quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Monsenhor Jonas Abib celebra Missa no ENF2014

A TV Canção Nova exibe nesta sexta-feira, 24, às 8 horas, a celebração da Santa Missa do Encontro Nacional de Formação da Renovação Carismática Católica (RCC) de 2014, presidida pelo fundador da comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib. O evento será realizado de 22 a 26 de janeiro, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida (SP), e terá como tema: “Conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4,3).
O encontro Nacional de Formação
O Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios é uma reunião de profunda oração, formação geral e específica e escuta profética dos participantes desse Movimento Eclesial. Outro aspecto importante do encontro é a partilha dos projetos e serviços em andamento e das moções proféticas que direcionam os trabalhos da RCC em todas as áreas em que este Movimento atua. Durante o encontro os membros de todos os ministérios do Movimento Eclesial se reúnem para receber orientação e formação sobre questões específicas de cada serviço, além de participarem de momentos de partilha, vivência fraterna e oração, nos diversos workshops promovidos na ocasião.
RCC na TV Canção Nova:
altA Renovação Carismática Católica faz parte da programação da TV Canção Nova com o programa “Celebrando Pentecostes“, exibido aos domingos, às 22 horas. O momento de experiência com Deus, pela efusão do Espírito Santo, conta com a apresentação da presidente do Conselho Nacional da RCC, Katia Zavaris, e do secretário geral do Movimento, Onazir Conceição.

Procura-se um deserto: o deserto nos ajuda a compreender nossa missão!

É preciso que se estude, um dia, o papel do deserto na vida do ser humano ou, ao menos, na vida de certas pessoas. Para uma legião de monges, ele se tornou um ideal, quase uma obsessão. Achavam impossível viver longe dele e, por isso, deixaram tudo e partiram para um mosteiro. Ali, na oração e no trabalho, não tinham em mente fugir do mundo, mas compreendê-lo melhor e colocá-lo em sua oração. Charles de Foucauld († 1916), nascido numa família aristocrática francesa, fez do deserto, no norte da África, o seu lar. Saint-Exupéry compreendeu melhor a terra dos homens depois que seu avião teve uma pane, vendo-se obrigado a passar dias e dias no deserto do Saara, completamente isolado de tudo. 
A lembrança desse silêncio o fez, um dia, escrever: “Eu sempre amei o deserto. A gente se senta numa duna de areia. Não se vê nada. Não se escuta nada. E, no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia”. Claro que ninguém ama o deserto por ele mesmo, pois “o que o torna belo é que ele esconde um poço em algum lugar”. Quem nunca teve um avião não sabe o que é se sentir, de repente, num deserto, como Saint-Exupéry. Mas isso não nos impede de fazer essa experiência tão importante e renovadora, que foi escolhida pelo Senhor para preparar o coração de Seu povo antes da entrada na Terra Prometida: “Guiou o seu povo no deserto: pois eterno é seu amor” (Sl 136,16).
Cada pessoa tem condições de criar um deserto em torno de si mesma e, principalmente, em seu coração. Ali, na rica solidão de seu interior, saberá dar à sua vida, às pessoas que a cercam e a ela própria o devido valor. Aliás, nunca uma pessoa poderá compreender tais realidades se não se encerrar em si mesma.
O deserto é feito de silêncio. Não de um silêncio estéril, marcado apenas pela falta de barulho, mas de um silêncio que nasce dentro da própria pessoa, feito de reflexão e paz. Um silêncio feito de amor.
É necessário, de quando em vez, fazermos uma parada na vida. Parada semelhante à daqueles que, andando pelo deserto, ficam algum tempo no oásis que encontram. Saem dali refeitos, enriquecidos e animados. Também nós sairemos enriquecidos dos momentos de deserto que criarmos. Depois disso, teremos melhores condições de enfrentar a vida de cada dia, com seus problemas, desafios e solicitações. Sairemos de nossos desertos convictos de que, nesses tempos que periodicamente nos concedemos, longe de nos isolarmos num egoísmo estéril, criaremos melhores condições para estabelecer um encontro leal, profundo e sincero com nós mesmos, com os outros e com Deus.
Na vida de Cristo há vários momentos que testemunham o quanto Ele amava o deserto: “Logo em seguida, Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, subiu à montanha, a sós, para orar. Anoiteceu, e Jesus continuava lá, sozinho” (Mt 14,22-23). Sua vida não era tranquila: as multidões O procuravam a toda a hora e em todos os lugares; pediam curas, exigiam Sua presença e Sua palavra. Ele atendia a todos com uma paciência que a outros conquistava. À noite, cansado, deixava os apóstolos descansando e retirava-se para longe. Suas noites de oração eram o Seu “deserto”.
Numa época e num mundo marcados pela agitação (ou pela dispersão), é urgente seguirmos o exemplo de nosso Mestre, procurando criar espaços de deserto. Justamente, porque as atividades nos absorvem, porque todos solicitam nossa presença e nossas responsabilidades se multiplicam; por isso precisamos de “desertos” em nossa vida, o qual nos dará maior unidade, nos tornará mais amigos de nós mesmos, e fará com que cumpramos melhor nosso papel no plano que o Pai tem para nós. Tempos de deserto não são de fugas, mas multiplicadores de nossas forças, tornando-nos mais eficazes.
Só quem já fez a experiência de deserto é capaz de valorizá-lo devidamente e de lhe dedicar um tempo que a eternidade recompensará.

