terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Angelus: Os consagrados são o testemunho de que Deus é misericordioso

Hoje celebramos a festa da Apresentação de Jesus no templo. Nesta data, ocorre também o Dia da Vida Consagrada, que sublinha a importância para a Igreja de quantos acolheram a vocação a seguir Jesus de perto no caminho dos conselhos evangélicos. O Evangelho do dia conta que, quarenta dias depois do nascimento de Jesus, Maria e José levaram o Menino ao templo para oferecê-lo e consagrá-lo a Deus, como prescrito pela lei judaica. Este episódio evangélico constitui também um ícone da doação da própria vida por parte daqueles que, por um dom de Deus, assumem os traços típicos de Jesus casto, pobre e obediente. Esta oferta de si mesmo a Deus diz respeito a cada cristão, porque todos somos consagrados a Ele mediante o Batismo. 
Todos somos chamados a oferecer-nos ao pai com Jesus e como Jesus, fazendo da nossa vida um dom generoso, na família, no trabalho, no serviço à Igreja, nas obras de misericórdia. Todavia, tal consagração é vivida de modo particular pelos religiosos, pelos monges, pelos leigos consagrados, que com a profissão dos votos pertencem a Deus de modo pleno e exclusivo. Esta pertença ao Senhor permite a quantos que vivem de modo autêntico oferecer um testemunho especial ao Evangelho do Reino de Deus. Totalmente consagrados a Deus, são totalmente entregues aos irmãos, para levar a luz de Cristo lá onde mais densas são as escuridões e para difundir a sua esperança nos corações desanimados. As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes da vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequenos e os pobres. Assim entendida e vivida, a vida consagrada nos parece propriamente como ela realmente é: é um dom de Deus, um dom de Deus à Igreja, um dom de Deus ao seu Povo! Cada pessoa consagrada é um dom para o Povo de Deus em caminho. Há tanta necessidade destas presenças, que reforçam e renovam o empenho da difusão do Evangelho, da educação cristã, da caridade para com os mais necessitados, da oração contemplativa; o empenho na formação humana, na formação espiritual dos jovens, das famílias; o empenho pela justiça e a paz na família humana. Mas pensemos um pouco o que seria se não fossem as irmãs nos hospitais, as irmãs nas missões, as irmãs nas escolas. Mas pensem em uma Igreja sem as irmãs! Não se pode pensar: estes são esse dom, esse fermento que leva adiante o Povo de Deus. São grandes estas mulheres que consagram a sua vida a Deus, que levam adiante a mensagem de Jesus. A Igreja e o mundo precisam deste testemunho de amor e da misericórdia de Deus. Os consagrados, os religiosos, as religiosas são o testemunho de que Deus é bom e misericordioso. Por isso é necessário valorizar com gratidão as experiências de vida consagrada e aprofundar o conhecimento dos diversos carismas e espiritualidade. É preciso rezar para que tantos jovens respondam “sim” ao Senhor que os chama a consagrar-se totalmente a Ele para um serviço desinteressado aos irmãos; consagrar a vida para servir Deus e os irmãos. Por todos esses motivos, como já foi anunciado, o próximo ano será dedicado de modo especial à vida consagrada. Confiemos desde já esta iniciativa à intercessão da Virgem Maria e de São José que, como pais de Jesus, foram os primeiros a serem consagrados por Ele e a consagrar as suas vidas a Ele.

