la. 
O Senhor quer levantar a nossa fé. Talvez tenhamos nos acostumado com as coisas e com os acontecimentos; talvez não creiamos mais. Aí está o pior, o desastre. A grande cura que o Senhor quer fazer é a cura da sua fé.
Fomos marcados por um conceito totalmente errado sobre a fé, como se ela fosse somente uma crença baseada na inteligência. Mas o primeiro passo de fé não é crer intelectualmente, mas sim confiar em Deus, naquilo que Ele é. Firmes na fé significa acreditar na vitória do Senhor em nós.
Talvez pensemos que a nossa posição seja defensiva, mas o Senhor nos ensina o contrário. Nossa atitude é de reação, de reagirmos firmes na fé. Essa é a vitória de Deus na nossa casa, na nossa família.
Não espere sentir uma grande fé, pois ela será sempre do tamanho de um grãozinho de mostarda. Precisamos pegá-la e aplicá-la. Qual o seu impossível? Uma doença? Uma deficiência física? Algum alcoólatra na família? O desemprego?
Nessa hora, as nossas emoções falam mais alto, surgem todos os tipos de preocupações, a insegurança toma conta de nós, a ansiedade nos envolve; enfim, tudo se transforma. Essa é a hora da fé e da confiança em Deus, que nunca nos abandona.
Seja o que for, Jesus se compadece de nós. Ele é o primeiro a estar junto de nós para derramar bênçãos sobre nossa vida. Aproximemo-nos de Jesus e, pela fé, apresentemos a Ele o nosso impossível. Temos de crer que Ele virá em nosso socorro. Creiamos que Ele fará o melhor acontecer.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Ser amigo do céu



Vamos cultivar amigos no céu, os santos de devoção. Se você ainda não tem um amigo celeste, procure um e cultive a amizade com eles, porque eles querem ser seus intercessores. Faça, pois, aquilo que o Evangelho lhe pede: “Fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão na morada eterna”. 
Os anjos também são amigos, como o anjo da guarda. Que amizade você tem cultivado com seu anjo da guarda? Ele é um amigo do céu e você precisa dele, pois ele o receberá na morada eterna. 
Seja amigo de Nossa Senhora, ela é a Mãe de Jesus, foi ela quem Lhe deu corpo e sangue. Ela é também a sua Mãe, pois o próprio Jesus a entregou por meio de João. O discípulo tornou-se a companhia de Maria, assim como ela também foi a companhia dele. Esse é o relacionamento que temos de ter com a Virgem Santa. Reze o terço, pois é uma forma de cultivar a amizade com Nossa Senhora. Se você a tiver como amiga, ela será sua advogada no céu.
Busque a amizade com Jesus Misericordioso. Ele é seu amigo, e você precisa ser um grande amigo d'Ele também.
Seu irmão, 
Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 30 de junho de 2014

RCC e Catequeses promovem "Arraiá Paroquiá" no Centro Paroquial

Promovido pela Renovação Carismática Católica, Catequese de 1ª Eucaristia e Catequese de Crisma, o "Arraiá Paroquiá" foi realizado neste sábado (28) no Centro Paroquial.


O evento contou com uma programação diversificada, com brincadeiras, quadrilhas, casamento matuto, quadrilha improvisada e sorteios.