Dom Murilo Krieger, scj 
Arcebispo de Salvador (BA)
FONTE: CANÇÃO NOVA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Trilha com Cristo foi emocionante!

E o dia 19 de janeiro foi recheado de muita emoção. Às 5 horas e 30 min. a Renovação Carismática Católica de Acari reuniu mais de 75 pessoas (jovens e adultos) para participarem da II Trilha com Cristo.


Momento de desjejum
No Centro Paroquial foi servido um pequeno desjejum para dá disposição a galera e ainda um aquecimento com os jovens: Pedro, Mima, André, Sidney, Jonatas, Girlene e Valdenor.

Momento de aquecimento

Aquecimento com atividade
Recordandotempos passados, no pau de arara a galerinha se dirigiu para as imediações do Povoado Gargalheiras, e lá começou a aventura rumo ao sítio Canoas. 

Subida no pau de Arara
         Divididos em equipes, com nomes e gritos de guerra que levaram os participantes a louvarem ao Deus da vida.
Equipe: Jesus é o senhor!
Com paradas reflexivas e oracionais os participantes puderam agradecer a Deus por todas às coisas e por toda obra da criação. O primeiro momento foi conduzido pelo jovem Isaak Felipe que meditou sobre o começo da caminhada e as dificuldades que cada um iria enfrentar. Ainda falou do chamado e da promessa de Deus para cada um de seus filhos.

Isaak partilhando a palavra de Deus

              Alguns momentos de oração ficaram guardado na memória dos participantes que pediram forças a Deus para continuar a caminhada da vida lutando pela santidade.

Jonatas ministrando oração
Em cima de pedra todos contemplaram as maravilhas de Deus por sua criação.

Reflexão com Eder

Escala e ajuda fraterna
  E ninguém ficou com fome, pois todos compartilharam o lanche que levou. Foi uma verdadeira multiplicação de alimentos.  
Partilha do lanche por equipe
            A trilha terminou com um momento muito forte de clamor pelo Espírito Santo de Deus que se derramou sobre cada um dos participantes da Trilha com Cristo.