Fonte: Zenit

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

BBB: Aquário de loucos

Não sou capaz de dizer as causas sociais e emocionais que levam pessoas a expor cada segundo da própria vida durante semanas a fio a centenas de milhões de pessoas. Deixo essa tarefa para os estudiosos. Fico apenas com a razão mais óbvia, mais prosaica e claramente expressa pelos participantes do BBB: dinheiro. A expressão “Big Brother” foi cunhada, ao que tudo indica, por materialistas do século XIX. Achavam que o mundo viria a ser moralmente regido pelo “Grande Irmão” e não mais por valores propostos pela família, Igreja ou outra instituição. O “Grande Irmão” é aquele que tudo vê, tudo julga e tudo decide. Na versão televisiva, os espectadores foram constituídos os “Big Brothers”, senhores do destino dos “loucos irmãos” trancados em seu aquário de luxo. São eles quem decidem o “felizardo” prisioneiro que vai levar a bolada da vez. Quem é o “felizardo” nesse aquário insano? O mais honesto? O mais sensato? O mais prudente? O mais capaz de amar e perdoar? O mais coerente? O mais altruísta? Não, não, não! É essa a resposta a todas as perguntas acima. Pelo contrário! O objetivo do aquário é estabelecer tantos conflitos quanto possível em todas as áreas do relacionamento humano. Há uma inversão tão sutil quanto perigosa: o relacionamento passa a ser o meio, o dinheiro, o fim. No BBB é mostrado o que de pior tem o ser humano: ciúmes, invejas, rixas, desonestidade, medo, traição, deslealdade, luxúria. Ganha a bolada não o que tiver melhores qualidades de relacionamento humano, mas o que for “mais esperto”, com tudo de negativo que essa expressão possa trazer. Nesse aquário de loucos, a que chamam de “casa”- normalmente atribuída a lar, abrigo seguro – evaporam-se, como que por encanto, valores basilares da convivência humana. Excetuando a morte física e o roubo de objetos, tudo vale. Qualquer um pode matar moralmente o “irmão” ou roubar sua alma sem o mínimo pejo, enquanto aqui fora se organizam torcidas votantes, pois o voto gera dinheiro e dinheiro é o que interessa. Dentre os inúmeros malefícios do BBB, liste-se mais este: amar se torna sinônimo de fazer sexo. Ou, pior ainda, nessa bolha amoral chega-se à imoralidade de separar-se sexo de amor, como se o corpo humano fosse um pedaço de carne dissociado dos sentimentos de sua pessoa. A anarquia e amoralidade são capazes de angariar o voto dos “Big Brothers”? Que venham, então! O que interessa, acima de tudo, acima de qualquer destruição própria ou dos que estão dentro e fora do aquário é ganhar o “prêmio”. O aquário estampa aquilo em que é capaz de se transformar quem tem o dinheiro como fim e não como meio para ajudar os outros: em um insano, um louco, nas palavras de Jesus. Ou não seriam loucos os que destroem a própria vida e a vida alheia pelo dinheiro na mão, que é vendaval?



Maria Emmir Oquendo Nogueira
Comunidade Católica Shalom
Fonte: O povo online

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

“O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração”