Fonte: Blog do Davi

Amar-se para amar…


love
O mais fascinante no cristianismo é que Cristo não apenas nos salvou, mas também nos ensinou a amar. Ensinou-nos a sermos pessoa. Amar é a grande missão que temos que viver, e nisso está o processo que nos torna gente, ser humano e pessoa de verdade. Salvou-nos amando! E amando até o fim!
Criados no amor e para o amor, esta é a nossa essência. Sim! Aquilo que temos de mais profundo, que nos diferencia de todos os outros seres criados. E não dá para ser caricatura, temos que ser de verdade e pra valer.
Por muito tempo, eu parava no segundo mandamento e pensava: “Tá, o segundo mandamento diz: ‘Amar o próximo como a si mesmo’, mas tem tanta gente que se ‘ama’ de forma tão ruim que se for amar os outros será um desastre total e beirará a um filme de serial killer com direito a muito sangue dentro e fora da tela”.
Esse meu pensamento parece estranho, mas sem dúvida há muita gente que não tem amor próprio. Ao mencionar isso, minha intenção não é fazer apologia ao narcisismo, e sim chamar a atenção para nos cuidarmos, nos possuirmos mais, e assumir que somos presente, dom. Quando nos esquecemos disso, nos ferimos muito e até mutilamos o belo em nós, o lindo que Deus fez.
Há quanto tempo você não se olha no espelho e diz: “Eu te louvo porque me fizeste maravilhoso; são admiráveis as tuas obras; tu me conheces por inteiro” (Sl 139,14). Sim, este salmo é pra você. Cara, Deus te fez. Ele te criou. Você é um presente, um dom. És maravilhoso!
Não se trata de uma filosofia barata de auto-ajuda que cita palavras do tipo: “Pense positivamente que acontecerá”, cujo objetivo é massagear seu ego e ganhar seu aplauso. Não, absolutamente não. É nossa mais pura verdade. Se não nos amamos, tornamo-nos vítimas para qualquer um entrar e fazer o que bem quiser conosco! Não sou PRAÇA PUBLICA. Você não é praça pública. (No livro Santos de Calça Jeans há um capítulo que fala  sobre isso. Que tal lê-lo?).
Portanto, se não nos amarmos, será impossível amar o outro e trilharemos um caminho de completa frustração. Jesus sabia muito bem disso, por isso criou o mandamento: “Amar o outro como a si mesmo”. Em outras palavras, é necessário se amar para então ir em direção ao outro e amá-lo. Caso contrário, nos machucaremos; o vazio será um resultado e a infelicidade nossa companheira de estrada!
Trecho do livro ‘Quero um Amor Maior’ de Adriano Gonçalves

Somos chamados a fazer a diferença

Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa. Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus; vós que outrora não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia."
Deus o escolheu, você é uma pessoa eleita por Ele, é fruto de uma escolha. No entanto, pode questionar a razão da escolha d'Ele, por achar que você não tem nada de bom. Outras vezes, até julga essas tais escolhas do Senhor, pois se acha muito melhor e superior aos outros.
Deus sonhou com você e o fez uma pessoa diferente. Já parou para pensar que até mesmo dentro da sua casa você se percebe diferente? A escolha do Senhor sobre você não é em função das suas qualidades; Ele o escolheu, porque se apaixonou por você. 
Nós, que fomos batizados, somos chamados a ser, diante do Pai, um sacerdote; não um sacerdote ministerial, mas aquele que, diante de Deus, se oferece em sacrifício, em súplicas e lágrimas, muitas vezes em favor de um povo. O sacerdote de Cristo é aquele que ora. Se, hoje, você tem uma causa que traz em suas orações, como a intercessão aos seus familiares, saiba que você tem vivido esse sacerdócio em sua família.
É interessante essa situação a que nos submete o Espírito Santo. Nós somos, muitas vezes, os piores da nossa casa, mas nos preocupamos muito mais com os outros do que com nós mesmos; por isso Deus nos chamou a viver esse sacerdócio. Mesmo entre lágrimas, somos capazes de rezar pelo outro. 
Na qualidade de sacerdote, podemos oferecer súplicas aos outros, intercedemos por eles. Você pode não somente rezar por um ente querido, como também oferecer a Deus sacrifícios e súplicas em favor deles.
Saiba que Deus tem ouvido as suas orações. Santidade não é uma meta alcançada, mas um caminho a percorrer! Somos pecadores, mas quando nos colocamos nesse caminho, mesmo que caiamos, nós nos levantamos pela força que temos em Cristo Jesus.
Nós precisamos espalhar amor onde quer que estejamos. Há muita gente agindo pelo desespero, mas nós precisamos fazer a diferença. Você foi escolhido por Deus para fazer o bem. Nós somos pessoas cheias do Espírito Santo. Nós devemos optar pelo bem sempre.
Quando nos revestimos de alguma coisa, assumimos aquilo para nós. Isso acontece com as marcas ou algum estilo de moda que escolhemos. Nossas escolhas refletem aquilo que interiormente sentimos. A moda, muitas vezes, nós leva a escolher o mal, porque, quando nos revestimos dela, ficamos longe da vontade de Deus. Não podemos ter vergonha de ser bom nem podemos ser vingativos, buscando dar o troco em alguém que nos fez mal.
Devemos nos reconhecer bons e querer ser bom. Não podemos assumir coisas incoerentes nem valores ruins. Queira Deus! Santo não é aquele que não erra, mas aquele que escolhe amar e ser do bem.
A moda que nunca sai de moda é o amor. Ser santo é ser do amor. A maior das escolhas acontece em meio aos pequenos detalhes e às renúncias do dia a dia.
Márcio Mendes