O Senhor está colocando Sua Igreja numa nova marcha, Ele a está levando a ser plenamente carismática, evangelizadora e profética, e por isso derrama sobre ela o Seu Espírito. É preciso acolhê-Lo! 
Por causa das situações que vivemos, tanto em termos religiosos como sociais e políticos, o Senhor derrama o Seu Espírito de maneira nova. Quando tantos querem decretar a falência de Deus e de Sua Igreja, diante da situação de racionalismo e de descrença, o Senhor vem dar Sua resposta por intermédio do Espírito Santo. É assim que Ele reage diante de toda situação. Peçamos a graça de nova e extraordinária efusão do Espírito Santo.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Casal fluminense que exala santidade: abertura do processo de beatificação de Zélia e Jerônimo

Na noite deste sábado, dia 18 de janeiro, aconteceu a abertura do processo de beatificação do casal Zélia e Jerônimo, na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana. A celebração jurídica, com o Tribunal Eclesiástico, foi presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal eleito Dom Orani João Tempesta.  
beatificacao
A segunda etapa deste processo acontecerá no dia 20 de janeiro, quando os restos mortais dos Servos de Deus Zélia e Jerônimo estarão presentes na missa do padroeiro da cidade do Rio, às 10h, na Paróquia São Sebastião, na Tijuca. Segundo o vigário episcopal para a Vida Consagrada e responsável pelos processos de candidatos à causa dos santos da Arquidiocese do Rio, Dom Roberto Lopes, eles são um casal fluminense que exala santidade e podem ser grandes ícones para todo o mundo. “Mais uma vez a Arquidiocese do Rio se alegra em poder abrir mais um processo para beatificação. Queremos convocar todo o povo de Deus para participar deste momento junto com o cardeal, nas celebrações do padroeiro, que é novamente o grande protagonista, pois no ano passado demos início também durante a Trezena de São Sebastião ao processo de beatificação da Serva de Deus Odetinha”, motivou. No dia 20, as duas urnas de acrílico com os restos mortais do casal serão lacradas e apresentadas aos fiéis. “Neste dia, dentro da celebração será lida a ata. As bulas, feitas em pergaminho pelas monjas clarissas, serão colocadas dentro das urnas que serão levantadas para que todos possam contemplar”, informou Dom Roberto. Após a missa, as duas urnas serão transladadas pelo Corpo de Bombeiros para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Gávea, que será o seu local para culto. A partir do momento que a Congregação para a Causa dos Santos reconhecer as virtudes heroicas deles, e apresentando os milagres, poderá acontecer a beatificação. “O casal teve uma vida muito santa, dentro da própria vida familiar. Geraram 13 filhos, morreram quatro e os outros nove se consagraram a Deus: três sacerdotes e seis religiosas. Eles tratavam seus empregados como pessoas amigas; eram realmente um referencial. É um casal que ressalta a beleza da família, que realmente é o grande instrumento para a santificação”, disse. A abertura do processo do casal Zélia e Jerônimo é uma resposta à piedade do povo de Deus”, salientou Dom Roberto. Jerônimo nasceu em Magé, na Baixada Fluminense, e Zélia Pedreira em Niterói. Casaram-se em 27 de julho de 1876, na Chácara da Cachoeira, na Tijuca. “Mesmo eles não tendo nascido na cidade do Rio, Zélia morreu em nossa arquidiocese. Pedimos a transferência de competência apenas do Jerônimo, porque sua morte aconteceu na Diocese de Nova Friburgo”, explicou Dom Roberto. Ele convidou a todos a testemunharem as graças recebidas pela intercessão do casal. “Contamos com todo povo de Deus. Quem por ventura puder relatar alguma graça pela intercessão do casal Jerônimo e Zélia, pode nos procurar na arquidiocese”, incentivou.
Dados biográficos
Nomes: Zélia Pedreira Abreu Magalhães (1857-1919) e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1851 -1909).  Sobre Zélia: Primogênita de João Pedreira do Couto Ferraz, secretário do Supremo Tribunal de Justiça e aposentado do Supremo Tribunal Federal, e de Elisa Amália de Bulhões Pedreira, nasceu em 5 de abril de 1857, no bairro do Ingá, em Niterói, capital da então Província do Rio de Janeiro. Recebeu primeiramente o nome da mãe, Elisa, logo trocado pelo anagrama Zélia, composto pelo pai. De família proeminente, Zélia teve como avós paternos o Desembargador Luís Pedreira do Couto Ferraz e Guilhermina Amália Correia Pedreira e como avós maternos, o Comendador José Manuel de Carvalho Bulhões e Justina Justa de Oliveira Bulhões. Entre os parentes próximos, havia o Barão do Bom Retiro, presidente da Província do Rio de Janeiro, cargo que hoje corresponde ao de Governador do Estado, seu tio paterno; a Baronesa de Anadia, sua tia materna; o Visconde de Duprat, seu cunhado; e o Arcebispo de Porto Alegre, Dom José Claudio Ponce de Leão, seu primo. Sobre Jerônimo: Filho do fazendeiro Fernando de Castro Abreu Magalhães e de Rosa Rodrigues Magalhães, Jerônimode Castro Abreu Magalhães (1951-1909) nasceu em Magé, Província do Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1951. Seu pai, que veio para o Brasil acompanhar o irmão, Monsenhor Baccelar, Capelão do Imperador, construiu a grande fazenda de café Santa Fé, próxima ao Carmo do Cantagalo, e fez grande fortuna. Colaborou para o desenvolvimento da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde situava-se a fazenda, cooperou com a fundação do Colégio Anchieta em Nova Friburgo e extinguiu a escravatura em sua fazendamuito antes do decreto imperial. Teve quatro irmãos sacerdotes e algumas sobrinhas religiosas. Jerônimo fez os estudos preparatórios em Lisboa, mas formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1873.
Fonte: arqrio