Santa Teresinha do Menino Jesus diz: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim”. Refletindo sobre essa frase, vi que isso é uma grande verdade. Realmente aquilo que sou não é nem mesmo o que vejo, quando olho no espelho, e muito menos aquilo que as pessoas dizem de mim. Imagine a confusão em nossa vida seria se fôssemos somente aquilo que as pessoas dizem de nós: um dia a pessoa diz que eu sou lindo, no outro dia que sou feio, um dia que sou legal, virtuoso, disponível, caridoso; no outro dia basta uma palavra ou discussão que sou tudo ao contrário e o pior: até eu mesmo acho isso, cada dia acho uma coisa diferente.
Mas voltando para a frase da nossa jovem santa, pensemos na Eleição de Deus por nós. Como poderia Deus nos escolher para si, se não nos conhecesse como realmente somos, ou sem saber o que foi que Ele realmente criou? Deus olha para nós como obra prima da sua criação, vê nossos defeitos e qualidades, mas com seu olhar misericordioso conhece nossa mais profunda verdade e o desejo, lá no fundo, de sermos bons…
Analisemos na Palavra de Deus a Sua eleição em I Sm 16, 1b.6-7. Samuel é enviado pelo Senhor para ungir aquele que seria o rei. Quando chega à casa de Jessé, logo vê Eliab e acredita que é ele o escolhido pelo Senhor, pois era forte, mas logo o Senhor lhe diz: “Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas Deus vê o coração”. Jessé mostra os seus filhos, mas a nenhum o Senhor escolhe. Davi, o filho mais novo, nem estava entre eles. Provavelmente ninguém, nem o próprio Jessé achasse que seria ele o escolhido por Deus, mas era ele mesmo, “Levanta-te e unge-o: é este!”. Davi estava apascentando as ovelhas. Deus escolhe um pastor de ovelhas para cuidar do seu povo desta mesma forma: como um pastor (Interessante coincidência, Davi – o pastor de ovelhas será pastor do seu povo; Pedro – o pescador de peixes será pescador de homens; coincidência?)
Outro fato importante desta passagem é que, segundo a palavra de Deus, a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi. Aos eleitos o Senhor dá a sua graça para que possam responder ao seu chamado. É aí que se manifesta o poder de Deus. Quanto mais fracos e incapazes somos, maior é a gloria de Deus. O mesmo Davi desta passagem é o Davi que derrota o gigante Golias. Davi de “belos olhos e formosa aparecia”. Saul diz que ele não passa de uma criança (I Sm 17,33). Davi é aquele que pela graça de Deus e somente por ela mesmo, pois nem a armadura conseguia carregar (cf. I Sm 17, 39), consegue derrotar Golias.
A escolha de Deus, não é a partir de critérios humanos, por isso é tão importante a docilidade de coração. Sendo dóceis, colocamo-nos em nosso lugar, e deixamos que Deus seja Deus. E quando Deus é Deus em nossa vida, Ele pode fazer de nós o que quiser, seja em nossas capacidades e seja em nossas deficiências e fraquezas. Então, se manifesta a Sua glória para todos os homens.
Eis-me aqui, Senhor! É esta a resposta que o Senhor deseja quando somos chamados por Ele, como a Virgem Maria, que diante da grande missão, põe-se como serva e nela o Senhor realiza maravilhas, como canta no Magnificat.
Que o Senhor nos ajude a aderir com alegria à sua Vontade, nos dê docilidade para acolher a sua eleição e que a nossa vida seja um constante e eterno louvor a Deus, pelas palavras e pela vida.

Franco Michel Silva Galdino
Seminarista* da Comunidade de Vida Shalom

Felicidade versus Facilidade



“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mateus 5,3-12).