Membro da Comunidade Canção Nova.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ser cristão é pertencer à Igreja e viver nela, diz Papa

catequese papa_pertença à Igreja
Da Redação, com Rádio Vaticano
A pertença do cristão à Igreja foi o tema da catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 25, na Praça São Pedro. O Santo Padre segue com o ciclo de catequeses sobre a Igreja.
O cristão não está isolado, cada um vivendo sua identidade por conta própria, explicou Francisco. “Se o nome é ‘sou cristão’, o sobrenome é ‘pertenço à Igreja’. A nossa identidade é pertença.”
O Santo Padre atentou para o sentimento de gratidão que deve perpassar a vida do cristão, de forma que ele saiba reconhecer o trabalho feito por aqueles que o precederam e o acolheram na Igreja. Isso porque ninguém se torna cristão sozinho, em um laboratório, mas sim fazendo parte de um povo.
“Se nós acreditamos, se sabemos rezar, se conhecemos o Senhor e podemos escutar a sua Palavra, se O sentimos próximo e O reconhecemos nos irmãos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e, depois, a transmitiram a nós”.
O Santo Padre destacou o papel dos pais e de outros familiares na transmissão da fé. No caso de Francisco, ele disse que se lembra sempre de uma freira que lhe ensinou o Catecismo. “Esta é a Igreja: uma grande família, na qual se é acolhido e se aprende a viver como crentes e como discípulos do Senhor Jesus”.
Esse caminho pode ser vivido, segundo Francisco, não somente graças a outras pessoas, mas também junto com outras pessoas. “Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de ‘líbero’. Quantas vezes, o Papa Bento descreveu a Igreja como um ‘nós’ eclesial!”.
O Pontífice concluiu pedindo a Nossa Senhora a graça de jamais cair na tentação de pensar que se pode prescindir dos outros e da Igreja, salvando-se sozinho. “Pelo contrário, não podemos amar a Deus sem amar os irmãos fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Ele sem estar em comunhão com a Igreja, e não podemos ser bons cristãos se não junto com todos aqueles que tentam seguir o Senhor Jesus, como um só povo, um único corpo.”
Devido ao calor e à ameaça de chuva, Francisco saudou os doentes antes do início da audiência, na Sala Paulo VI, rezando com eles uma Ave-Maria.
Na Praça São Pedro, ele falou para mais de 40 mil peregrinos nesta que é a última catequese de junho. Com o tradicional período de repouso, no verão europeu, agora em julho, Francisco retoma as audiências gerais em agosto.

Amar…

amar
Você já se questionou em relação a sua existência? Você acredita que sua vida é fruto do acaso ou um sonho de Deus? Afinal, para que Deus criou o mundo?
No parágrafo 48 do YOUCAT responde essa pergunta afirmando que: “O mundo foi criado para a glória de Deus. Não há outro motivo para a Criação que não seja o amor. Nela se manifesta a majestade e a glória de Deus. O amor é a razão de nossa existência e por isso todos temos a vocação de amar.
Existem pessoas que são fáceis de se deixarem ser amadas, mas tem pessoas que são difíceis.Madre Teresa de Calcutá diz: “É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado. Assim como as pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele” O convite que Deus nos faz é amar justamente as pessoas mais difíceis e principalmente os inimigos.Amai a vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” (Mt 5, 44).
Lembre-se que ninguém é perfeito e até você pode ser uma pessoa difícil de ser amada. Julgue menos e ame mais. Pois “o amor transforma dias frios numa linda expectativa de dias melhores”.
Deus abençoe,
Fernanda Soares,da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Eduque seus filhos com valores