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Bênçãos e maldições

Em todo o tempo e lugar estão sendo derramadas sobre nós as bênçãos de Deus, e nós precisamos crer nisso. Em Deuteronômio 11, 26-28, lemos sobre a bênção e a maldição, mas sabemos que viemos aqui para escolher a bênção. Se obedecermos às leis de Deus, estaremos optando pelas bênçãos, mas se as desobedecermos estaremos na maldição.
A escolha é pessoal, é você quem escolhe, mas devemos viver dentro dos mandamentos, que são as estradas que nos levam ao céu. Cada mandamento é como uma placa que nos orienta. Andar na bênção é viver os mandamentos de Deus. Se observarmos a voz de Deus estaremos andando de acordo com a vontade do Senhor. É por isso que o Antigo Testamento, por diversas vezes, nos pede para ouvi-Lo e sabemos que a todo o momento o Senhor fala conosco. Somos o povo da Terra Prometida.
Se não os [mandamentos de Deus] praticarmos cuidadosamente estaremos longe da vontade de Deus e seremos alcançados pela maldição. É importante sabermos sobre a existência, pois o Senhor colocou diante de nós a vida e a morte e muitos de nós não escolhemos a vida, mas a morte. Permaneça unido a Deus. O Senhor veio trazer vida em abundância, para nós, por isso devemos escolher a vida e não a morte.
Na Sagrada Escritura, lemos no livro de Deuteronômio que Josué optou por Deus, quando ele e sua família escolheram servir ao Senhor. É na fidelidade que Josué quis andar. O Senhor batalhava em favor daquele povo, pois este escolheu Deus como seu Senhor. Quanto a nós, irmãos, precisamos deixar de seguir os falsos ídolos e, assim como ele, optar por Deus e sermos inteiramente livres. Chega de cadeias e opressões! Você é livre, pois o Senhor o libertou de todos os tipos de escravidão. Temos a graça de sermos, diante de Deus, completamente livres.
               