A vida nos ensina que não há uma receita mágica para a felicidade. No mundo e no contexto em que vivemos, primeiro precisamos ser curados do conceito de ser feliz. Conversão é mudança de pensamento.
Felicidade para muitas pessoas é ser rico, ter um iate, ir a festas importantes. Há pessoas que falam: "Se eu tivesse cabelo mais liso, seria mais feliz". Às vezes, pedimos a Deus o dom de ser feliz em realidades pagãs, por isso não nos sentimos felizes na maioria das vezes.
Você ouviu Jesus dizer: “Felizes são os humildes, porque eles herdarão a terra”. Então, se você quer ser feliz, desça do salto da arrogância, porque se você a alimenta, não pode experimentar a felicidade cristã. Precisamos aprender, urgentemente, a não sermos arrogantes, pois isto é um dedo do diabo na nossa vida.
O Cristianismo é uma proposta de superarmos nossos limites, mas, antes, é preciso reconhecer nossas fraquezas. É um caminho constante, que não nos permite dizer que estamos prontos ou que somos melhores; a humildade é o primeiro passo para sermos felizes.
A felicidade que esse olhar arrogante pode nos dar é temporária. São como os grande impérios, que crescem, crescem, mas, depois, decaem, porque não têm mais para onde crescer. A Palavra de Deus nos ensina que o nosso alimento é muito mais do que uma maquiagem no rosto, uma reunião de amigos. 
"Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo."
O maior tribunal que podemos ter é olhar no espelho e perguntar: "Valeu a pena eu construir felicidades pagãs e passageiras?".
Não existe nada melhor do que olhar para as pessoas que passaram na nossa história e perceber que elas se tornaram melhores. A nossa humildade vai atrair pessoas para Deus. Nós queremos a felicidade, mas não queremos nos esforçar para consegui-la.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Parece loucura, mas é um fruto demoníaco achar que não podemos ser fracos, que não podemos ter fragilidades, que temos de ser fortes e ricos. De nada vale uma casa bonita se não está habitada por pessoas que se amam. O amor não é construído só nos sorrisos, mas também na hora da dor.
Preocupo-me com esta geração que está sendo educada a partir de pílulas, uma geração que não pode ter incômodos, não pode ficar triste e já toma remédios. Não tenham medo das tristezas que fazem parte do processo humano; antes de procurar as pílulas, olhe para você. Chore e interprete as lágrimas que estão caindo, porque elas vão lhe dar o caminho para o seu crescimento.
Se mil vezes eu tivesse que ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo.
Em Pentecostes do ano passado, vivi um grande encontro com Deus. Eu escutei do próprio Senhor me dizer: “Fábio de Melo, vou te dizer 'não', porque, quando eu digo 'não', estou dizendo sim, protegendo-o”. Assim, vivo nesse caminho de fé, acreditando que, quando ouço 'não', é um 'sim'. 
O Evangelho é simples: não matar, não fofocar, cuidar de si. Se você quer ser feliz, prepare-se para as durezas da bem-aventurança. Converta-se!
Você não é obrigado a ser cristão, você não é obrigado a ser justo, humilde e manso, mas se você quiser permanecer cristão, as bem-aventuranças são o código da felicidade. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” Felizes os corações que têm espaço para acolher outros corações bem-aventurados, porque eles verão Deus. O Senhor nos ama, e a vida cristã é uma resposta ao Seu amor. Investigue bem o seu coração, perceba qual é o conceito que você tem de felicidade. O que realmente o faz feliz?
O Cristianismo bem vivido nos ensina a doar a vida a quem amamos. É a melhor religião! Digo, porque e o experimentei. Se mil vezes eu tivesse de ser cristão, mil vezes eu escolheria sê-lo. Bem-aventurado são aqueles que têm alguém para pegá-lo pela mão e dizer lhe que: "Deus o ama e Ele pode reconstruir a sua vida".

Padre Fábio de Melo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Papa Francisco confirma presença em Congresso Mundial da Renovação Carismática Católica