 Temos de ensinar nossos filhos a terem valores
Eduque seus filhos com valoresÉ um comportamento muito comum das famílias criar expectativas em torno do futuro dos filhos. O sonho e a necessidade dos pais de vê-los na Universidade, bem sucedidos e felizes, acabam por negligenciar o tempo para educá-los por meio de uma espiritualidade capaz de fortalecer as relações, as escolhas e as decisões deles.
Compra-se livro, papel e caneta, Iphone e celular. Compra-se e paga-se tudo, porque nada (cheio de tudo) pode faltar para os filhos. “Dou aos meus filhos tudo que não tive”.
Vamos, então, ao começo. Vamos nos lembrar da época do enxoval. Primeiro, decide-se se será rosa ou azul, se vai colocar o berço no quarto dos pais ou não, escolhe-se quem será a madrinha e quando e onde será o batizado. A rotina da casa muda por completo, o que era calmo passa a ficar agitado, quem dormia à noite toda não dorme mais e, assim, tudo vai sendo adaptado por conta da chegada do bebê. E o pequenino ocupa tanto o centro da casa que ninguém mais viaja nem sai para passear. Os pais deixam, muitas vezes, de ir à igreja, ao cinema… As mudanças não param por aí. É preciso decidir também qual será a primeira escola, o preço da mensalidade, quem será a professora e com quem ele ficará quando os pais saírem para trabalhar.
Quase nunca se escuta: temos de ensinar o nosso filho a respeitar os mais velhos, a conviver bem com os outros, a falar a verdade, a guardar com carinho os seus pertences, a ter um encontro com Deus. São reflexões que precisam ser feitas a fim de estar preparado e disponível para o filho, seja ele uma criança, um adolescente ou um jovem adulto a desenvolver o gosto pelos estudos, o respeito por si mesmo e pelo outro. O filho precisa desenvolver os princípios da boa convivência e cultivar o amor à sua própria vida, cuidando da sua saúde biopsicossocial e espiritual.
Por meio dos estímulos e dos modelos de comportamento encontrados no ambiente, em casa, na escola e na sociedade, os filhos vão desenvolver sua espiritualidade. Aprenderão a amar seus pais, a cuidar deles e a respeitá-los até a velhice; aprenderão a gastar o necessário e viver com leveza em contato com a arte, com a cultura e com as pessoas. Terão ocupações com o trabalho, com os estudos, com o lazer e com a fé.
Fiz essas considerações a partir da minha experiência como mãe e do conceito sobre espiritualidade que construí durante a minha vida. A pergunta para nortear a nossa espiritualidade deverá sempre ser esta: “Quem eu sou no lugar onde estou?”, “Para onde eu quero ir e com quem?”.
Caro leitor e leitora, você, que está lendo este texto, poderá pensar na educação do seu filho a partir da sua espiritualidade. Os pais precisam educar os filhos com o pulso do amor e da autoridade, do critério da excelência; o que é bem diferente de conduzir uma educação pautada no autoritarismo, na indiferença e no abandono. Educar com espiritualidade é proporcionar bem-estar ao filho.
Os pais se deixam contaminar pelas consequências do relativismo do mundo moderno e acabam por não tirar proveito da sua própria história, arriscando-se a viver como muitos intelectuais empobrecidos pensam: “Quando ele estiver crescido, escolherá o que vai comer, que religião vai professar e em que escola vai querer estudar, porque meu filho tem de ter liberdade”. Que engraçado! Ele pode ter liberdade e não pode desenvolver a sua espiritualidade? Como ter liberdade sem aprender a escolher e decidir? Como seguir o que não conhece? O que nunca lhe foi apresentado?
Ao fazer esses questionamentos, gostaria de motivá-lo, querido leitor, a pensar na espiritualidade de uma maneira ampla e profunda, desassociada da religiosidade. Com certeza, esses conceitos irão se encontrar, pois é impossível uma religiosidade sem espiritualidade. Mas é possível tratar de espiritualidade sem estar focado na religiosidade. A especialista em educação Mimi Doe afirma: “A espiritualidade é a base a partir da qual nascem a autoestima, a ética, os valores, a sensação de fazer parte de algo. É a espiritualidade que determina o sentido e o significado da vida”.
A educação nesses moldes precisará oferecer aos filhos um ambiente do qual eles participem e estejam preparados para o diálogo, para a convivência e para fazer o bem. Um ambiente que ofereça abraço e elogios quando necessários, que o outro seja reconhecido pelo que ele acerta, pelo que faz de bom. Será por meio da ação e do compromisso em conviver bem que os filhos poderão desenvolver uma espiritualidade fortalecida nos valores.
Não se cresce para, um dia, ser espiritualizado. Viver assim é uma opção. De acordo com Mimi, “resgatar esse sentimento de educar filhos pode ser, ainda hoje, um verdadeiro milagre. Não, não é nada esotérico nem específico dessa ou daquela religião. Ao contrário, abrir um espaço para a espiritualidade na relação com as crianças é fazer coisas simples, como criar um ambiente agradável e receptivo na hora do jantar ou marcar um dia por mês para um ‘estar em família’ diferente“.
Considerei importante apresentar alguns dos princípios que nos ajudarão a praticar, juntamente com os nossos filhos, a alegria espontânea, criativa e livre que caracteriza a espiritualidade inata de uma criança, baseados nos princípios de Mimi Doe, produtora de televisão premiada e cofundadora da Pink Bubble Productions, uma empresa que se dedica a desenvolver programas sem violência para crianças:
1. Deixe de lado os seus velhos programas de educação, os erros cometidos por seus pais, os “deveres” e “obrigações” que foram se infiltrando no seu jeito de educar. Você é você mesmo e seu filho é ele mesmo. Vocês dois foram reunidos por Deus por algum motivo. Acredite, você e seu pequeno foram, literalmente, feitos um para o outro.
2. Ensine seu filho a desenvolver a concentração no pensar. Use como exemplo uma lanterna ou um foco de luz cortando a escuridão. Os pensamentos dele são como esse raio de luz atravessando o universo, juntando e iluminando os seus desejos. Essa imagem vai ajudar seu filho a entender que nossos pensamentos podem provocar grandes mudanças na nossa vida.
3. Busque o maravilhoso fora do trivial. Celebre junto com ele os fatos admiráveis de cada dia. Invente rituais, motivos para celebrar, encha sua casa com música, dance, caminhe na chuva. Se faltar ideias, tome emprestadas algumas fantasias de seu filho. Com certeza, ele vai adorar compartilhar esses tesouros com você.
4. As palavras são importantes. Use-as com cuidado. Em geral, elas refletem nosso jeito de estar no mundo. Institua em sua casa a regra de não permitir rebaixamentos nem zombarias. O deboche é um meio seguro de arrasar o espírito.
5. Faça de cada dia um novo começo. Por pior que tenha sido o dia de hoje, amanhã é um novo dia e ninguém sabe ou pode garantir o que ele vai trazer. Dê de presente para seu filho um dia cheio de possibilidades, um dia sagrado. Um dia para ser saboreado minuto a minuto, intensamente. Agora, sim, podemos concluir essa reflexão falando de religiosidade. Com tamanha espiritualidade, impossível não ver Deus em todas as coisas e sentir-se parte d’Ele. Mais uma vez, viver assim é uma decisão.