                                     Irmã Maria Eunice
Sejamos herdeiros da bênção, porque foi para isso que fomos chamados, como está em I Pedro 3, 9b. Fazemo-nos de cegos, abandonando o nosso Deus e, por vezes, pagamos o mal com mal. Vivemos armados, até os dentes, de raiva! A situação do mundo em que vivemos é essa: desarmonia, vícios, desentendimentos, no qual se paga o mal com o mal.
Quando perdemos ou cedemos diante de algumas situações, achamos que somos perdedores, mas nós não o somos! Aquele que cede à bênção é abençoado; e o que cede ao mal é amaldiçoado. Hoje em dia, é comum os filhos não pedirem mais a bênção aos pais, porque se esqueceram dos bons costumes! Amados, precisamos voltar para a bênção.
Somos chamados a abençoar, pois para isso fomos chamados pelo Senhor, como diz São Pedro em sua carta. As palavras malditas têm sido um costume cada vez mais forte dentro das nossas casas. Mas, você pode se perguntar: "A quem devemos perdoar?", e eu lhe respondo: a todos, até mesmo àqueles que nos fazem mal.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira
              Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A cura das carências afetivas

A realidade enunciada neste título é uma circunstância que tem – verdadeiramente – escravizado muitíssimas pessoas em nosso tempo, roubando a alegria e o sentido de suas vidas. São inúmeros os corações, principalmente dos mais jovens, que se têm deixado dominar por inúmeras formas de carências afetivas, as quais não lhes permitem compreender o próprio valor e os tornam verdadeiros “mendigos” de pobres migalhas de afeto.
“As carências são o vazio que ficou no coração, por não ter recebido o necessário amor afetivo no decurso da vida. São um vazio, uma falta de amor: uma verdadeira fome, uma fome de amor” (PEDRINI, 2006, p. 20). Tal definição (de carência) é clara e com precisão nos revela a dinâmica de tal realidade, a qual tem o poder de nos trancafiar em um verdadeiro cárcere emocional.