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Com grande alegria, a Renovação Carismática Católica da Itália (RNS), com a conclusão de sua Oitava Assembleia Nacional (Fiuggi, 24-26 janeiro de 2014), anunciou que o papa Francisco participará do XXXVII Congresso da Renovação Carismática Católica. O evento será realizado em Roma, no Estádio Olímpico, nos dias 01 e 02 de junho de 2014, com o tema: "Arrependei-vos! Acredite! Recebei o Espírito Santo! (Cf. Atos 2, 38-40) e lema: “Por uma Igreja em saída missionária".
Os membros da Renovação Carismática de todo o mundo se enchem de grande gratidão com esta notícia surpreendente da Secretaria de Estado do Vaticano ao Presidente da RNS, Salvatore Martinez. Já é grande a mobilização, até mesmo por parte de sacerdotes e fiéis leigos que não são membros da RCC, que gratos pela oportunidade, desejam participar deste grande evento de oração e evangelização, organizado pela Renovação em resposta ao desejo do papa Francisco de colocar a Igreja em saída missionária para testemunhar a alegria do Evangelho.
A presença do Papa Francisco em um Congresso do Movimento será um fato histórico, sem precedentes na história da Renovação, que quer enfatizar sua vontade de apoiar o Santo Padre em sua obra de “renovação eclesial”, colocando a sua própria experiência espiritual ainda mais no coração da Igreja e no serviço ao mundo, de acordo com os direcionamentos que o Pontífice eloquentemente expressa na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium.
Também será a primeira vez que o papa Francisco entra em um dos “areópagos” de nosso tempo, um dos marcos da capital, para se juntar aos esperados 50 mil fiéis que virão de toda a Itália e de todo o mundo.
Além da presença especial do Santo Padre, muitos convidados importantes para a história e a vida do Movimento já confirmaram a sua participação no Congresso em Roma: o cardeal Angelo Comastri, vigário do Papa para a Cidade do Vaticano , o cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos , padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia e um "embaixador" da Renovação no mundo; Irmã Briege McKenna, religiosa ministeriada em cura, padre Kevin Scallon, também ministeriados em cura, Ralph Martin, testemunha das origens da Renovação e conhecido por seu ministério de pregação, Patty Gallagher Mansfield, testemunha das origens da Renovação e ministério de intercessão; Michelle Moran, presidente do ICCRS (Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica) , Gilberto Gomes Barbosa, presidente o CFCCCF (Fraternidade Católica das Comunidades de Aliança e Associações), Salvatore Martinez, presidente da RNS.
Para Salvatore Martinez, a presença do Papa é um zeloso ato de pastoreio: “A notícia da presença do Santo Padre no Congresso da Renovação me desperta a gratidão de um filho amoroso que vê o cuidado, carinho, força, liberdade de seu pai. Por ocasião da audiência privada que tive com o Papa Francisco, em 09 de setembro de 2013, considerando-se as atividades do Movimento, falamos sobre o nosso Congresso e ao saber, ele expressou sua vontade de participar. A notícia foi embargada até a véspera de Natal quando recebemos a comunicação oficial da Secretaria de Estado. Hoje anunciamos publicamente junto com o programa extraordinário do Congresso”.
“Note-se que desde o início de seu pontificado, e agora através do “documento de planejamento” para a Igreja, a Exortação Evangelii Gaudium, Francisco lembrou a alegria da experiência de Cristo vivo, a beleza da oração de adoração, de intercessão e louvor, o primado da graça no povo de Deus, a força espiritual que emana do anúncio kerigmático. Estes são os elementos que estruturam o caminho da Renovação Carismática Católica, que significam sua história e novidades há mais de 45 anos de surgimento. O Papa está ciente, tendo acompanhado a Renovação na Argentina como representante do Episcopado. Por isso, e com toda a humildade, queremos ser ainda mais o cumprimento dos desejos do coração do Papa em vista de uma nova evangelização, a serviço de nossas igrejas locais e uma nova presença dos cristãos no mundo”, completa Martinez, que faz o convite:
“O Congresso será às vésperas de Pentecostes, para podermos fazer no Estádio Olímpico um grande "Cenáculo aberto", invocando uma nova efusão do Espírito. Preparemo-nos, portanto, com grande atenção a este evento especial de graça, em que vamos dar grande destaque para os doentes, aos pobres, aos jovens, às famílias, convidando todos a participar”.
Fonte: RCC Itáilia

Eu quero e preciso namorar

Vejo muita gente sozinha, esperando alguém especial para partilhar a vida. Para muitos, esta espera chega a ser incômoda, já que a vida parece ser contrária àqueles que buscam viver corretamente sua afetividade, sem se entregar à primeira promessa de amor que lhe aparece, temendo não encontrar mais ninguém.

De certo, não nascemos para viver sozinhos. Temos uma sede justificável de ter alguém ao nosso lado, que compreenda nossos defeitos e nos ajude a sermos pessoas melhores. Nesta busca, muitos acabam entrando numa onda de desespero, já que o tempo vai passando e nenhuma perspectiva favorável se apresenta. Há os querem e necessitam namorar, mas também compreendem que não é qualquer pessoa que pode satisfazer esta necessidade. Para estes, como viver o tempo de espera com lucidez?
É preciso compreender que, neste mundo de valores tão distorcidos, quem busca ser verdadeiro com os seus sentimentos encontra bem menos opções de relacionamentos que, verdadeiramente, valham a pena. Eles existem, mas nem sempre são encontrados do outro lado da rua. Precisam ser cultivados com afinco, com paciência e sabedoria.