Fonte: Canção Nova

O uso da tecnologia por crianças e adolescentes e seus riscos

Todos os extremos costumam fazer mal a quem adota tais hábitos, como o excesso ou a falta de alimentos e de água, o excesso de velocidade com o carro. Com a evolução da tecnologia e a facilidade de acesso a ela, um novo questionamento surge em casa: “Qual o risco dessa crescente exposição aos dispositivos de mídia?”. Tablets, notebooks, TVs, celulares… Todos os equipamentos são parte da nossa vida, mas podem e precisam ser melhor utilizados por nossas famílias.
O uso da tecnologia por crianças e adolescentes e seus riscos
Crianças têm facilidade de adaptação e aprendizado; na verdade, elas interagem mais rapidamente com a tecnologia, porque, muitas vezes, encontram os adultos fazendo uso desses equipamentos e aprendem por observação.
Pesquisas científicas mostram um aumento no risco de vários problemas emocionais e neurológicos frente ao uso superior a quatro horas diárias dessas tecnologias. Quanto menor a idade, menos tempo é indicado para o uso de tecnologias. Mas o que encontramos é uma realidade bem diferente dessa.
Quais os riscos envolvidos? Tais pesquisas revelam que os principais prejuízos são: sensação de solidão, depressão, obesidade, ansiedade, baixa autoestima e aumento de agressividade. As pesquisas, em diversas universidades de renome, indicam que boa parte dos adolescentes que costumam passar muito tempo conectados sentem desânimo, tristeza ou depressão pelo menos uma vez por semana. Este sentimento de vazio pode ser potencializado em uma casa onde todos, nos momentos de possível convivência, encontram-se “conectados” e “isolados” em seu “mundo”.
Todos, em casa, estão com seus celulares, tablets e computadores, muitas vezes, num mesmo ambiente, mas com “zero interação”. Não existem jantares e conversas à mesa. Pouco se fala. Eles não contam suas histórias de vida, não falam sobre o que se passou com eles naquela semana e coisas do tipo.
Existe, então, um risco físico? Estudos mostram que o cérebro superexposto a essas tecnologias pode ter um déficit em seu funcionamento tanto em execução quanto em atenção, pode sofrer com atrasos no aprendizado, raiva expressiva, maior impulsividade, dificuldade de concentração dentre outros. (Small 2008, Pagini 2010). Questões de concentração e memória (sem concentração é mais complicado armazenar dados em nosso cérebro) acontecem, porque o cérebro toma atalhos até o córtex frontal para lidar com tal rapidez de informações. (Christakis 2004, Small 2008). Logo, se uma criança tem dificuldade na concentração, também terá dificuldade em aprender. Nesse sentido, podemos pensar que essa seja uma das causas do aumento de casos de déficit de atenção e hiperatividade entre crianças, especialmente.
O caminho não é a proibição do uso, mas a consciência dele e sua adequação para cada faixa de idade, lembrando que o apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos desnecessários. Carinho, amor, interação social, contato e outras atividades fazem parte do nosso desenvolvimento saudável.
Como a tecnologia tem sido usada por você e por sua família? Pense nisso!
Fonte: Canção Nova