Por Padre Adriano Zandoná
Sacerdote da Comunidade Canção Nova
FONTE: Canção Nova

Um tesouro de Deus

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Por que temos tanta certeza de que os nossos Grupos de Oração são tão valiosos? O que nos fez chegar a essa conclusão? O próprio Senhor! E é Ele que pede que não nos afastemos de “Seu Coração”, ou seja, de nosso Grupo. Temos usado a expressão “Grupo de Oração, Tesouro de Deus” e, provavelmente, muitos pensam que este termo partiu de nós. A verdade, porém, é que foi um termo inspirado por Deus. Estávamos, a então constituída equipe da Comissão de Formação, reunidos na casa de Marta e Maria, no Rio de Janeiro, para pensar e discernir a formação de coordenadores. Já tínhamos a primeira parte pronta, aquela que fala da Renovação como uma graça para a Igreja, mas precisávamos dar continuidade. Durante um momento de oração e escuta diante do Santíssimo, o Senhor começou a nos falar em profecias e visualizações sobre a sua obra de amor no meio de nós através dos nossos Grupos de Oração e apareceu, como palavra inspirada, confirmada por visualização, a expressão “Grupo de Oração, Tesouro de Deus”. Podemos dizer que a raiz da Renovação está no Grupo de Oração. Aqueles professores da Universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, que começaram a ler o livro dos Atos dos Apóstolos e desejaram a experiência dos primeiros cristãos, ficaram sabendo que um grupo de pessoas se reunia para rezar na casa de uma senhora chamada Flo Dodge. 
Ouviram dizer que lá o Espírito Santo se manifestava com sinais e prodígios como nos primeiros tempos da Igreja cristã. Foram conferir e receberam o batismo no Espírito Santo. Esses mesmos professores organizaram, em fevereiro de 1967, o retiro de final de semana em Duquesne, onde o Espírito Santo se derramou com poder, como em Pentecostes, sobre os participantes que estavam reunidos na capela, no andar superior da casa. Foi aí que começou a Renovação Carismática Católica. Quando saíram de lá, cheios do Espírito, eles sentiram necessidade de estarem juntos para louvar ao Senhor, ler a Palavra, partilhar suas novas e maravilhosas experiências. Passaram a se reunir semanalmente e logo as reuniões de oração multiplicaram-se, alastraram-se como fogo por outras universidades e, dentro de pouco tempo, no mundo todo. O Grupo de Oração nos descortina a beleza das pessoas que são acolhidas por Deus, a beleza da misericórdia de Deus que se derrama sobre todos os que acreditam e se convertem. O que nos faz chegar à grandeza da misericórdia de Deus é reconhecer “Jesus Cristo é o Senhor”. O Grupo de Oração é o lugar de encontro com Jesus. O nome de Jesus abre portas. A Renovação Carismática Católica, através dos seus Grupos, é uma porta aberta da Igreja, é a porta do acolhimento. No Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios (ENF) de 2007, ocasião dos 40 anos da Renovação, recebemos uma palavra que nos fala exatamente isso: “Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi – que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir. Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome” (Ap 3,7-8).
A interpretação da palavra foi a de que os Grupos de Oração são esta porta permanentemente aberta e que nós, os participantes e servos dos Grupos, somos colunas de Deus para sustentar os fracos e abatidos. No Grupo de Oração o Senhor nos fortalece, nos restaura e nos torna imbatíveis na luta contra o mal para que possamos ser verdadeiramente esse sustentáculo para os outros. Em julho do mesmo ano, depois de um momento de intercessão pelos grupos, Deus nos falou em profecia confirmando a palavra que nos havia sido dada anteriormente: “Escutai povo meu, escutai meus filhos e filhas, se vocês se deixassem conduzir pela sabedoria do meu Espírito jamais se afastariam de seus Grupos de Oração. Pois Eu quero vos revelar, com toda a minha autoridade, com toda a minha misericórdia, que o Grupo de Oração, o qual muitos de vocês têm abandonado ou desvalorizado, é nada mais que o meu coração e é no meu coração que cada um de vocês está gravado eternamente. Por isso, Eu mesmo, o Senhor, vos declaro e vos peço: retornem depressa ao meu coração, as portas se abrem. Entrem, entrem e sejam profetas no meu coração. O meu coração se abre para vocês, e o meu coração é cada Grupo de Oração espalhado nesta nação.” Naquele mesmo Congresso, durante um momento de oração, recebemos a seguinte visualização: havia um mapa do Brasil todo preto, mas durante a oração luzes foram se acendendo como velas. De repente, clarearam o mapa inteiro e transformaram as trevas em luz. A interpretação veio logo em seguida: essas luzes acesas são os Grupos de Oração que se multiplicavam de norte a sul para iluminar o Brasil, levar o evangelho ao nosso povo e incendiar a nossa nação com o fogo de Pentecostes. Se analisarmos a nossa própria história, veremos que um dia alguém nos convidou para um Grupo de Oração e lá o nosso cansaço, a nossa acomodação, a nossa desilusão transformaram-se em esperança, fé expectante, alegria interior. Nossa vida foi tocada pela bondade, pelo amor, pela misericórdia de Deus. Nós tivemos um encontro pessoal com Jesus Cristo. Depois desse dia, a nossa vida nunca mais foi a mesma, porque, ao encontrar Jesus “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”( cf Rm 5, 5). Que o sentimento de nossa alma seja o mesmo dos primeiros apóstolos: “Não podemos deixar de falar das coisa que vimos e ouvimos” (At 4,20). Que o nosso desejo seja trazer homens, mulheres, jovens e crianças para os nossos Grupos de Oração a fim de que eles sejam batizados no Espírito Santo como nós fomos e possam fazer parte dessa imensa fileira de pessoas que desejam implantar a Cultura de Pentecostes na cultura da morte que predomina no nosso mundo. Outro termo que temos usado é "Grupo de Oração, Estratégia de Deus”, estratégia para atrair-nos ao seu coração misericordioso no qual nós somos curados, restaurados e então transformados em discípulos e missionários seus para testemunhar ao mundo que sofre. No ENF deste ano de 2011, foi lançado um desafio aos Grupos de Oração do Brasil: que os Grupos de Oração se tornem missionários, que saiam para as praças e visitem as casas falando do amor de Deus, da salvação em Jesus Cristo e da santificação no Espírito Santo, a fim de que todos se conscientizem da sua dignidade de filhos e filhas de Deus, e passem a viver à altura de sua condição. Este apelo encontra eco numa outra profecia sobre Grupo de Oração que vem com promessas de grande poder do Espírito para todos nós: “Eu derramo sobre vós uma nova unção do meu Espírito. Eu vos liberto do desânimo, da frieza espiritual e lhes dou uma nova unção do meu Espírito. Eu faço arder em vossos corações o espírito missionário. Eu renovo a alegria e o amor em vossos Grupos de Oração e vos chamo para um tempo novo. Portas de missão se abrirão para vós, desde que sejais dóceis ao meu Espírito. Eu inauguro no meio de vós, a partir deste momento, um tempo novo, um tempo de bênçãos, um tempo de graça, onde o meu Espírito se moverá com poder para renovar a face da terra.”