Quem procura alguém para namorar tem pressa. Conselhos do tipo “saiba esperar” nem sempre dão muito resultado. E é bom que seja assim. Se estamos em busca de alguém, é sinal de que acreditamos no poder transformador da afetividade bem vivida. Há namoros que fazem verdadeiros milagres na vida do jovem. Passamos a cuidar melhor de nós, ganhamos mais confiança das pessoas ao nosso redor e aprendemos a partilhar o que temos e quem somos.


“Se estamos em busca de alguém, é sinal de que acreditamos no poder transformador da afetividade bem vivida”

Aos que já estão cansados de esperar ou procurar alguém especial para namorar, penso ser necessário refletir no que agora se segue. Não há qualquer motivo para se considerar menos importante do que as outras pessoas que namoram e são muito felizes. Se elas conseguiram, você também pode e vai conseguir. Ainda que tenha experimentado decepções indescritíveis ao longo da caminhada, só você pode determinar se querer viver a solidão ou continuar com o coração aberto, na esperança de que alguém ocupe este lugar que há muito está reservado.

Vejo que muitas pessoas, decepcionadas por namoros antigos, acaba criando um muro enorme para novos relacionamentos. Tenha em mente que as decepções fazem parte da vida. Se você errou, perdoe-se. Se alguém foi injusto com você, use da misericórdia e deixe de alimentar a injustiça em seu coração. Um passo importante para quem quer experimentar novos e bons relacionamentos é cuidar para que o passado sombrio não esconda os feixes de luz que o presente nos presenteia.

Você não está só neste processo de espera. Há muitos jovens que compreendem os benefícios favoráveis da paciência do bem cultivar para a boa colheita. Não olhe para sua idade. Não existe idade limite para amar e ser amado. É preciso maturidade e discernimento para compreender que, quando bem vivida, a solidão pode ser uma ponte que nos leva ao encontro do outro. A paciência parece um prato indigesto, mas é melhor do que o desespero e a descrença.

Continue em busca da pessoa que vai tocar seu coração. Jamais se esconda do mundo ou das pessoas. Você não nasceu para viver uma vida mesquinha, mas partilhada. Partilhar significa dividir com os outros aquilo que somos, exatamente do jeito que somos. Quando o amor próprio começar a ser cultivado dentro de você, muitas pessoas vão olhá-lo de maneira diferente. No meio dessas pessoas, quem sabe, apareça alguém especial que tanto você quer.


Fonte: Canção Nova
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Papa Francisco: Como vai a minha oração de louvor?

altO Santo Padre, na missa desta terça-feira (28), falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril. Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de Davi “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi- explicou- “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa-.
Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”. Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!” Devemos rezar “com todo o coração”. “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. Davi -recordou o Papa- “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”. O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!” “A alegria do louvor nos leva à alegria da festa –explicou o Papa-.Então, o Pontífice recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”. “Eu me pergunto – continuou- quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”. Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar Davi que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.
Fonte: ZENIT (28 de Janeiro de 2014).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Homens e amigos. Por quê não?

homens e amigos Deus
“Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha grande afeição por Davi”.  (I Sm. 19, 1)
Como é belo ver que existia uma amizade tão pura entre Jônatas e Davi. Podemos pensar que a afeição que ele tinha pelo amigo já o fazia viver antecipadamente um dos mandamentos que Jesus deixou para nós: “amar o próximo como a si mesmo”. Uma amizade verdadeira é cheia de amor porque o amigo sente-se protegido pelo outro. “Que o rei não ofenda seu servo Davi. Ele não fez nada contra você. Pelo contrário: tudo que ele fez é de grande vantagem para você”, disse Jônatas, protegendo e promovendo positivamente o seu amigo Davi. (I Sm. 19,4) A Sagrada Liturgia desta semana tem muito a nos ensinar. Vimos, conhecemos e experimentamos o olhar de Deus que nos vê a partir do nosso coração e não das nossas aparências. Seu olhar é diferente do olhar dos homens. Recebemos também a graça da certeza da presença do Senhor que nos unge e nos protege, diante das grandes lutas e dos grandes vilões que precisamos enfrentar diariamente e que parecem maiores do que nós. Aprendemos lições que o ciúme e as intrigas só geram separações em nosso meio, mas também fomos alcançados pelo grande exemplo, valor e sentido de uma amizade em Deus. A vivência de uma sadia relação com o outro em Deus é antes de tudo fruto da amizade com o próprio Senhor. Lembremos que quanto mais amigo de Deus, mais seremos amigos dos homens. Um amigo preserva o outro do olhar de quem vê apenas pelas aparências. Um amigo sabe cuidar com afeições ordenadas. Um amigo torna o outro livre para amar e ser amado por outras pessoas. Um amigo sabe amar com a livre garantia do que lhe pertence e não precisa carregar a tensão de temer perder a sua parte. A amizade é um amor que nunca morre. É uma virtude que muitos sabem que existe. Alguns descobrem, mas poucos reconhecem e sabem vivê-la. Aproveitemos a Palavra de Deus, pois ela tem muito a sempre a nos ensinar.
BONS AMIGOS
(Machado de Assis)
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
Raphael Moura - missionário da Comunidade de Vida Shalom
Fonte: Comunidade Shalom

ENF2014: RCC é chamada a se unir em Adoração

altNa manhã desse domingo (26), os participantes do Encontro Nacional de Formação receberam um presente especial. Um intenso momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzido por padre Nilso Motta e Rogério Soares, presidente do Conselho Estadual da RCC São Paulo. E esse presente foi selado por uma moção de unidade dada por Deus à presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL, Katia Roldi Zavaris: cada Grupo de Oração terá a responsabilidade de realizar uma hora semanal de Adoração! Durante a oração, todos foram levados a clamar que o Senhor fixasse em suas mentes todos os direcionamentos desse encontro para cada diocese, cada realidade. Conforme proclamado, muitos irmãos se sentiram tocados a deixar de ter medo e de ‘recusar’ Jesus. Uma palavra profética foi então dada ao Movimento: “RCC, vocês nunca mais terão fome, nem sede” e a confirmação de que a bênção derramada pelo Senhor nesse ENF será eterna. Foi então que Katia explicou sobre a moção desse momento: “O Senhor me mostrou a frase: RCC unida em Adoração. Cada Grupo de Oração do Brasil deverá fazer uma hora de Adoração por semana. São cerca de 20 mil grupos, teremos 20 mil horas de Adoração por semana e 80 mil por mês”, relatou. O discernimento é que esse momento de Adoração seja feito em outro dia e horário do Grupo para não interferir no roteiro normal. 
FONTE: RCCBRASIL

Torneio Esportivo Cristão

A  Renovação Carismática Católica de Acari realizará nesse final de semana (01 e 02 de fevereiro) um Torneio Esportivo visando desenvolver a prática do esporte em nosso município e promover a integração entre as equipes participantes (jovens do Grupo de Oração e Catequese de Crisma), mostrando à comunidade que é possível ser de Deus sem deixar de ser jovem.  Convidamos toda sociedade para prestigiar o evento que será muito mais do que uma competição e sim uma vivência fraterna e unidade com a juventude da Paróquia de Nossa Senhora da Guia. Junte seus familiares e amigos para torcer pelo seu time, pedindo ao Senhor que nos conserve alegres, saudáveis e cheios do Espírito Santo.