Assim seja!

Por Maria Beatriz Spier Vargas
Coordenadora nacional do Ministério de Pregação
FONTE: Renovação Carismática Católica do Brasil


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

5ª Feira, dia de Adoração ao SS. Sacramento

A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de Tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. “Adorarás o senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13).
 “Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o nada da criatura, que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu nome é Santo. Adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.” ( Catecismo da Igreja Católica n. 2096 e 2097).
Toda vez que estivermos perante o Santíssimo esteja Ele exposto ou no sacrário devemos nos colocar numa atitude de despojamento e professarmos a fé na sua presença no pão e no vinho que para nós são Corpo e Sangue de Cristo. E podemos fazê-lo com estas palavras ou de forma espontânea:
“Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”
Jesus Sacramentado
 "A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso."
"Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto"
(Lc4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13)."
 Na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari, no Rio Grande do Norte, o Santíssimo é exposto para a adoração dos fieis desde às 5 horas da manhã e é guardado às 16h30min. com a celebração da Santa Missa. Toda a comunidade católica é convidada a Adorar Jesus Sacramentado, nosso Deus amado.

FONTE: Do site Adoração ao Santíssimo 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Jovem: Estudos e Espiritualidade

Normalmente jovens na faixa etária a partir dos 17 anos apresentam muitos planos e expectativas. Concluir o colégio e passar no vestibular são algumas metas que para serem alcançadas, geram muita ansiedade e nervosismo nos alunos.
Para muitos estudantes o desejo de ingressar na faculdade tornar-se a prioridade de suas vidas, afastando-os do convívio com a família e amigos. Alguns deles até deixam de frequentam a Igreja para não perderem tempo. Esse estresse em querem adquirir a maior carga de conhecimento com exagero de estudo é bastante prejudicial.
A carreira profissionaljovem é sem dúvida um sonho lícito de um jovem. Como cristãos, porém, não podemos colocar os nossos projetos como o centro das nossas vidas. Sabemos que Deus ordena todas as áreas do nosso ser quando nos dispomos a Ele. O Senhor nos dá, portanto, o equilíbrio do qual precisamos para conciliar atividades seculares e espirituais.
Separar a espiritualidade dos trabalhos e estudos é um erro. Servir ao Reino de Deus exige renúncias, até mesmo de tempo de estudo, mas o Senhor nos dá a prudência de dispormos o tempo suficiente para cada atividade.
Alegra o coração de Jesus que sejamos responsáveis com as obrigações seculares, pois Deus deseja profissionais competentes, nada vale, contudo tanta dedicação se os nossos projetos não estão nas mãos de Deus. O Senhor deseja muito mais filhos santos e obedientes a sua vontade, do que bons profissionais.
Jamais ouvimos dizer que o Senhor desamparou um filho que lhe estendeu a mão. Colocar Deus como o centro do nosso coração, esse é o segredo da vitória e da felicidade.
Se houvesses caminhado pelas sendas de Deus, poderias habitar para sempre na paz. Aprende onde se acha a prudência a força e a inteligência, a fim de que saibas ao mesmo tempo, onde se encontra a vida longa e a felicidade, o fulgor dos olhos e a paz.
FONTE: Comunidade Católica Shalon